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    segunda-feira, 15 de outubro de 2018

    CRÍTICA [CINEMA] | "O Poder de Diane", por Kal J. Moon

    Destaque no Festival Varilux de Cinema Francês em 2018, escrito e dirigido por Fabien Gorgeart, estrelado por Clotilde Hesme, Fabrizio Rongione, Thomas Suire e Grégory Montel, "O Poder de Diane" observa como uma gravidez pode ser um agente catalisador na vida das pessoas, mesmo que seja "apenas" uma barriga de aluguel.

    Você já viu esse filme...
    As armadilhas emocionais envolvendo os participantes da prática da "barriga de aluguel" (ou "barriga solidária", quando uma mulher se oferece - ou é paga - para gerar uma criança para um casal que não pode ter filhos de forma natural) já fez parte de inúmeras mídias, da literatura, passando pelo cinema e chegando à TV no formato de telenovelas. Não há muito a acrescentar aos personagens, que provavelmente serão hiper-protetores quanto à criança que em breve virá ao mundo, mesmo que alguns deles tentem se manter afastados evitando o relacionamento afetivo com o objeto da transação. E com "O Poder de Diane" não é diferente.

    Na trama acompanhamos a rotina de Diane (Clotilde Hesme), que ao ser convidada para gerar o bebê de seus melhores amigos - Thomas (Thomas Suire) e Jacques (Grégory Montel) -, não hesita nem por um momento em aceitar a proposta. No entanto, a situação se complica quando ela se apaixona por seu eletricista, Fabrizio (Fabrizio Rongione).

    Como esse é o primeiro longa metragem escrito e dirigido por Fabien Gorgeart - egresso do mercado de curta-metragens -, verificamos aqui um profissional preocupado em ser simples e direto, econômico ao evitar enrolações num roteiro que se presta apenas a mostrar a rotina da protagonista enquanto um ser cresce dentro de si e modifica, para o bem ou para o mal, o status quo de sua vida por nove meses. O ~"problema" é que parece que estamos vendo um documentário de tão sintético que o filme é. Mesmo que esforçado, a impressão que se dá é que o roteirista acredita piamente que todos os entraves da vida de Diane é provocado pelos homens a seu redor - ainda que eles sejam as pessoas prontas a ajudá-la quando está com problemas. Ainda que ela se apresente como muito independente, a vida mostra que está sempre sendo "salva" por aqueles que supostamente causam os problemas...

    O pior é que o filme se vende como uma comédia mesmo que hajam pouquíssimos momentos engraçados nesta história - um momento específico trata de como diferentes pessoas reagem a um diálogo que pode soar como ~"homofóbico", ainda que o personagem que o proferiu jure que não teve a intenção (não se sabe se a intenção do roteirista foi de criar um momento cômico ou reflexivo - ainda que tenha sido bem dicotômico).

    Independente disso, "O Poder de Diane" parece ciente de não querer passar uma mensagem muito específica. Mostra apenas a rotina de uma protagonista bem diferente do que se está acostumado quando alguém pensa numa futura mãe sendo transformada aos poucos, quase à revelia, pela gravidez mas não muito. Clotilde Hesme dá conta do recado, mesmo que sua personagem não tenha tamanha profundidade para que ela pudesse acrescentar algo digno de nota. O restante do elenco - predominantemente masculino - está okay mas ninguém se destaca (talvez propositalmente).

    "O Poder de Diane" é um filme para se acompanhar sem muitas expectativas pois todo mundo que assistir sabe como essa história termina. Isso não é ruim. Mas também não é bom.




    Kal J. Moon ainda está boquiaberto com a cena do ombro deslocado...
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