Charles Dance,

CRÍTICA [CINEMA] | "Johnny English 3.0", por Kal J. Moon

Dirigido por David Kerr e estrelado por Rowan Atkinson, Emma Thompson, Olga Kurylenko e grande elenco, "Johnny English 3.0" traz de volta aquele agente secreto idiota que todos amamos odiar...

O Espião Que Se Enrolava
O terceiro filme da série com Rowan Atkinson no papel do tresloucado agente secreto inglês chega sete anos após o filme anterior. E o debate entre o que é anacrônico e o que é super atual é o tema central da história apresentada aqui.

A nova aventura começa quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos infiltrados na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. Apesar de estar aposentado - e trabalhando como professor numa escola primária - English é convocado e mergulha de cabeça na ação com a missão de encontrar o hacker que está por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, English precisa superar os desafios da tecnologia moderna para tornar a missão bem-sucedida.


Algumas sequências são hilárias como uma que envolve realidade virtual - não perca isso por nada nesse mundo -, dança techno e qualquer uma que envolve os alunos de English. Ainda tem uma participação especial de Charles Dance (Game of Thrones) e Michael Gambon (Harry Potter) bem interessante, apontando-os como agentes aposentados, breve mas muito bem bolada para explicar porque English foi escolhido nessa missão. Já outras cenas são engraçadinhas e podem esboçar aquele risinho no canto da boca.
Apesar do roteiro de William Davies utilizar a premissa básica de "007 contra Spectre", a motivação do vilão faz um pouco mais de sentido se levarmos em conta que o filme é uma comédia. Assim como Samuel L. Jackson no prmeiro filme da série "Kingsman", o personagem Jason Volta é uma espécie de mistura entre Bill Gates e Steve Jobs, um rei da tecnologia informática. O ator Jake Lacy (que esteve no excelente "Armas na Mesa") não tem muito material para desenvolver uma verve cômica com o material que lhe foi apresentado. Se o personagem tivesse alguma peculiaridade bem esquisita, talvez até funcionasse.

Quanto ao elenco, Atkinson ainda tem fôlego para a comédia "física" mas já aparenta sinais de cansaço. Não à toa, o roteiro explora esse fato e apresenta a faceta de "professor" do personagem - reconhecendo que Atkinson, na verdade, é um mestre do humor - ensinando os meandros da espionagem à uma criançada bem esperta. E essas cenas são bem mais interessantes do que muito do que é apresentado nas telonas. A interação entre Atkinson e o elenco pré-adolescente traz um frescor ao personagem que chega-se a pensar que as crianças ajudariam na resolução da trama - e isso não acontecer foi uma oportunidade desperdiçada... Atkinson ainda aproveita para fazer duas pequenas homenagens a Mr. Bean - seu personagem mais conhecido no mundo - em cenas envolvendo danças esquisitas e gaitas de fole.

Além de Atkinson, quem mais se destaca é mesmo Emma Thompson como a Primeira Ministra da Inglaterra. A atriz mostra a insegurança, o nervosismo e a preocupação inerente ao cargo. E o fato dela estar com o mesmo corte de cabelo que usou em "Simplesmente Amor" - onde interpretava a irmã do Primeiro Ministro - pode não ser mera coincidência. A cena onde ela diz "o mundo está um caos e o universo me manda VOCÊ?" a English tem aquele desprezo próprio de quem tá pouco se lixando se vai ofender, como o desabafo inapropriado mas incontrolável.

Já Olga Kurylenko está OK como uma espiã russa - mais ou menos uma paródia do que ela já fez em "007 - Quantum of Solace". Funciona mas é só. E Ben Miller - que interpreta Bough - finalmente tem mais importância na trama do que apenas ser fiel escudeiro do herói, com um pouco mais de background sobre o que ocorreu durante a "aposentadoria" de English.

A trilha sonora composta por Howard Goodall - velho colaborador nos filmes estrelados por Atkinson - resolve bem o tema central do personagem emulando orquestrações próprias do que já foi utilizado no cinema para filmes de James Bond.  

O filme tem um probleminha de timing onde algumas cenas não são nada dinâmicas e esticadas onde deveria haver um corte brusco para gerar a piada pela surpresa. Dá pra imaginar como seria o filme se dirigido por Jim Abrahams ou Mel Brooks  - só assistindo para entender.

No fim das contas, o saldo é positivo e "Johnny English 3.0" diverte, cumprindo o papel de entretenimento. Mas é uma diversão frugal, light e descompromissada, sem esperar muito do que é mostrado na telona.


Kal J. Moon bebe chá regularmente, já ensinou crianças e possui pontualidade britânica. Talvez seja um agente secreto à serviço de vossa majestade mas essa informação é confidencial...

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A Pé Ele Não Vai Longe,

A PÉ ELE NÃO VAI LONGE | Filme com Joaquin Phoenix ganha trailer, cartaz e data de estreia

A Diamond Films acaba de divulgar o cartaz e o trailer em português de “A Pé Ele Não Vai Longe”. Dirigido pelo premiado e duas vezes indicado ao Oscar® Gus Van Sant, o longa é estrelado por Joaquin Phoenix (foto) e baseado no livro autobiográfico de John Callahan. No elenco, estão ainda nomes como Jonah Hill (foto), Jack Black (foto) e Rooney Mara (foto).

>>> Clique AQUI para assistir o trailer
Cartaz oficial (Divulgação)
Exibido no Festival de Berlim, o filme conta a história real de Callahan (Phoenix), um alcoólatra que, mesmo depois de sofrer um acidente de carro e quase perder a vida, não pensa em deixar a bebida. Incentivado por sua namorada, aceita entrar num grupo de apoio para tratamento. Enquanto segue os passos para superar o alcoolismo, Callahan descobre a habilidade para desenhar histórias em quadrinhos, o que transforma sua vida. Junto ao reconhecimento de seu talento, surgem críticas ao seu humor irônico, com as quais ele precisa aprender a lidar, assim como com suas próprias fragilidades internas.

 “A Pé Ele Não Vai Longeserá exibido no Festival do Rio 2018 e estreia no Brasil em 29/11/2018, com distribuição da Diamond Films.

Fonte: Diamond Films (via press-release)

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animação,

FANTASMAGORIAS | Canal pago exibe curtas baseados em lendas assustadoras

A HBO celebra o dia das bruxas com uma maratona de "Fantasmagorias", curtas de animação baseados em histórias ou lendas de terror que têm assustado gerações em toda América Latina. Durante a maratona vai ao ar a estreia de “A Loira do Banheiro” (foto), episódio dedicado a assustadora lenda urbana brasileira. Os curtas poderão ser vistos no canal HBO, às 21h30.

A proposta estética de "Fantasmagorias" foi inspirada nas histórias em quadrinhos e na linguagem cinematográfica, usando elementos que caracterizam os melhores contos de terror: narrador onipresente, os enquadramentos e o ritmo da narrativa. Os episódios de "Fantasmagorias" duram de dois a três minutos e foram desenvolvidos com as mais avançadas técnicas de animação na Argentina, junto com o studioFreak.

Para os fãs do gênero, os episódios escondem os famosos “easter eggs”, referências ocultas a filmes cultuados como 'O Iluminado' (Stanley Kubrick), 'E.T. – O Extraterrestre' (Steven Spielberg), 'A Cidade dos Amaldiçoados' (John Carpenter), entre outros.

"Fantasmagorias" é a primeira produção original de curtas realizada pela HBO Latin America. A série é composta por 12 histórias originais latino-americanas ambientadas em países de toda a região, como: “A Chorona” (México), “O Jantar Maldito” (Argentina), “Roubo de Órgãos” (Brasil), “El Silbón” (Venezuela), “Passageira Fantasma” (Chile), “O conto do Chupacabra” (Brasil), “Sayona” (Venezuela), “As Gêmeas” (Argentina), “Tia Tonha” (México), “Ouija” (Brasil), “A Almofada de Penas” (Uruguai) e “A Boneca Maldita” (Colômbia).

Todos os episódios de "Fantasmagorias" estão disponíveis na plataforma de streaming HBO GO.

Fonte: HBO (via press-release)

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Babu Santana,

OS SUBURBANOS | Filme com Rodrigo Sant´Anna’ acaba de ser rodado no RJ

O caminho de Jefinho para o sucesso é tortuoso e não pega atalho. Jefinho é um cantor de uma banda de pagode que sonha virar celebridade. Para isso, não nega serviço, mesmo que inclua limpar a piscina do dono da gravadora. Rodrigo Sant´Anna (foto) vive o personagem no longa que acaba de ser rodado no Rio de Janeiro. Dirigida por Luciano Sabino, a comédia "Os Suburbanos – O Filme" amplia o universo da série de mesmo nome que é sucesso no canal pago Multishow.

A trama se passa no fim dos anos 2000, onde o suburbano Jeferson de Souza dos Santos - mais conhecido como Jefinho - faz de tudo para encontrar o sucesso como cantor numa banda de pagode. Tendo que se dividir entre limpar a piscina do dono de uma gravadora, ter um caso tórrido com a esposa dele, se meter em uma rebelião na cadeia, aceitar a homossexualidade do padrinho e receber a notícia que será pai, Jefinho ainda arranja tempo para compor a canção que alavancará definitivamente sua carreira musical, o hit instantâneo “Xavasca Guerreira” (oi?).

No elenco principal, Babu Santana, Carla Cristina e Nando Cunha, entre outros. O longa ainda conta com participações especiais como Tiago Abravanel, Rafael Portugal e Paulo Cesar Grande

Um suburbano só não faz verão mas uma família….”. Já Luciano Sabino também faz jogo de palavras: “Diversão , alegria , emoção , para todas famílias... agora, em tamanho família!”, brinca Rodrigo Sant´Anna sobre o filme.

Os Suburbanos – O Filme” é uma produção da Hungry Man com distribuição da Downtown Filmes / Paris Filmes e estreia em 2019.

Fonte: Paris Filmes (via press-release)

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António Ferreira,

FESTIVAL DO RIO 2018 | Conheça seis filmes confirmados no evento

Um dos principais festivais de cinema do Brasil, o Festival do Rio, acontecerá em novembro de 2018. A Pandora Filmes será um dos destaques do evento com seis filmes. São eles:  o sul-coreano “Em Chamas”, o tunisiano “Meu Querido Filho”, as duas coproduções entre Brasil, Portugal e França “Raiva” e “Pedro & Inês - O Amor Não Descansa”, o argentino “Um Amor Inesperado”, além do mexicano “Compra-me Um Revólver”.

Dirigida pelo aclamado diretor Mohammed Ben Attia, “Meu Querido Filho”, gira em torno da família de Riadh (Mohammed Dhrif). Ele está prestes a se aposentar do trabalho de operador do porto de Tunis, casado com Nazli (Mouna Mejri), e leva a vida em torno do único filho, Sami (Zakaria Ben Ayed), que está se preparando para os exames do ensino médio. Mas as rotineiras crises de enxaqueca do filho deixam Riadh e Nazli sempre em alerta. Quando tudo parece estar melhor, Sami desaparece de repente.

Já o longa “Em Chamas”, de Lee Chang-Dong - baseado em "Barn Burning", conto do Haruki Murakami,  -, traz a história de Jongsu (Ah-in Yoo), um entregador que, durante um trabalho, encontra sua antiga vizinha, Haemi (Jong-seo Yun) e se depara com um pedido inusitado: cuidar do gato dela enquanto faz uma viagem para África. Quando volta de viagem, Haemi apresenta ao entregador um enigmático jovem, Ben (Steven Yeun), que conheceu durante a temporada africana e que revela a Jongsu sobre um hobby pouco usual. O filme teve estreia mundial na Competição Oficial do Festival de Cannes 2018 e foi o escolhido pela Coreia do Sul para representar o país no Oscar 2019.

Em “Raiva”, uma coprodução Portugal, Brasil e França, dirigida por Sérgio Tréfaut, os campos do Baixo Alentejo, em Portugal dos anos 1950, estão em pauta. Dois assassinatos em uma noite geram suspeitas e dúvidas aos moradores da região. Qual a origem desses crimes? Baseado no romance "Seara de Vento" - de Manuel da Fonseca -, o filme conta a história de uma família de camponeses que luta pelo trabalho e pela dignidade durante a ditadura portuguesa.

Também uma coprodução internacional, “Pedro & Inês - O Amor Não Descansa”, de António Ferreira, é baseado na história real do Rei Dom Pedro I, que desenterrou sua amante Inês de Castro para torná-la rainha depois de morta. O filme conta a história de Pedro e Inês em três diferentes vidas (presente, passado e futuro). Um amor atemporal que vence as limitações do tempo. O longa é uma adaptação do romance "A Trança de Inês" - de Rosa Lobato de Faria - e uma das produções portuguesas mais ambiciosas dos últimos anos.

Em “Um Amor Inesperado”, de Juan Vera, Marcos (Ricardo Darín) e Ana (Mercedes Morán) encaram a partida de seu único filho e, com isso, precisam lidar com uma série de situações que vem à tona quando estão a sós. Os dois passam a se perguntar se ainda estão apaixonados ou se apenas estão presos ao costume de seguirem juntos. Pouco a pouco, precisam descobrir as respostas.

O mexicano “Compra-me Um Revólver”, de Julio Hernández Cordón, foi exibido no Festival de Cannes 2018, na Quinzena dos Realizadores. O filme traz uma visão distópica de um México controlado inteiramente por cartéis, no qual as mulheres estão desaparecendo. Uma jovem usa uma máscara para esconder sua identidade e ajudar o pai a cuidar de um campo de beisebol frequentado pelos traficantes. Certo dia, ao acordar, a menina precisará lutar pela sua própria vida.

Fonte: Pandora Filmes (via press-release)

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Central do Brasil,

42ª MOSTRA SP| Festival comemora 20 anos do filme 'Central do Brasil'

Em comemoração aos 20 anos do filme "Central do Brasil" - premiado com o Urso de Ouro e o Urso de Prata de Melhor Atriz para Fernanda Montenegro (foto) no Festival de Berlim -, a Mostra SP faz sessão inédita no país da cópia restaurada do longa. A exibição terá a participação do diretor Walter Salles e dos protagonistas, Fernanda Montenegro e Vinicius de Oliveira.

Restaurado pelo laboratório francês Éclair com o apoio do Centro Nacional de Cinema Francês (CNC), da VideoFilmes e da Mact Productions, o filme será exibido em 30/10/2018, às 21h, no Espaço Itaú de Cinema - Augusta.

Na trama, Dora (Montenegro), uma ex-professora que escreve cartas para os analfabetos na estação de trens Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Ela cobra uma pequena quantia de todos, mas nem sempre envia as mensagens — muitas não saem de sua gaveta. No meio dessas cartas cheias de esperanças e projetos, está a de Ana, que planeja reencontrar o pai de seu filho Josué (Oliveira). A inesperada morte dessa mãe sela o encontro de Dora e o menino Josué, que terão seus destinos entrelaçados numa viagem por um Brasil simples e duro, onde o prêmio é a redescoberta da própria humanidade de Dora.

Fonte: 42ª Mostra SP (via press-release)

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Daniel Furlan,

PICO DA NEBLINA | Nova série de Fernando Meirelles terá Daniel Furlan e Luis Navarro no elenco

"Pico da Neblina", série original da HBO Latin America, terá no elenco 18 atores selecionadas por Fernando Meirelles (foto) a partir de um convite na internet que recebeu mais de 2.600 interessados. Com a ação, o diretor descobriu novos talentos e deu oportunidade para jovens que nasceram na periferia de São Paulo.

A convocação foi realizada por meio do Facebook. Meirelles convidou aspirantes e atores em início de carreira, que deveriam ter entre 20 e 35 anos, a enviar vídeos caseiros, gravados no próprio celular. Os novatos passaram por uma oficina para preparação dos personagens. Entre os escolhidos, Henrique Santana - nascido e criado na Zona Leste da capital - viverá Salim, amigo de infância do protagonista, Biriba. Seis outros escolhidos ocupam papéis secundários e onze participam do elenco de apoio.

Essa não é a primeira vez que Fernando Meirelles faz essa aposta - o diretor já trabalhou com membros da comunidade em “Cidade de Deus”, indicado a quatro categorias do Oscar®.

"Pico da Neblina" terá dez episódios com uma hora de duração cada e se passa em uma São Paulo ficcional onde a maconha foi recentemente legalizada. A trama gira em torno do jovem traficante paulistano Biriba (Luis Navarro, foto), que decide deixar para trás a vida do crime e usar seus conhecimentos para vender o produto dentro da lei e junto com um sócio investidor pouco experiente, Vini (Daniel Furlan, foto). Para andar dentro da lei, Biriba terá que lidar com o peso e as pressões do seu passado e as inúmeras armadilhas do mundo dos negócios.

Com direção geral de Fernando Meirelles e Quico Meirelles, direção de Rodrigo Pesavento e Luis Carone, roteiro de Chico Mattoso, Mariana Trench, Cauê Laratta e Marcelo Starobinas, a série é produzida por Luis F. Peraza, Roberto Rios e Eduardo Zaca - da HBO Latin America Originals -, Fernando Meirelles, Andrea Barata Ribeiro e Bel Berlinck - da O2 Filmes.

Fonte: HBO (via press-release)

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Diamond Films Brasil,

NO PORTAL DA ETERNIDADE | Willem Dafoe vira Van Gogh no primeiro cartaz do filme

A Diamond Films acaba de divulgar o cartaz nacional de “No Portal da Eternidade”, longa protagonizado por Willem Dafoe (foto), que conquistou o prêmio Copa Volpi de melhor ator no Festival de Veneza, pela interpretação do pintor Vincent Van Gogh. Confira:
Cartaz oficial (Divulgação)

Dirigido pelo cineasta e pintor Julian Schnabel (“O Escafandro e a Borboleta”), o filme se passa nas aldeias de Arles e Auvers-sur-Oise, onde Van Gogh se refugiou para escapar das pressões de Paris. Ali, o artista é tratado gentilmente por alguns e brutalmente por outros. Enquanto o também pintor Paul Gaugin se afasta do amigo devido à sua intensidade, seu irmão Theo continua inabalável em seu apoio, mas não consegue vender sequer uma obra de Van Gogh.

Baseado nas pinturas do artista, “No Portal da Eternidade” tem no elenco Emmanuelle Seigner, Rupert Friend e Oscar Isaac. O longa será exibido no Festival do Rio 2018 e tem estreia nacional prevista para fevereiro de 2019.

Fonte: Diamond Films (via press-release)

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Crítica Cinema,

CRÍTICA [STREAMING] | "Demolidor - Terceira Temporada", por Marlo George


Após cancelamentos de Luke Cage e Punho de Ferro, Demolidor ganha terceira temporada que supera todas as expectativas

Hoje faz uma semana que estreou a terceira temporada de Demolidor, série da Marvel Television e ABC, distribuída pela Netflix. Com 13 episódios densos, a série segue sua trilha como uma das melhores produções originais da Netflix e entrega uma trama muito acima da média do que viemos acompanhando em termos de séries baseadas em histórias em quadrinhos. No caso de Demolidor, podemos afirmar que ela é legitimamente um produto derivado por manter o espírito do personagem que aprendemos a amar nas graphics de Frank Miller dos anos 80 (que servem indiscutivelmente de referência para esta série televisiva) e que foi criado por Bill Everett e Stan Lee em 1964.

A história inicia-se onde Os Defensores, minissérie que reuniu os heróis desta franquia como o próprio Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, terminou. Matt Murdock, o advogado cego e habilidoso está desaparecido, dado como morto por alguns, e a vida em Hell´s Kitchen, bairro novaiorquino onde ocorrem as aventuras do Demolidor, é abalada pela velada ameaça do retorno do Rei do Crime, Wilson Fisk.


Não pretendo dar spoilers, mas posso garantir que aqueles versados nos quadrinhos ficarão bastante apreensivos com o futuro de uma das personagens por conta da aparição de um vilão clássico do Demolidor. Eu, que reli os quadrinhos do Miller recentemente, fiquei com o coração apertado durante toda a temporada. Adianto ainda que existem pelo menos duas referências aos roteiristas dos quadrinhos, a primeira é apenas visual e está na cena em que o herói invade uma lavanderia (precisa ser muito antenado pra sacar essa referência) e a outra é uma aparição mais do que especial. Quando eu vi o velhinho lá, um largo sorriso se formou na minha cara. Especialmente por ter visto seu rosto pela primeira vez nos anos 80, na revista A Espada Selvagem de Conan: Em Cores, que trazia uma matéria especial com os roteiristas e artistas daquela publicação. Revê-lo em carne e osso, inserido em um universo que ele ajudou a criar é mais do que justo.

E não, não é o Stan Lee.

Além das homenagens, o que mais me marcou nesta temporada foi o discurso anti-corrupção, mostrando que em Hell´s Kitchen não é necessário que uma organização criminosa política para corromper toda a estrutura da segurança pública e do judiciário, basta um homem. Wilson Fisk, nosso maquiavélico Rei do Crime, é o vilão mais legal de todo o Universo Cinematográfico Marvel. Sim, não tem Thanos, não tem Loki. Fisk é um vilão completo em todos os sentidos. Talvez, com mais tempo de tela que os demais, isso seja injusto, mas é a mais pura verdade.

Os outros malfeitores que invadiram os filmes, séries, minisséries e curtas que compõem este universo maravilhoso não chegam aos pés de Fisk.

O elenco da série continua afiadíssimo e os destaques são Charlie Cox, que novamente apresenta o herói protagonista de modo impecável. São três temporadas e uma minissérie e até hoje eu ainda me pergunto: "Não é possivel que esse cara não é mesmo um cego?". Seu trabalho deveria ser reconhecido pelas premiações do ramo, já está na hora.

Vincent D´Onofrio nos presenteia com mais Fisk e é certamente um dos mais talentosos atores da TV norte-americana. Seu conhecimento e domínio daquela personagem é algo fora da curva e que também merece mais reconhecimento por parte da imprensa, associações e sindicatos de dramaturgia.


Deborah Ann Woll e Elden Henson mantém o mesmo nível alto de desempenho, como Karen Page e Foggy Nelson. Porém os maiores destaques são os novatos no elenco, Jay Ali e Wilson Bethel, sobre quem não irei falar nada para não entregar spoilers de bandeja.

Um aspecto que gostaria de ressaltar é a edição de som do primeiro episódio. É de uma simplicidade e sutileza tão grandes que impressiona no resultado final. Eu fiquei embasbacado.

Por fim, ressaltar a infelicidade que foram os cancelamentos de Luke Cage e Punho de Ferro. Por regra, a Netflix sempre anunciou as segundas temporadas das séries Marvel assim que as primeiras temporadas estreavam. Isso não aconteceu agora, apesar dos ganchos e pontas soltas que restaram em ambas as produções. Luke Cage e Punho de Ferro não tiveram o anuncio de suas terceiras temporadas na ocasião do lançamento de seu último segmento na Netflix, mas sim anúncios de cancelamento cerca de um mês depois. Será que isso irá acontecer com Demolidor?

Só o tempo dirá.


Marlo George assistiu, escreveu e está apreensivo, como um diabo no telhado

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animação,

COMO TREINAR SEU DRAGÃO 3 | Divulgado novo trailer da animação

Um mundo escondido repleto de segredos e luz está prestes a ser apresentado aos personagens Soluço e Banguela - que até então, acreditava ser o último de sua espécie. A Universal Pictures divulgou um novo trailer de “Como Treinar Seu Dragão 3” ('How to Train Your Dragon: The Hidden World').

>>> Clique AQUI para assistir


Com direção de Dean DeBlois, o terceiro filme da franquia acompanha o personagem Soluço e a realização de seu grande sonho: encontrar um lar pacífico onde os dragões possam viver em segurança. Lá, Banguela descobre uma companheira, assim como ele, mas um tanto selvagem. Mas é quando o perigo começa a rondar o lar, que a dupla Banguela e Soluço será testada e precisará tomar decisões difíceis para salvar suas espécies.

Com estreia marcada para 17/01/2019, a animação traz vozes originais de Cate Blanchett, T.J. Miller, Gerard Butler, Kristen Wiig, Jonah Hill, Kit Harington, Jay Baruchel, Djimon Hounsou e America Ferrera.

Fonte: Universal Pictures (via press-release)

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Ana Katz,

SUEÑO FLORIANÓPOLIS | Diretora e atriz falam sobre processo de filmagem

Escrito e dirigido por Ana Katz (foto), "Sueño Florianópolis"  traz a história de uma família que viaja da Argentina para o Brasil em busca de reconexão entre si. Com estreia marcada para 15/11/2018, o longa conta com os atores brasileiros Andréa Beltrão, Caio Horowicz, Marco Ricca, e os argentinos Mercedes Morán, Gustavo Garzón, Manuela Martinez e Joaquin Garzon no elenco.

Na trama, Pedro (Garzón) e Mercedes (Morán) são um casal separado depois 22 anos de casamento que decide viajar de férias com os dois filhos adolescentes rumo ao litoral Sul do Brasil. Motivados pelo câmbio favorável, caem na estrada em um Renault 12, sem ar-condicionado, e viajam 1.750 km até Florianópolis (Santa Catarina). Juntos, porém separados, conhecem Marco (Ricca) e Larissa (Beltrão). Pouco a pouco vão reconfigurando suas relações familiares, de afeto e de desejo.

Para a diretora, o filme propõe uma intimidade com os personagens, o que faz o público ter empatia com a história. “Seria ótimo se, em algum momento, o espectador se deixasse confundir com quem está na tela e, dentro disso, cada um pudesse olhar dentro de si mesmo”, diz. Segundo Katz, filmar no Brasil só reforçou a história carinho e semelhanças entre os brasileiros e os hermanos.

"Eu tenho um relacionamento pessoal, carinhoso e super comprometido com o Brasil desde que eu era uma menina. Por conta de férias, trabalhos e retrospectivas dos meus filmes, tive a sorte de conhecer diferentes cidades em diferentes partes do país. Mencionei o Brasil em vários dos meus filmes. Sinto-me identificada e confortável com alguns costumes e estou sempre ansiosa para voltar. A verdade é que eu tive uma experiência muito bonita nesta filmagem", revela.

A protagonista Mercedes Morán concorda com a diretora sobre as filmagens em Florianópolis e pretende voltar ao país: “Foi uma experiência maravilhosa, dividir a equipe, elenco, desfrutar das belas paisagens e participar de uma coprodução que fala das duas culturas enriquece o vínculo”.

Coprodução entre Brasil, Argentina e França, distribuição do projeto Sessão Vitrine Petrobras e produção da Campo Cine (ARG), Prodigo Films e Groch Filmes (BRA), o longa conquistou três prêmios no Karlovy Vary International Film Festival: Melhor Atriz (Mercedes Morán), Prêmio Especial do Júri e Prêmio da Crítica Internacional.

O filme ainda passou por outros festivais importantes, como o Festival de Toronto, Festival de San Sebastian, London Film Festival e o Festival de Mar del Plata. "Sueño Florianópolis" será exibido na 42ª Mostra SP, que acontece até o dia 31/10/2018, e no Festival do Rio, de 1º a 11/10/2018.

Fonte: Vitrine Filmes (via press-release)

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Cinema do Brasil,

FESTIVAL CURTA CINEMA 2018 | Evento GRATUITO de cinema acontece até 31/10 no RJ!

O Festival Curta Cinema 2018 realiza sua 28ª edição até 31/10/2018. Este ano o Festival ocupa seis importantes salas do circuito exibidor do cinema independente carioca: Estação NET Botafogo 1, 2 e 3, Cinemateca do MAM, Cinemaison e Cine Arte UFF. Em 13 mostras, que englobam 33 programas, serão exibidos cerca de 200 filmes, nacionais e internacionais, que traçam um amplo panorama da atual produção audiovisual em curta metragem. Os destaques ficam para as tradicionais mostras competitivas que qualificam os seus vencedores a uma vaga na disputa para o Oscar na categoria Curta Metragem.

Panorama Carioca e o Panorama Latino Americano voltam reafirmando o compromisso do festival com a promoção das produções locais e regionais. Para além das mostras regulares, o Festival também prepara uma série de programas especiais voltados para os temas mais relevantes abordados pelas atuais produções. Dentre filmes inéditos e curtas consagrados em importantes festivais do ano, o Festival Curta Cinema 2018 é a maior e mais importante janela de exibição de curtas da cidade do Rio de Janeiro.

Um dos destaques da programação é o VIDEOERA, com curadoria de Laís Azeredo Rodrigues, que mostrará como autores experimentais dos 70 e 80 usaram as câmeras portáteis para produzir uma (nova) experiência de linguagem. Os filmes e vídeos selecionados representam verdadeiros manifestos de uma mudança tanto política como comportamental, possibilitadas pela total liberdade do uso das imagens para produzir trabalhos livres da gramática formal do cinema e da televisão.

A mostra propõe aos espectadores um novo olhar sobre a própria mídia como potência de criação. A produção desses artistas e autores permaneceu, por esses quase 40 anos, praticamente inédita, todos eles seguiram produzindo e se tornaram importantes realizadores na formação da uma estética de pulsões que hoje chamamos linguagem não linear”, resume Laís. Entre as obras históricas, um VHS da oficina de vídeo coordenada por Joaquim Pedro de Andrade, no Circo Voador em 1982, onde realizaram coletivamente Ovídio (parte 1), o roteiro imaginário sobre a história da empregada do protagonista da peça ‘Gigante da Malásia’, criado junto com o público, nas ruas, por Sandra Kogut e Andrea Falcão, que também assinam Egoclip (1985), que traz uma performance da Dupla Especializada  - Alexandre Dacosta e Ricardo Basbaum - pelo Rio de Janeiro nos anos 1980, entre outros. No dia 29/10/2018, a mostra terá uma mesa de conversa, no Estação NET Botafogo, com as presenças de Sandra Kogut, Ricardo Basbaum, Sandra Sartori (aluna do papa da videoarte Nam June Paik) e André Parente.

Outro destaque do festival é a mostra ‘Manifest’, que nasceu a partir da fusão de três empresas de produção audiovisual francesas com o intuito de fazer parte do princípio da economia solidária, fortalecendo a distribuição de suas produções pelo mundo. Hoje, com cerca de 15 produtoras reunidas, o selo reúne mais de 1300 curtas e 300 prêmios em festivais mundo afora. Para a mostra especial para o Festival Curta Cinema, foram selecionadas 5 produções, com destaque para os inéditos ‘Celui qui brûle / Burning’ (2016), de Slimane Bounia e ‘Chahine’, (2018), de Youcef Khemane, além de  ‘La Bouche’, de Camilo Restrepo (2017); Herculanum (2016), de Arthur Cahn; e ‘Belle à croquer / Delectable you’ (2017) , de Axel Courtière.

Este ano, pela primeira fez, será realizado o ‘Mercado Curta Cinema’, espaço para debates e informações sobre o mercado audiovisual. Os temas dos painéis serão: ‘Mercado & Festivais’, ‘O Curta na TV’, ‘Academia - a atuação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood para curtas e documentários’, ‘Novas formas de distribuição’, ‘O Curta como negócio: Direitos e Contratos.

A ideia é tratar questões como a atuação de festivais junto ao mercado, a relação entre os curtas e os canais de TV, novas estratégias de distribuição. Questões essenciais para fomentar a produção e distribuição de curtas”, resume Ailton Franco Jr., diretor do Festival.

Os painéis acontecerão no cinema Estação Net Botafogo, sala 3, nos dias 25, 26 e 29/10/2018, em dois horários, 15hs e 17hs. Com acesso gratuito, os interessados deverão se inscrever previamente pelo site do festival.

Este Mercado vem somar um novo perfil às tradicionais Atividades Paralelas, que há mais de vinte anos realiza o Laboratório de Projetos, fonte de novos filmes, e a Masterclass de Direção, que acontecerá no dia 27/10/2018, no MAM, e contará com presença do diretor Silvio Tendler.

Entre as atividades paralelas, o Festival apresenta as ‘Sessões Escola’, voltadas para alunos das redes públicas de ensino do Rio de Janeiro e de Niterói. Na programação, além de exibições no dia 25, em Niterói, e nos dias 29 e 30/10/2018, no Rio de Janeiro,  dia 28/10/2018, na Cinemateca do MAM, será comemorado o Dia Internacional da Animação, uma iniciativa da ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação, que conta com a parceria do Festival Curta Cinema. Outra atividade paralela é o ‘Júri Jovem’, iniciativa pioneira no país, em parceria com o Centro Técnico Audiovisual do MinC, que seleciona três jovens para premiarem filmes nas competições Nacional e Internacional. 

Nesta edição, também será lançado o livro ‘Ensaios Curta Cinema’, que aborda temas como transmídia e multiplataformas, narrativa digital, além de um recorte histórico e outro contemporâneo sobre a produção brasileira no formato. A publicação também fala sobre a programação de curtas na TV Paga, distribuição internacional e o curta como negócio.

Entre os convidados internacionais, que participam do júri e do mercado, o Festival Curta Cinema recebe Tom Oyer, diretor associado da Academia de Ciências Cinematográficas de Hollywood e responsável por curtas e documentários candidatos ao Oscar. Além dele, Linda Olszewski, conhecida na indústria do entretenimento como “Linda O.”, uma das pessoas mais apaixonadas e conhecedoras da indústria de curtas-metragens. Linda é membro da AMPAS (Academia de Artes e Ciências Cinematográficas) na seção de Curta-metragem e Animação de Longa-Metragem, e supervisionou as aquisições dos lançamentos Oscar Shorts Teatral / VOD / Airlines / iTunes / Amazon, desde 2006.

O Festival Curta Cinema é financiado pelo Edital número 11 da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e FSA – Fundo Setorial do Audiovisual, pelo edital de Fomento ao Audiovisual da Prefeitura de Niterói e tem copatrocínio da Riofilme.

Para conferir a programação completa, acesse o site oficial.

Fonte: Festival Curta Cinema (via press-release)

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Boy Erased – Uma Verdade Anulada,

BOY ERASED – UMA VERDADE ANULADA | Filme com Lucas Hedges tem cartaz e trailer divulgados

Destaque no Festival de Toronto 2018, o drama “Boy Erased – Uma Verdade Anulada” ('Boy Erased') tem lançamento confirmado para 2019 com distribuição da Universal Pictures. O longa, dirigido por Joel Edgerton, traz Nicole Kidman, Russell Crowe e Lucas Hedges no elenco principal.

>>> Clique AQUI para conferir o trailer!
Cartaz oficial (Divulgação)
Baseado no livro de Garrard Conley, o filme retrata a luta de um jovem que se vê forçado a questionar todos os aspectos de sua identidade ao assumir sua homossexualidade aos 19 anos. Filho de pastor batista nascido no Arkansas, Jared (Hedges) é colocado em confronto pelos pais (Kidman e Crowe): ou se submete a participar de uma terapia de conversão gay ou será exilado e rejeitado pela família, amigos e religião.         

A produção fica a cargo do próprio Edgerton, além de Kerry Kohansky-Roberts e Steve Golin. A estreia no Brasil está marcada para 2019.

Fonte: Universal Pictures (via press-release)

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Adam Driver,

FESTIVAL DO RIO 2018 | 'Infiltrado na Klan', de Spike Lee, confirmado na programação

Dirigido por Spike Lee (foto) e produzido por Jordan Peele - ganhador do Oscar de Melhor Roteiro por “Corra!” - “Infiltrado na Klan” ('Blackkklansman') será parte da programação do Festival do Rio, com sessões entre os dias 1 e 11/11/2018. A história real de Ron Stallworth - detetive afro-americano que se infiltrou na Ku Klux Klan nos anos 1970 - também é um dos destaques da 42ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo, que acontece até dia 31/10/2018.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!


A trama acompanha a vida de Stallworth (John David Washington) em um tempo de grande agitação social e luta por direitos civis. Detetive da Policia de Colorado Springs, Stallworth destaca-se por, corajosamente, se incluir em uma missão perigosa: infiltrar-se na Ku Klux Klan. Ao se passar por um extremo racista em prol de uma América Branca, Stallworth contata a organização e logo se vê convidado a entrar para o círculo de encontros da Klan. Com a investigação correndo em sigilo, seu colega Flip Zimmerman (Adam Driver, foto) se posiciona como Ron nas reuniões presenciais do grupo de ódio. Juntos, os oficiais decidem derrubar a organização ao terem acesso a informações privilegiadas de uma trama mortal.         

O elenco ainda traz como Topher Grace, Corey Hawkins, Laura Harrier, Ryan Eggold, Jaspar Pääkkönen e Ashlie Atkinson. Com distribuição da Universal Pictures, a estreia em circuito comercial acontece em 22/11/2018.

Fonte: Universal Pictures (via press-release)

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Cinema do Brasil,

CRÍTICA [CINEMA] | "O Doutrinador", por Kal J. Moon

Dirigido por Gustavo Bonafé e Fábio Mendonça - baseado na história em quadrinhos criada por Luciano Cunha -, estrelado por Kiko Pissolato, Tainá Medina, Eduardo Moscovis, Carlos Betão e grande elenco, "O Doutrinador" mostra o que acontece quando um herói de gibi adquire consciência política.


Animal selvagem
Durante uma palestra num evento de quadrinhos e afins no RJ, Luciano Cunha contou um pouco sobre a produção do filme "O Doutrinador". Disse que ele e a equipe de roteiristas decidiam sobre uma cena que geraria bastante polêmica e se deveriam mantê-la no corte final. Uma das roteiristas alegou que ~"ia dar m&rd@" se mantivessem a cena. Ao passo que Cunha respondeu: "MAS É PRA DAR M&RD@!". Daqui a pouco voltamos a isso.

Personagens de quadrinhos voltados à vertente política não é nenhuma novidade. Anarquia - da galeria de vilões do Batman - e o terrorista vestido como Guy Fawkes de "V de Vingança", são os primeiros que vêm à mente. Este último, bem conhecido por conta de manifestações pelo mundo. E nos quadrinhos brasileiros temos O Doutrinador. Não importa se ele é de direita, esquerda, centrista, "coxinha" ou "mortadela". Ele mata políticos corruptos sem dó nem piedade. E o filme não poderia ser diferente.

Na trama, Miguel (Kiko Pissolato), um agente federal altamente treinado que vive num Brasil cujo governo foi sequestrado por uma quadrilha de políticos e empresários até que uma tragédia pessoal o leva a eleger a corrupção endêmica brasileira como sua maior inimiga. Com a ajuda da hacker Nina (Tainá Medina), ele começa a se vingar da elite política brasileira como o vigilante O Doutrinador em pleno período de eleições presidenciais, numa cruzada sem volta contra a corrupção.

O filme tem bastantes cenas de ação que funcionam bem (umas muito bem produzidas e outras nem tanto assim) e a direção de fotografia de Rodrigo Carvalho - aliada à edição de Federico Brioni - mimetiza bem uma narrativa vista nos gibis, digo, nas histórias em quadrinhos.


A trilha sonora funcional do Instituto - misturada a canções de diversos estilos como rock ("Black Hole Sun", Soundgarden) e rap ("Brasil com P", GOG com participação de Karol Conka) - traz o clima correto à produção. Aliás, começar o filme com esta última foi lance de gênio mas não terminar o filme com "Dig, Dig, Dig" (Planet Hemp) - cujos versos dizem que "político safado tem que tomar tiro na testa" - foi uma oportunidade desperdiçada (ou uma escolha da produção para não 'compactuar' com a violência do personagem, vai saber...?).

Mesmo nos quadrinhos que deram origem ao filme, o personagem tem muito do Justiceiro (Marvel). E aqui não poderia ser diferente. Uma tragédia envolvendo parte de sua família - e a falha no sistema público de saúde que o impedem de salvar seu ente querido - criam o estopim que serve de motivação para que Miguel torne-se O Doutrinador, um sociopata que está determinado a matar a todos os políticos de sua lista de corruptos.


Mas o filme deixa bem claro que todas as pessoas que estão ao redor do personagem - mesmo quem o ajuda - não concorda com suas atitudes extremistas. Faltou ouvir a população, faltou um take de uma enquete na TV, onde poderíamos ver opiniões polêmicas como "bandido bom é bandido morto" ou o extremo oposto, dizendo que não é bem assim - há um breve comentário dizendo que o personagem tornou-se popular mas...

Existem algumas cenas de cunho dramático que são bem construídas - pelo menos duas podem dar aquele nó na garganta, como quando Miguel tem de explicar a sua ex-esposa o que aconteceu à filha do casal ou quando a cena final - o ápice do filme - está prestes a acontecer.


Vamos falar do elenco. Tainá Medina está bem como a hacker Nina embora a personagem tenha exagerado um pouco no excesso de palavrões (parece que "nem f*dendo" era até um bordão, de tanto que ela repetiu isso), ainda que sua personagem tenha um passado que não foi tão bem explorado na trama. Natália Lage e Carlos Betão envergam suas personagens com dignidade. Ela como a ex-esposa de Miguel, mostrando o outro lado de uma família destruída, revelando parte da psiquê de seu ex-marido que ninguém percebe até que ela verbalize. Ele como um político corrupto - como a maioria nessa história - dono de fazendas de gados (sacou a referência?) que controla um esquema de falcatruas para se eleger como Presidente da República. Mesmo que resvalha na caricatura - o restante dos políticos em cena mais parecem saídos de novelas como "O Bem-Amado" ou "Velho Chico" -, é, talvez, quem se salve por conta de ter um arco mais completo. Destaque também para Eduardo Chagas, que vive o capanga Oliveira, personagem que vive nas sombras mas tem toda uma expressividade digna das melhores histórias escrita por Nelson Rodrigues - ou por Frank Miller! - e que deveria ter mais momentos em cena - e um desfecho melhor trabalhado.

Kiko Pissolato não é carismático nem empático. Ele deveria ter tido um trabalho de direção de atores mais dedicado, indicando algumas dicotomias em determinadas cenas, para que ele alcançasse a reação correta. OK, ele é bom nas cenas de ação - muitas delas desempenhadas por ele mesmo - mas não "alcança a nota" quando se exige um pouco mais dramaturgicamente falando (isso nem é culpa do roteiro, uma vez que o filme entrega essas cenas).

O roteiro - escrito por Mirna Nogueira, LG Bayão, Rodrigo Lages, Denis Nielsen e Guilherme Siman (com supervisão de George Moura) - tem algumas ideias bem interessantes mas se perde com muitas facilitações ao protagonista, sem uma explicação convincente e muitas exposições desnecessárias (uma vez que o filme, definitivamente, não é destinado ao público infanto-juvenil - apesar de haver apelo para tal). Porém, a cena final - e suas ramificações e possibilidades - faz com que o filme termine numa nota positiva, que alguns dirão que é gratuita e irresponsável mas outros dirão que é pura ousadia. Prefiro dizer que é uma escolha arriscada de roteiro mas perfeitamente plausível perante ao que é mostrado na trama.

O filme também é deveras longo, onde um corte de pelo menos uma boa meia hora, retirando algumas situações desnecessárias, trariam frescor à trama.


[ATENÇÃO - ALERTA DE SPOILER]

O PARÁGRAFO SEGUINTE CONTÉM POTENCIAIS SPOILERS REFERENTES À TRAMA DO FILME E ISSO PODE COMPROMETER SUA DIVERSÃO, CASO LEIA ANTES DE ASSISTIR! PROSSIGA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO! (Para ler, selecione o parágrafo seguinte com o mouse. Para não ler,  faça como O Doutrinador na foto acima e pule para o parágrafo seguinte...)


Muitas situações mostradas no filme não foram bem trabalhadas ou são apresentadas de forma bem equivocadas. Alguns exemplos: O Governador do Estado é morto por um extremista e várias pessoas ligadas a ele também mas seus correligionários não fazem nada para aumentar seu efetivo de segurança nem demonstram estar apavorados por que mesmo, hein? Alguém descobre onde a hacker Nina, comparsa do Doutrinador, trabalha, COMETE UMA CHACINA e qual a primeira coisa que ela faz? Corre para onde o Doutrinador está escondido, sem pensar que pode estar sendo seguida! (EU TERIA ME MUDADO DO ESTADO!) Isso após uma cena onde mostra que ela já tinha cometido uma burrice de deixar dados importantes que poderiam incriminá-la GRAVADOS NO PRÓPRIO CELULAR... A coisa mais inteligente que alguém pode dizer para outra pessoa no meio de um tiroteio é que se levante e corra para bem longe. NO MEIO DE UM TIROTEIO?! Todas as equipes de segurança que aparecem no filme é completamente inútil, não existe NINGUÉM que possa fazer frente numa luta corporal com o protagonista...

[FIM DO ALERTA DE SPOILER]

Lembra da tal cena polêmica que falei no segundo parágrafo? Pois é, ela ESTÁ no filme - e se você leu os quadrinhos originais, sabe que é AQUELA CENA que se passa no Congresso Nacional (e acho que "vai dar m&rd@"). E esta cena, por mais duvidosa que possa parecer, acaba elevando o nível da trama, gerando empatia pela jornada do personagem, encerrando numa nota positiva.

Mesmo com alguns problemas, "O Doutrinador" está longe de ser um filme ruim. Cumpre o papel de entretenimento e ainda tem a seu favor criar argumento suficiente para uma saudável e civilizada discussão política ao final da exibição - sério, TODOS na sessão em que estive começaram a debater sobre o aspecto político do roteiro - onde o público verá nas telas muito da indignação do povo brasileiro. Em tempos polarizados como os que vivemos, nada pode ser melhor do que isso...



Kal J. Moon assistiu, comeu mariola e quer ver uma série de TV contando as origens do personagem Oliveira...

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Cinema do Brasil,

FOMENTO AO CINEMA PAULISTA 2018 | Aberta inscrições de concurso para 10 projetos de longa-metragem

A Secretaria da Cultura do Estado de SP abre as inscrições para o edital do Programa de Fomento ao Cinema Paulista. O concurso selecionará produções divididas em dois módulos: no primeiro serão contemplados seis filmes longas-metragens de ficção e animação, com prêmio de R$ 750 mil cada; e no segundo, quatro projetos de documentários serão contemplados com o valor de R$ 375 mil cada. O edital estará disponível no site oficial. As inscrições vão até 03/12/2018.

O programa utilizará recursos das empresas estatais do Estado de São Paulo, via Lei do Audiovisual. Caberá à Secretaria da Cultura do Estado de SP a organização do processo seletivo para escolha dos projetos que receberão o patrocínio.

A aplicação de recursos do Estado é fundamental para o desenvolvimento da produção cinematográfica paulista, setor que, além de contribuir para a cultura, gera empregos e movimenta a economia de São Paulo e do Brasil. Muitos projetos apoiados em anos anteriores ganharam projeção e reconhecimento internacional, como o longa 'Que Horas Ela Volta', que representou o país no Festival de Sundance, nos Estados Unidos”, afirma o secretário Romildo Campello.

Criado em 2003, o Programa de Fomento ao Cinema Paulista regula a concessão de patrocínios das estatais paulistas a projetos de audiovisual e outras linguagens por meio da Lei do Audiovisual e da Lei Rouanet. Os projetos são selecionados anualmente por meio de edital lançado pela Secretaria da Cultura do Estado de SP. O Programa de Fomento ao Cinema Paulista apoiou filmes como a animação 'O Menino e o Mundo', de Alê Abreu, indicado à categoria “Melhor Animação” no Oscar 2016; 'Que Horas Ela Volta?', de Anna Muylaert, filme premiado no Festival de Sundance, que representou o Brasil na categoria “Melhor Filme Estrangeiro” no Oscar 2016; 'Como Nossos Pais', que ganhou seis prêmios no Festival de Gramado, entre eles o de “Melhor Filme”; o documentário 'Homem Comum', de Carlos Nader, vencedor do Festival É Tudo Verdade, em 2015; 'Meu Amigo Hindu', de Hector Babenco; 'Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios', de Beto Brant e Renato Ciasca; e 'Xingu', de Cao Hamburger.

Fonte: Programa de Fomento ao Cinema Paulista (via press-release)

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animação,

O GRINCH | Descubra 10 fatos sobre a criação máxima do Dr. Seuss

A Universal Pictures lançou um vídeo inédito de “O Grinch” ('The Grinch') apresentado pelo ator Lázaro Ramos (foto), que cede sua voz para a versão brasileira da animação. No material, Lazinho traz dez fatos curiosos sobre o rabugento personagem, incluindo o ano em que foi criado pelo escritor e cartunista Dr. Seuss.

>>> Clique AQUI para assistir o vídeo!


Gravado durante o processo de dublagem do filme, o vídeo destaca curiosidades como a infância do personagem no orfanato, as razões pelas quais ele odeia o Natal, além de seus defeitos e qualidades. 

Baseado no personagem clássico de Natal, Grinch vive com seu cão Max em uma caverna repleta de engenhocas e invenções feitas para suas necessidades do dia a dia. Rabugento, ele só faz questão de socializar com os vizinhos – aqueles que interrompem sua tranquilidade com suas festividades brilhantes e barulhentas de Natal todos os anos – quando se vê sem comida. Mas, quando eles declaram que farão um natal três vezes maior, Grinch percebe que só existe uma maneira de ter paz e silêncio: ele vai roubar o Natal!

Com direção de Scott Mosier e Yarrow Cheney, “O Grinch” é o oitavo filme animado da Illumination Entertainment, produtora de Chris Meledandri reconhecida por sucessos de bilheteria como a franquia “Meu Malvado Favorito”, “Minions” e “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”. A estreia está marcada para 08/11/2018.

Fonte: Universal Pictures (via press-release)

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Cris Vianna,

O SEGREDO DE DAVI | Divulgado novo trailer do filme brasileiro de serial killer!

Um novo trailer de “O Segredo de Davi”, dirigido por Diego Freitas, foi divulgado.  Protagonizado por Nicolas Prattes (foto), o filme tem estreia prevista para 22/11/2018. O ator dá vida a esse anti-herói cheio de mistérios, numa trama focada em um jovem universitário que se transforma em um famoso serial killer.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer


Com distribuição da Elo Company, o longa traz no elenco os atores João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Muller, Eucir de Souza, Giselle de Prattes, André Hendges e Neusa Maria Faro.

O roteiro original de “O Segredo de Davi” foi criado pelo diretor Diego Freitas, internacionalmente premiado como melhor diretor pelo curta "Sal” (2016). Elisa Tolomelli ("Cidade de Deus", "Central do Brasil") está coproduzindo o filme juntamente com Luciano Reck, Amadeu Alban e Marcio Yatsuda, que são os produtores executivos.

Fonte: Elo Company (via press-release)

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A Sombra do Pai,

FESTIVAL DO RIO 2018 | Saiba mais sobre dois filmes exibidos no evento

Rodrigo Teixeira - da RT Features - assina a produção de dois longas selecionados para a edição 2018 do Festival do Rio, que acontece de 01 a 11/11/2018. Entre eles, o longa "Tarde Para Morrer Jovem", de Dominga Sotomayor, que também estará na Mostra SP 2018 e será distribuído pela Pandora Filmes. A diretora - que recebeu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Locarno 2018, tornando-se a primeira mulher a ganhar este prêmio nesse festival - estará no Rio de Janeiro para apresentar seu filme. Na trama, com a volta da democracia ao Chile, um grupo de famílias vivem em uma comunidade isolada aos pés dos Andes, construindo um novo mundo distante dos excessos urbanos.  Nestes tempos de mudança e reflexão, os adolescentes Sofia e Lucas, 16, e a menina Clara, 10, vizinhos nesta terra seca, lidam com seus pais, primeiros amores, e medos, enquanto preparam uma grande festa de Ano Novo. Eles podem viver longe dos perigos da cidade, mas não dos perigos da natureza.

Outra produção da RT é o filme "Skate Kitchen", de Crystall Moselle, quem também estará no Brasil para apresentar seu filme. Nele, Camille (Rachelle Vinberg) é uma introvertida skatista adolescente de Long Island, que faz amizade com um grupo de jovens skatistas de Nova York. Ela acaba se apaixonando por um misterioso garoto do meio, vivido por Jaden Smith. Para fazer o longa, Moselle, que também assina o roteiro, mergulhou no universo das garotas skatistas, resultando num filme que combina filmagens poéticas e autenticidade nas sequências de ação.

Além disso, a RT Features é co produtora do filme 'A Sombra do Pai', de Gabriela Amaral Almeida, concorrerá ao Troféu Redentor da Première Brasil. O filme teve estreia mundial no 51° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde levou os troféus Candango de Melhor Som (Daniel Turini), Melhor Montagem (Karen Arkeman) e Melhor Atriz Coadjuvante (Luciana Paes). Protagonizado por Júlio Machado e Nina Medeiros, 'A Sombra do Pai' conta a história de Dalva, uma menina de nove anos às voltas com o silêncio do pai, o pedreiro Jorge (Júlio Machado), que fica mais e mais triste após perder o melhor amigo em um acidente. A irmã de Jorge, Cristina (Luciana Paes), administrava a vida de pai e filha desde a morte da mãe da menina, há três anos. Quando Cristina deixa a casa do irmão para se casar, Jorge e Dalva precisam enfrentar a distância que os separa. O filme é uma produção da Acere em coprodução com a RT Features.

Fonte: RT Features (via press-release)

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CCBB,

SPIKE LEE | CCBB traz retrospectiva da carreira do diretor ao RJ, SP e DF

O CCBB exibe a mostra 'ACORDE! O Cinema de Spike Lee', que apresenta ao público um dos mais importantes e urgentes cineastas contemporâneos. Com um cinema extremamente atual e um discurso inclusivo, Spike Lee (foto) aborda em sua filmografia uma visão particular da diversidade racial urbana. A mostra exibirá um recorte de 22 filmes e quatro videoclipes que representam diferentes momentos da carreira do cineasta. Confira as datas:


  • CCBB São Paulo - 07/11 a 03/12/2018
  • CCBB Rio de Janeiro - 07/11 a 26/11/2018
  • CCBB Brasília - 20/11 a 09/12/2018


"’Acorde!’, essa expressão está presente em quase todos os filmes de Spike Lee. É um chamado para a ação, para a ruptura de um comportamento padronizado, geralmente declamado por um personagem secundário para o personagem central, frequentemente em uma visão subjetiva: o ator olha para a câmera e fala ‘Acorde!’ para a plateia do cinema. “Spike Lee quer que seu cinema faça o público acordar para a realidade que o cerca", comenta o curador Jaiê Saavedra.

A Mostra acontece no mês em que se comemora o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e oferece ao público um panorama da obra do mais atuante cineasta afro-americano, que conquistou este ano o Grande Prêmio do Júri e Menção Especial do Prêmio Júri Ecumênico no Festival de Cannes, e o Prêmio do Público no Festival de Locarno, com 'Infiltrado na Klan' (estreia nacional prevista para 22/11/2018).

'ACORDE! O Cinema de Spike Lee' traz alguns dos títulos mais recentes do cineasta, porém pouco vistos nas salas de cinema brasileiras, e alguns de seus melhores trabalhos para a televisão, como os documentários 'Kobe Doin' Work' (2009), filmado com 30 câmeras, e 'Michael Jackson's Journey from Motown to Off the Wall' (2016). Michael Jackson também é a estrela de um dos videoclipes da mostra - 'They Don't Care About Us', gravado no Rio de Janeiro e em Salvador.  Quatro filmes clássicos serão exibidos em 35mm: 'Mais e melhores blues' (1990), 'Febre da selva' (1991), 'Malcolm X'(1992) e 'A última noite' (2002), que terão sessões inclusivas (com audiodescrição e close caption).

Ao demonstrar para Hollywood o potencial de um cinema negro junto ao público amplo, Spike Lee saiu da condição duplamente marginalizada de cineasta independente e negro, fazendo dos 'black films' parte da grande indústria do cinema americano. Após o sucesso do seu primeiro lançamento comercial, a comédia 'Ela quer tudo' (She’s Gotta Have It, 1986), que marcou também a estreia de Spike Lee como ator, ele abriu a sua produtora - 40 acres and a Mule Filmworks (o nome é inspirado em uma promessa não cumprida que políticos fizeram a escravos recém-liberados depois da Guerra Civil americana).

Um período de intensa criatividade veio a seguir, com filmes como 'Faça a coisa certa' (1989), 'Mais e melhores blues' (1990), 'Malcolm X' (1992) e 'Febre na selva' (1991), colocando o diretor entre os grandes nomes do cinema mundial. Surpreendentemente, mesmo tendo alcançado a condição de um cineasta mainstream, Spike Lee nunca deixou de considerar a si mesmo um cineasta negro e independente. Com 'A hora do show' (2001), uma crítica feroz à forma como Hollywood e a TV dos Estados Unidos tratavam os negros, ele consolidou definitivamente a sua posição como um dos grandes realizadores do século. Lee já trabalhou com diversas estrelas e gosta de repetir no elenco de seus filmes nomes como Denzel Washington (que encarnou Malcolm X), John Turturro, Samuel L. Jackson e Michael Imperioli. Em 2016, Lee ganhou um Oscar Honorário, mas não foi à cerimônia para marcar sua posição em um momento em que se discutia a falta de indicações de pessoas negras ao prêmio.

"Spike Lee também é, antes de tudo, um cineasta com incrível domínio técnico, grande sensibilidade na direção de atores e enorme respeito à palavra. Seus primeiros filmes já se tornaram clássicos do cinema que merecem ser (re)assistidos e novamente discutidos. Um raro exemplo de um diretor que conservou enorme vigor e ousadia através das décadas, transcendendo o título de representante de um cinema negro e se tornando um dos grandes de nossa época", completa Saavedra.

A mostra 'ACORDE! O Cinema de Spike Lee' contará com um debate com o curador, a pesquisadora Kênia Freitas e o crítico Bruno Galindo, que ainda vai ministrar uma aula sobre o cinema de Spike Lee, ambos gratuitos, com distribuição de senhas a partir de uma hora antes do início do evento.

Os visitantes que assistirem a cinco sessões de filmes ganharão um catálogo da mostra. A programação completa estará disponível no site oficial do evento.

Fonte: CCBB (via press-release)

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A Caixa de Pandora,

42ª MOSTRA SP | Evento terá sessões gratuitas e acessíveis a cegos, surdos e mudos

A 42ª Mostra SP volta a oferecer sessões gratuitas. As projeções no Cinusp, Instituto CPFL, Vão Livre do Masp, Itaú Cultural (nos dias 23 e 30/10), Sesc Campo Limpo, Belenzinho e Osasco não cobram ingresso. Além disso, os filmes que integram a homenagem aos 200 anos de Karl Marx terão entrada gratuita no Instituto Moreira Salles.

A projeção especial de 'A Caixa de Pandora' ('Die Büchse der Pandora', 1929), longa alemão dirigido por Georg Wilhelm Pabst, na área externa do Auditório IbirapueraOscar Niemeyer com acompanhamento da Orquestra Jazz Sinfônica no dia 27/10/2018 também é gratuita.

No circuito Spcine (Olido, Roberto Santos e as duas salas do CCSP) são cobrados preços populares (R$ 4 a R$ 2). Sinais de audiodescrição, Libras, legenda descritiva e áudio assistência no DCP: tudo isso estará disponível na sala 2 do Espaço Itaú de Cinema - Frei Caneca.

Com sessões completamente adaptadas para receber cegos, surdos e mudos, três filmes serão exibidos: 'Cravos', 'Diamantino' e 'Sequestro Relâmpago' (veja programação abaixo).

A sessão do premiado 'Diamantino' - coprodução entre Portugal, Brasil e França - será precedida pelo curta português 'Como Fernando Pessoa Salvou Portugal', de Eugène Green. As duas obras contam com o ator Carloto Cotta como protagonista.

Os outros dois filmes que serão exibidos com 100% de acessibilidade são os nacionais 'Cravos', documentário que retrata três gerações de artistas baianos, e 'Sequestro Relâmpago', sobre uma mulher refém em seu próprio carro que precisa negociar sua vida com dois sequestradoras inexperientes.

PROGRAMAÇÃO - ACESSIBILIDADE:

ESPAÇO ITAÚ DE CINEMA - FREI CANECA 2
21/10/2018
15h30: DIAMANTINO, de Gabriel Abrantes, Daniel Schmidt (92'). PORTUGAL, BRASIL, FRANÇA. Falado em português. Curta: COMO FERNANDO PESSOA SALVOU PORTUGAL, de Eugène Green(27'). Classificação indicativa: 16 anos.

24/10/2018
14h: CRAVOS (CRAVOS), de Marco Del Fiol (109'). BRASIL. Falado em 14h: português, inglês. Legendas em português. Classificação indicativa: 10 anos.

29/10/2018
16h20: SEQUESTRO RELÂMPAGO ('EXPRESS KIDNAPPING'), de Tata Amaral (85'). BRASIL. Falado em português. Classificação indicativa: 12 anos.

Fonte: 42ª Mostra SP (via press-release)

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Cinema do Brasil,

O DOUTRINADOR | Divulgado novo e EXPLOSIVO trailer

O Doutrinador” é implacável. Essa é a impressão deixada pelo novo trailer do filme, que acaba de ser divulgado, em que o anti-herói persegue sem tréguas políticos e empresários inescrupulosos. Inspirado em personagem das histórias em quadrinhos criado por Luciano Cunha, o longa de ação nacional chega aos cinemas em 01/11/2018.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!


Kiko Pissolato
interpreta o personagem principal, e o elenco reúne ainda nomes como Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Carlos Betão,Tainá Medina, Natália Lage e Tuca Andrada, entre outros. Além dos cinemas, “O Doutrinador” poderá ser visto na TV em 2019, numa série que será exibida pelo Canal Space.

Com direção de Gustavo Bonafé e codireção de Fábio Mendonça, o filme e a série foram criados por Cunha e Gabriel Wainer, que também participaram das mesas de roteiro, assinado por Mirna Nogueira, LG Bayão, Guilherme Siman, Rodrigo Lages e Denis Nielsen. A produção é da Paris Entretenimento e a distribuição da Downtown / Paris Filmes.

Fonte: Paris Filmes (via press-release)

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Cineart Filmes,

FESTIVAL DO RIO 2018 | Saiba mais sobre três filmes participantes

A Cineart Filmes terá três filmes na programação oficial do Festival do Rio 2018, que acontece de 01 a 11/11/2018.

Escrito e dirigido por Cris Azzi, o longa-metragem 'Luna' foi selecionado para participar da mostra competitiva Novos Rumos, que acontece de 01 a 11/11/2018. A história da Luana (Eduarda Fernandes) e de seu encontro com Emília (Ana Clara Ligeiro) atravessa temas como a descoberta da sexualidade feminina associada à autoexposição favorecida pelas novas mídias, a busca por novas experiências, por pertencimento e autoafirmação.

Já o romance dramático 'Entre Tempos' ('Ricordi?'), de Valerio Mieli, é uma longa história de amor, vista através das memórias de um jovem casal: lembranças moldadas por humores, por diferentes perspectivas e pelo próprio tempo. A jornada através dos anos de duas pessoas, unidas, divididas, felizes, infelizes, profundamente apaixonadas entre si ou apaixonadas por outros, num único fluxo de emoções e nuances de sentimentos.

Outro filme já confirmado no Festival e que também estará na 42ª Mostra SP é a coprodução entre Sérvia e Macedônia, 'Shade – Entre Bruxas e Heróis' ('The Witch Hunters'), de Rasko Miljkovic. Na trama, Jovan (Mihajlo Milavic) é um menino de 10 anos como espécie de paralisia cerebral que pensa ser invisível, especialmente, aos olhos de seus pais e colegas de classe. Em seu mundo, ele é livre para ser quem ele quiser e possui superpoderes de herói. Porém, um dia conhece a corajosa e determinada Milica (Silma Mahmuti), que desmonta os muros que Jovan construiu ao seu redor e o convida a se juntar a ela numa aventura da vida real: livrar seu pai de sua nova esposa, quem ela acredita ser uma bruxa.

Esse ano marca um crescimento muito importante para a Cineart Filmes. Com um line up de qualidade e através de uma curadoria cuidadosa, estivemos no Festival Varilux, com '50 são os novos 30' - segundo filme mais vistos do Festival - , apostamos 'Luna', dirigido por Cris Azzy, um filme brasileiro que foi um dos mais comentados do Festival de Brasília, que estará na Premiere Brasil, no Festival do Rio com outros dois filmes internacionais adquiridos pela Cineart, o romance 'Entre Tempos' e 'Shade – Entre Bruxas e Heróis', um filme lindo e emocionante que também estará na 42ª Mostra SP”, afirma Thais Henriques, a frente da distribuidora.

Fonte: Cineart Filmes (via press-release)

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Destaques,

42ª MOSTRA SP | Hirokazu Koreeda, Jafar Panahi e Drauzio Varella são homenageados no evento

O iraniano Jafar Panahi, cujo último filme, 3 Faces (indicado à Palma de Ouro e ganhador do prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Cannes), integra a programação da Mostra, é homenageado com o Prêmio Leon Cakoff. O diretor recebe o prêmio por seu cinema, em que observa singela e criticamente a realidade.

Panahi foi assistente de direção de Abbas Kiarostami em Através das Oliveiras (1994), vencedor do Prêmio da Crítica na 18ª Mostra. O Balão Branco (1995), seu primeiro longa-metragem na direção, recebeu o prêmio Caméra d'Or para novos diretores no Festival de Cannes. Dirigiu também obras como O Espelho (1997, 22ª Mostra, na qual foi membro do Júri Internacional), O Círculo (2000, 24ª Mostra), ganhador do Leão de Ouro no Festival de Veneza, Ouro Carmim (2003, 28ª Mostra), Prêmio de Melhor Filme na mostra Um Certo Olhar em Cannes, e Fora do Jogo (2006, 30ª Mostra), vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim. Em 2010, foi condenado a seis anos de prisão e proibido de filmar ou sair do Irã por 20 anos sob a acusação de fazer propaganda contra o governo iraniano. No ano seguinte, realizou Isto Não É um Filme (2011), exibido na 35ª Mostra e que recebeu o Urso de Prata de Melhor Roteiro no Festival de Berlim. Também assinou a direção de Cortinas Fechadas (2013, 37ª Mostra) e Táxi Teerã (2015). Atualmente, o diretor segue impedido de deixar o Irã.

Concedido a personalidades que demonstram questões humanistas, sociais e políticas pertinentes ao seu tempo de forma corajosa e sensível, o Prêmio Humanidade desta edição da Mostra será concedido a duas pessoas: Hirokazu Koreeda e Drauzio Varella.

Nascido em Tóquio, Japão, em 1962, Hirokazu Koreeda ganhou o prêmio Ozella d'Oro no Festival de Veneza pelo seu primeiro longa-metragem de ficção, Maborosi, a Luz da Ilusão (1995). É diretor de filmes como Depois da Vida (1998), Ninguém Pode Saber (2004), Hana (2006), Andando (2008), Air Doll (2009), um segmento do longa Kaidan Horror Classics (2010); e O Terceiro Assassinato (2017), todos exibidos na Mostra. Realizou ainda Pais e Filhos (2013), vencedor do Prêmio do Público de melhor filme de ficção estrangeiro na 37ª Mostra; e Depois da Tempestade (2016), ganhador do Prêmio da Crítica de melhor filme internacional na 40ª Mostra. Assunto de Família, seu filme mais recente, que recebeu a Palma de Ouro no último Festival de Cannes, será exibido nesta edição do festival.

Médico e escritor paulistano, Drauzio Varella também recebe o tradicional Prêmio Humanidade, concedido pela sua capacidade em incentivar o debate sobre temas urgentes ligados à saúde e por sua contribuição social e cultural ao Brasil. Trabalhando como voluntário na Casa de Detenção do Carandiru, o médico colheu as histórias que, há quase 20 anos, ocupam o imaginário coletivo nacional. Seu best-seller Estação Carandiru, de 1999, desdobrou-se num longa e numa minissérie; Carcereiros, livro de 2012, originou a série homônima e, em breve, virará também um filme. Integram sua homenagem a participação dele na mesa Da vida à palavra; da palavra à imagem, que integra o II Fórum Mostra, e na exibição do curta Conversa com Ele, de Bárbara Paz.

No filme documental, o médico trava uma conversa hipotética com o amigo Hector Babenco, cineasta que faleceu em 2016. Conversa com Ele ganha projeção antes da exibição da cópia restaurada de Pixote - A Lei do Mais Fraco, de Babenco, no sábado (27/10), às 21h30. Varella recebe o prêmio antes da sessão.

Fonte: 42ª Mostra SP (via press-release)

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Cinema do Brasil,

O DOUTRINADOR | "Ele é filho das manifestações", afirma criador do personagem

Em novo vídeo de bastidores do filme “O Doutrinador”, o autor Luciano Cunha (foto) - criador da história em quadrinhos homônima - conta que o personagem nasceu de sua indignação em relação à classe política brasileira.

"‘O Doutrinador’ é minha revolta contra esses caras que são o atraso do país, ele simboliza de alguma maneira querer combater a corrupção”, explica o quadrinista. Ele comemora o fato de a indústria do audiovisual reconhecer que os quadrinhos são uma fonte inesgotável de conteúdo e fica feliz por participar e inaugurar esse processo no Brasil. “O Doutrinadorestreia nos cinemas em 01/11/2018.

>>> Clique AQUI para assistir o vídeo!

O personagem surgiu na internet pelas postagens de Cunha e ganhou repercussão nas redes sociais no período das manifestações brasileiras de 2013, com a premissa de ser um vigilante determinado a dar um fim a corruptos que causam um mal irreparável às pessoas e ao país. Depois de ganhar o mundo, com resenhas em países como EUA, Inglaterra e Argentina e com três edições impressas esgotadas no Brasil, o personagem chegará aos cinemas e também à TV, em uma série que será exibida pelo Canal Space em 2019.

O ator Kiko Pissolato vive o protagonista Miguel, um agente federal que conhece de perto as engrenagens do sistema e, ao sofrer uma tragédia pessoal, torna-se um anti-herói decidido a combater a corrupção de forma atormentada e implacável.

Também estão no elenco nomes como Eduardo Moscovis, Tainá Medina, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Carlos Betão, e Tuca Andrada, entre outros. Dirigidos por Gustavo Bonafé com codireção de Fábio Mendonça, o longa e a série foram criados por Cunha e Gabriel Wainer, que também participaram das mesas de roteiro, assinado por Mirna Nogueira, LG Bayão, Rodrigo Lages, Denis Nielsen e Guilherme Siman. Produzido pela Paris Entretenimento, o longa tem distribuição Downtown / Paris Filmes.

Fonte: Paris Filmes (via press-release)

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Cartazes,

SLAM - VOZ DO LEVANTE | Documentário sobre poetry slams ganha trailer, cartaz e data de estreia

As regras da competição são simples: poesias autorais, que durem até três minutos, e sem acompanhamento musical. É assim que acontecem os torneios de slam retratados no documentário “Slam – Voz de Levante”, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D´Alva, que acaba de ter seu trailer divulgado.  O projeto investiga o surgimento dos poetry slams, campeonatos de poesia popular que estão se espalhando pelo mundo e já ganharam as ruas do Brasil.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!
Cartaz oficial (Divulgação)
A poetisa Roberta Estrela D’Alva, uma das diretoras do longa, é fundadora do movimento que apareceu em 2008 no país e vem crescendo cada vez mais . O Slam ganhou espaço tanto em eventos tradicionais de literatura como a Bienal do Livro de São Paulo, como em outros dedicados especificamente literatura periférica e negra  como a FLUP – Festa Literária das Periferias -, programada para novembro de 2018 no Rio de Janeiro.

Slam – Voz de Levante”  aborda a chegada do slam no cenário brasileiro e as raízes norte-americanas dessa manifestação artística que mistura poesia, performance e críticas sociais. A trajetória de Luz Ribeiro, campeã brasileira de 2016, à Copa do Mundo de Slam em Paris também é retratada no documentário que venceu as categorias de Melhor Direção de Documentário e Prêmio Especial do  Júri no Festival do Rio de 2017 e o prêmio de Melhor Filme Nacional no Festival Internacional Mulheres No Cinema (FIMCINE).

Com produção da Exótica Cinematográfica em coprodução com a Globo Filmes, GloboNews e Miração Filmes e apoio do Itaú Cultural, o filme estreia em 22/11/2018 com distribuição da Pagu Pictures

Fonte: Pagu Pictures (via press-release)

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Cine Holliúdy 2,

FESTIVAL DO RIO 2018 | 'Simonal' e 'Cine Holliúdy 2' serão exibidos no evento

A distribuidora Downtown Filmes anuncia a participação de dois dos seus principais lançamentos de 2019 na programação da Mostra Internacional de São Paulo e do Festival do Rio: “Simonal”, de Leonardo Domingues, ganha exibição nos dois eventos, enquanto “Cine Holliúdy 2” poderá ser visto pela plateia carioca.

Depois de receber três prêmios no Festival de Gramado – melhor trilha musical, direção de arte e fotografia -, “Simonalterá exibições na Mostra nos dias 23, 24 e 27/10/2018 no Espaço Itaú do Frei Caneca, na categoria Perspectiva Internacional (e compete pelo Prêmio Petrobras de Cinema). O filme conta a história de Wilson Simonal, o cantor que saiu da pobreza e comandou as maiores plateias do Brasil. Simonal consegue transformar suas inseguranças da infância em conquistas na idade adulta. Uma vez no topo, passa a se sentir invencível: exibe a sua riqueza; faz propaganda de multinacionais; e se recusa a defender um discurso engajado contra a ditadura. Até que resolve ameaçar seu contador quando se vê com problemas financeiros, graças a seus gastos descontrolados, e acaba vendo seu nome envolvido com o DOPS. Começa então a derrocada de uma das maiores vozes que o Brasil já ouviu. O drama foi produzido pela Pontos de Fuga e será distribuído pela Downtown Filmes / Paris Filmes.

Já em novembro de 2018, “Simonal” desembarca em solo carioca para o Festival do Rio, com datas ainda a confirmar. Outro título na programação é “Cine Holliúdy 2 – A Chibata Sideral”, do diretor Halder Gomes, continuação da franquia de sucesso de 2013. Protagonizado por Edmilson Filho e Miriam Freeland, o longa terá novidades no elenco como as participações de Milhem Cortaz, Chico Díaz, Samantha Schmutz, Roberto Bomtempo, Falcão e Haroldo Guimarães. Os dois longas integram a Premiere Brasil como hors concours. Da telona do cinema para a telinha, a produção será exibida na TV Globo em formato série. A produção é da Glaz Entretenimento e distribuição da Downtown Filmes / Paris Filmes.

Fonte: Paris Filmes (via press-release)

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