Cartazes,

GREEN BOOK - O GUIA | Filme com Viggo Mortensen e Mahershala Ali ganha trailer e cartaz nacional

A Diamond Films divulga o trailer com legendas em português de “Green Book – O Guia”, protagonizado por Viggo Mortensen (foto) e Mahershala Ali (foto). O filme é dirigido por Peter Farrelly (sim, de comédias como “Quem Vai Ficar com Mary?”, dentre outras), que vai além das comédias nesta história emocionante, baseada numa história real.

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Cartaz oficial (Divulgação)
Quando Tony Lip (Mortensen), um segurança ítalo-americano, é contratado como motorista do Dr. Don Shirley (Ali), um pianista negro de classe alta, durante uma turnê pelo sul dos Estados Unidos, eles devem seguir "O Guia" para levá-los aos poucos estabelecimentos que eram seguros para os afro-americanos. Confrontados com o racismo, em meio a momentos de humanidade e humor inesperados, eles são forçados a deixar de lado as diferenças e passar por profundas transformações, para avançar nessa jornada.

Green Book – O Guia” é um filme sobre uma amizade verdadeira que transcendeu as restrições raciais, de classe e sociais do início dos anos 60. O longa - vencedor do Festival de Toronto e do National Board of Review - tem estreia prevista no Brasil para janeiro de 2019, com distribuição da Diamond Films.

Fonte: Diamond Films (via press-release)

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animação,

ENCANTADO | Animação ganha trailer, cartaz e data de estreia

De John H. Williams - mesmo produtor de Shrek -,“Encantado” acaba de ganhar o primeiro trailer nacional. Com as vozes de Larissa Manoela (foto) e Leonardo Cidade (foto) na versão dublada em português e distribuído pela Imagem Filmes, o filme tem pré-estreias em 29/11/2018 mas chega aos cinemas em 06/12/2018.

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Cartaz oficial (Divulgação)
A animação conta a história do Príncipe Encantado. No dia do seu batizado real, Príncipe Felipe Encantado foi amaldiçoado com uma quantidade excessiva de charme. Isso fez com que todas as mulheres do Reino fossem atraídas por ele e, por consequência, todos os homens passassem a odiá-lo. A única forma de quebrar a maldição seria com um beijo do amor verdadeiro no dia do seu aniversário de 21 anos, mas como encontrar o amor verdadeiro quando todas as mulheres do reino ficam hipnotizadas pelo seu encanto? Caso Encantado não consiga quebrar a maldição até esse dia, todo o amor do reino desaparecerá para sempre.

Ao lado de Lenny - que, sem que ele saiba, é Leonora Quinonez, uma ladra procurada no reino -, Encantado embarca em uma aventura em busca de seu verdadeiro amor. Agora ele, que está noivo de Cinderela, Bela Adormecida e Branca de Neve ao mesmo tempo, precisará enfrentar arriscados desafios e decidir com quem irá se casar  para impedir que a decepção tome conta de todo o reino.

Fonte: Imagem Filmes (via press-release)

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Programa Poltrona Pop,

Entrevista com Octavio Aragão | Poltrona Pop S06E05

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After,

AFTER | Divulgados trailer e cartaz nacional

A Diamond Films divulga o pôster teaser e o primeiro trailer em português de “After”. Febre entre adolescentes e jovens, o longa é baseado na obra de Anna Todd, que se tornou uma série de cinco livros de sucesso mundial.

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Cartaz oficial (Divulgação)
A trama conta a história de Tessa Young (Josephine Langford), uma aluna dedicada, filha obediente e namorada fiel, durante seu primeiro semestre na faculdade. Com grandes ambições para o futuro, seu mundo protegido se abre quando ela conhece o misterioso Hardin Scott (Hero Fiennes Tiffin), um rebelde que a faz questionar tudo o que ela sabia sobre si mesma e o que queria para sua vida.

After estreia nos cinemas brasileiros somente em abril de 2019.

Fonte: Diamond Films (via press-release)

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André Hendges,

O SEGREDO DE DAVI | Diretor explica importância dos efeitos visuais do filme

Na história de “O Segredo de Davi” - escrito e dirigido por Diego Freitas e em cartaz nos cinemas -, os efeitos visuais têm um papel fundamental para deixar a história ainda mais envolvente e crível. Para contar a história de Davi - vivido por Nicolas Prattes, um  anti-herói cheio de mistérios -, o diretor Diego Freitas trabalhou em parceria com o supervisor de efeitos visuais Fabrício Rabachim. "O efeito que você vai fazer pra uma tela de cinema é diferente do que você faz para um vídeo de internet pelo nível de detalhes, complexidade, resolução. Então, tudo exige um pouco mais, tanto de atenção, quanto de equipamento, softwares", conta Rabachim, em vídeo inédito de bastidores. “Dependendo do tipo de efeito, ele passa por etapas diferentes, desde de captura de movimentos de uma câmera real para poder passar para uma câmera virtual, mapeamento dos cenários, desenvolvimento dos elementos, personagens”, completa.

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Segundo o diretor, o trabalho de efeito visual foi fundamental para deixar a história mais real. “O filme tem personagem em 3D, cenas inteiras que têm retoques digitais. Uma perna de uma personagem que foi recriada em computação gráfica, por exemplo”.

Na trama, Davi (Prattes) é um tímido estudante de cinema que esconde um passado sombrio. Ao visitar sua vizinha Maria (Neusa Maria Faro), um instinto esquecido vem à tona e Davi comete o seu primeiro assassinato. Na manhã seguinte, para surpresa de Davi, Maria reaparece em seu apartamento e passa a influenciar o garoto a seguir numa jornada de crimes que revelará a sua verdadeira natureza: a de um serial killer.

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Com distribuição da Elo Company, o longa traz ainda no elenco os atores André Hendges, João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Muller, Eucir de Souza e Giselle de Prattes.

Fonte: Elo Company (via press-release)

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A Mão Que Cria,

A MÃO QUE PUNE - 1890 | Octavio Aragão lança novo romance no RJ

Os fãs do melhor que tem sido publicado em matéria de literatura fantástica feita no Brasil já podem se regozijar pois o escritor Octavio Aragão (foto) lança "A Mão Que Pune - 1890" - do Selo Caligari - em 30/11/2018 na Livraria da Travessa dentro do CCBB-RJ (localizado à Rua Primeiro de Março, 66 - Centro / RJ), onde o livro também estará à venda.
Arte de capa por Rodolfo Pomini
(Divulgação / Todos os direitos reservados)

Neste novo livro - que é uma espécie de prequel do livro "A Mão Que Cria", lançado em 2006 -, a trama mostra que em um mundo povoado por alguns dos mais célebres personagens da literatura fantástica, somos apresentados a uma aventura que começa nos céus da França, modificada pelos sonhos de Julio Verne, atravessa o oceano e invade terras brasileiras, ainda sob o governo de Dom Pedro II. Assim, balões, zepelins, aerólitos e algumas das mais insanas máquinas voadoras dividem o espaço com outros prodígios da tecnologia enquanto, em terra, homens, mulheres e criaturas de diversos tipos travam um combate que vai mudar o futuro.

O evento ocorrerá das 18h a 21h, com a presença do autor em sessão de autógrafos.

Fonte: Selo Caligari (via evento oficial no Facebook)

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animação,

PICA-PAU | Animação estreia no YouTube e traz personagem ao Brasil!

Pica-Pau e seus amigos da floresta acabaram de chegar ao canal “Pica-Pau em Português” no YouTube com seu visual clássico revigorado, enquanto se preparam para promover seus 10 novos episódios, que serão lançados na primeira semana de dezembro de 2018. Com mais de 2 milhões de assinantes, “Pica-Pau em Português” é o destino para os fãs do criador de travessuras de cabeça-vermelha assistirem suas novas brincadeiras. E, claro, as cômicas aventuras - e desventuras - serão muitas quando ele se reunir com outros personagens clássicos favoritos: Winnie, Zeca Urubu, Leôncio, Andy Panda, Picolino, Toquinho e Lasquita. Dê uma espiadinha na gangue enquanto eles se reúnem antes do lançamento da novíssima série da Universal Pictures International (UPI) e da Universal 1440 Entertainment.

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A parte mais emocionante? Esta nova série incluirá dois episódios filmados no Brasil. Em um dos episódios, Pica-Pau chega de férias e, junto com Zeca Urubu, acaba entrando em uma aventura digna de Indiana Jones. No outro, Pica-Pau, sem querer, se torna um herói do futebol nacional quando ele e Winnie assistem a uma partida no Rio de Janeiro.

Fonte: Universal Pictures International (via press-release)

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Arrow,

ELSEWORLDS | Crossover entre The Flash, Arrow e Supergirl já tem data de estreia no Brasil!

Em 16/12/2018, às 22h50, a Warner Channel Brasil exibirá o aguardado especial "Elseworlds" (legendado), crossovers dos sucessos The Flash, Arrow e Supergirl, que fazem parte da programação do canal.

No episódio, as experiências do Dr. John Deegan (Jeremy Davies) no Arkham Asylum acabam reescrevendo a realidade, fazendo com que Barry Allen (Grant Gustin) e Oliver Queen (Stephen Amell) troquem totalmente de identidades, incluindo seus uniformes e poderes. Além dos dois, a Supergirl (Melissa Benoist) é a única que consegue ver os heróis como se eles ainda estivessem vivendo suas próprias vidas.

Elseworlds" também será marcado pela volta de Tyler Hoechlin ao papel de Superman e pelas estreias de Ruby Rose e Elizabeth Tulloch como Batwoman e Lois Lane, respectivamente.

"Elseworlds" (legendado) será exibido no Brasil em 16/12/2018, às 22h50, na Warner Channel. Todos os três episódios do especial serão exibidos na sequência. Reprise: Elseworlds (dublado) vai ao ar em 30/12/2018, no “Domingo Heroico”, na faixa das 22h50.

Fonte: Warner Channel Brasil (via press-release)

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Cardi B,

RITA ORA | Cantora lança segundo álbum

Rita Ora (foto) lança seu segundo álbum em de estúdio, “Phoenix”, que já comemora estreia brilhante, tendo atingido, em menos de quatro horas, o TOP #1 UK e TOP #3 Brasil do chart do iTunes. “Let You Love Me”, último single do projeto lançado há algumas semanas, já está em quarto lugar nas paradas do Reino Unido e ganha diariamente 100 mil novos streams ao redor do mundo, figurando no TOP 20 em mais de 10 países. O projeto deve chegar na versão física para o Brasil em breve.
Capa oficial (Divulgação)

Com coautoria da própria Rita Ora, o single “Let You Love Me” é uma balada pop, que revela inseguranças da cantora em um novo relacionamento. É uma das faixas mais íntimas de Rita até hoje e permite que você escute a força da performance vocal da artista quando ela baixa a guarda e mostra seu lado mais vulnerável ao amor. Com vocais suaves contrastando com sintetizadores vibrantes, a faixa alterna entre versos delicados e um refrão dançante, transmitindo perfeitamente o desejo de se deixar ser amada.

O último ano e meio foi memorável para Rita Ora – após uma turnê europeia com ingressos esgotados e um período incrível tocando para milhões de fãs em mais de 33 shows ao vivo, seus cinco últimos singles lançados ultrapassaram a marca de 1,3 bilhão de execuções no Spotify ao redor do mundo. O sucesso global, “Your Song”, escrito por Ed Sheeran e Steve Mac, atingiu sozinho a marca de mais de 352 milhões de execuções – e também é o maior sucesso na Europa, se afirmando como um dos hits no TOP 10 das paradas no Reino Unido.

Além disso, ela lançou outro sucesso global, estreando já no TOP10, em agosto, "Lonely Together", uma colaboração com o DJ Avicii. O single "Anywhere", lançado em outubro passado, alcançou o segundo lugar nas paradas do Reino Unido. A faixa com Liam Payne para a trilha sonora do filme “Cinquenta Tons de Liberdade”, “For You”, se tornou o quarto hit da cantora no TOP 10, assim como o hino feminista “Girls”, que juntou Rita Ora à Cardi B, Bebe Rexha e Charli XCX, alcançando outro sucesso global. As faixas estarão todas no álbum "Phoenix".

Um dos sentimentos mais libertadores para mim é tocar e criar música. Este álbum é um verdadeiro trabalho de amor, e foi importante para mim fazer do meu jeito. Sou muito grata ao amor e apoio daqueles que trabalharam comigo no álbum e me permitiram criar algo de que tenho muito orgulho. Eles me deram espaço e liberdade para criar algo do meu coração. Ao mesmo tempo desafiador e eufórico às vezes. Estou muito orgulhosa e grata pela jornada a que a realização de 'Phoenix' me levou. Aos meus fãs, obrigada por sua paciência e obrigado sempre por ouvir”, comenta Rita Ora, sobre o novo álbum.

Movimentando ainda mais o nome de Rita Ora nas plataformas digitais, chega ao público “Summer Love”, a colaboração da cantora com o grupo Rudimental. Além de estar presente na tracklist de “Phoenix”, a faixa estará no álbum da banda, que deve chegar em janeiro de 2019.

Rita já vendeu 7 milhões de singles, teve 12 músicas no TOP 10 (cinco dos quais receberam o selo de platina e cinco o selo de ouro) e um álbum de estreia em primeiro lugar, com selo de platina, em seu currículo. Ela se consolidou como uma das artistas mais bem-sucedidas do Reino Unido na última década. Seu retorno aos palcos no ano passado culminou em 1 bilhão de execuções e visualizações em todo o mundo e quatro singles de grande sucesso global.

Fonte: Warner Music (via press-release)

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animação,

UGLYDOLLS | Divulgado primeiro trailer da animação

A Diamond Films acaba de divulgar o primeiro trailer e cartaz de “Uglydolls”, animação que é baseada na marca de grande sucesso, criada por David Horvath e Sun-Min Kim, como uma linha de brinquedos de pelúcia e que atualmente conta com uma infinidade de itens.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!
Cartaz oficial (Divulgação)
O longa acompanha Moxy e seus amigos Ox, Ugly Dog, Wage, Babo e Lucky Bat, que moram na colorida e divertida cidade de Uglyville. Quando partem para uma aventura no Instituto da Perfeição, descobrem que não é preciso ser perfeito para ser incrível. Afinal, o que mais importa é quem você realmente é.

Uglydollsestreia no Brasil em 16/05/2019, com distribuição da Diamond Films.

Fonte: Diamond Films (via press-release)

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André Hendges,

CRÍTICA [CINEMA] | "O Segredo de Davi", por Kal J. Moon

Escrito e dirigido por Diego Freitas, estrelado por Nicolas Prattes, "O Segredo de Davi" segue numa vertente pouco explorada na cinematografia brasileira.


Matou a família e foi ao cinema
É bem interessante que o atual cinema feito no Brasil esteja se utilizando de outros temas para contar suas histórias. Toda uma nova geração de autores e diretores parecem fugir do trinômio comédia-biografia-favela para fazer algo menos plural mas incondicionalmente mais autoral e de qualidade internacional. É o que ocorre com "O Segredo de Davi".

Na trama, Davi (Prattes) é um tímido estudante de cinema que esconde um passado sombrio. Ao visitar sua vizinha Maria (Neusa Maria Faro), um instinto esquecido vem à tona e Davi comete o seu primeiro assassinato. Na manhã seguinte, para surpresa de Davi, Maria reaparece em seu apartamento e passa a influenciar o garoto a seguir numa jornada de crimes que revelará a sua verdadeira natureza: a de um serial killer..

O filme tem uma excepcional direção de fotografia comandada por Kaue Zilli, usando diversos ângulos inusitados, muitos closes, câmera na mão e iluminação adequada em cada cena para gerar o clima necessário à trama. Mesmo em cenas que parecem desfocadas de forma "errada" são, na verdade, um artifício da trama para disfarçar o que será revelado no terceiro ato.

A montagem e edição também merecem destaque pela sincronia em relação ao que é mostrado em cena. Tem uma especificamente mostrando uma torradeira que é muito bem planejada, calculada e executada.

Em sua estreia no cinema, Nicolas Prattes defende bem o protagonismo de seu personagem como se sua vida dependesse disso. Quem está acostumado a vê-lo em trabalhos na TV, vai estranhar e até se espantar. E é interessante perceber que, para o protagonista, a morte traz uma espécie de redenção e reparação - afinal, "Davi" com as sílabas invertidas é o contrário de "Vida"...

Já o resto do elenco é apenas funcional, sem maiores destaques. Como o roteiro gera uma espécie de estranheza inerente a esses personagens - que são, na verdade, um belo simulacro do quão longe pode ir o ser humano -, talvez essa coadjuvância pormenorizada seja proposital. Único destaque negativo vai para o ator André Hendges - que interpreta Jônatas - com um grave problema de dicção, com texto blocado, que acabou criando uma "empostação" curiosa a princípio (até porque também é a estreia do ator num longa-metragem) e enervante ao longo da exibição (em diversos momentos, é praticamente impossível entender o que o personagem diz). Tem personagem ali com muito potencial mas que está ali apenas para orbitar em torno do protagonista, para lhe entregar um "Deus Ex Machina" (ou quase isso) ou para explicar o óbvio à audiência.

A trilha sonora composta por Paulo Beto é inspirada em tudo o que já foi feito neste tipo de filme. Em algumas cenas, funciona. Em outras, não.

Já o roteiro escrito pelo próprio diretor Diego Freitas - com colaboração de Gustavo Rosseb - é um tanto esticado - fazendo com que o espectador sinta o tempo passar durante a exibição, como se o espectador estivesse lendo um livro repleto de diálogos descartáveis, que poderiam facilmente ser retirados sem dó, trazendo frescor à trama. Mesmo assim, entrega uma experiência acima da média.


Porém, é bom alertar que este é um curioso exemplar no cinema brasileiro. Estranhamente, segue mais para o viés psicológico da coisa do que para o visceral e desavergonhadamente sanguinolento - sim, existem cenas violentas mas a linha seguida aqui é bem mais cerebral.

Não é um filme para o grande público, uma vez que o roteiro exige bastante atenção para juntar as peças e entender as reais intenções do protagonista - é tudo explicado mas existem alguns fatos a serem depurados mais tarde (e o desfecho da trama talvez não agrade a todos). Porém nada disso se dá em detrimento da qualidade do que é produzido. Que bom.



Kal J. Moon pode ser considerado um serial killer, uma vez que mata o tempo sempre que pode...

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Amit Shah,

CRÍTICA [CINEMA] | "Refém do Jogo", por Kal J. Moon

Dirigido por Scott Mann, estrelado por Dave Bautista, Ray Stevenson, Amit Shah, Lara Peake e participação especial de Pierce Brosnan, "Refém do Jogo" diverte bastante sem precisar ser original.

No cumprimento do dever (do entretenimento)
Sem precisar pensar muito, esse filme é praticamente uma refilmagem / atualização de "Morte Súbita" (estrelado por Van Damme nos anos 1990), também se passando em "tempo real" - pouco mais de 90 minutos, duração oficial de uma partida de futebol.

Na trama, Michael Knox (Bautista) é um ex-soldado americano que precisará utilizar todas as suas habilidades militares para salvar uma multidão de 35 mil pessoas em um estádio de futebol. Além disso, sua sobrinha (Peake) foi sequestrada e está sendo feita refém pelos terroristas. Michael terá apenas 90 minutos para salvar a vida de todos no estádio e impedir que uma tragédia aconteça.

Dave Bautista segue à risca a cartilha dos "brucutus porradeiros" dos anos 1980 com maestria aqui: esbanja carisma, tem pleno domínio de cena durante as (muitas) lutas e até mesmo se esforça para entregar algo decente nos (poucos) momentos dramáticos da trama - nada feito para ganhar Oscar de Melhor Ator nem nada mas está um passo adiante de seus concorrentes diretos nesse sentido.

O elenco coadjuvante está afiado e entrosado. Como o roteiro é redondinho, facilitou bastante a sinergia entre atores e atrizes. Destaque óbvio para Amit Shah - que interpreta Faisal Khan - o perfeito alívio cômico em cena. Sabe aquela pessoa medrosa e desastrada que fala um monte de asneiras quando está apavorada mas pode-se contar com ela em momentos difíceis? Então... Já Ray Stevenson está correto como o terrorista idealista em busca do irmão - este último interpretado por um afetado Pierce Brosnan, que não compromete o entretenimento mas que é no mínimo esquisito vê-lo interpretar um cidadão russo daquele jeito, ah, isso é...

A direção de fotografia de Emil Topuzov - aliada à edição e montagem - emula bem o clima de tensão necessária a uma narrativa entrecortada bem própria do gênero - e funciona também nos diversos momentos de luta, vários deles reprisando movimentos utilizados na WWE, liga de wrestling de onde Bautista surgiu para o estrelato antes de ficar conhecido como o Drax de "Guardiões da Galáxia" (um deles é bem intenso e enervante, se passando numa cozinha, com uma fritadeira cheia de óleo fervente).

Tem umas ~"mentiradas brabas", vai. Umas leves e outras bem difíceis de engolir - a principal é justamente a tal cena da fritadeira citada acima. Mas quer saber? Faz parte desse tipo de filme se utilizar desses artifícios para jogar a trama para frente a todo custo. "Regra do Jogo" não revolucionará o gênero nem ganhará prêmios. Mas é um filme "brucutu RAIZ" com o melhor que esse tipo de entretenimento tem a oferecer.




Kal J. Moon assiste filmes em tempo real regularmente. São de uma série chamada "vida".

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Adam Driver,

CRÍTICA [CINEMA] | "Infiltrado na Klan", por Marlo George

O novo longa do diretor americano Spike Lee é tão louco e tão crível, que até se parece com a vida real. Isto porque aconteceu de verdade


Sem saber que era impossível, ele foi lá e fez. O acaso fez com que o aspirante a investigador policial Ron Stallworth torna-se real a frase motivacional de para-choque de caminhão que inicia este parágrafo.

Negro, residente de uma comunidade segregada e sem perspectivas de subir na carreira, Stallworth teve a ousadia de iniciar uma investigação sem precedentes que iria lançá-lo à condição de lenda viva. Passando-se por um homem branco, ele conseguiu enrolar e, de certo modo, se infiltrar na sessão da Ku Klux Klan de sua região.

Caso você não saiba, a Ku Klux Klan (também conhecida pela sigla KKK) é uma seita fundamentalista de supremacistas brancos que são intolerantes com minorias, sejam negros, judeus, gays ou qualquer outra coisa que não seja um espelho.

Portanto, a tarefa de Stallworth não seria fácil, não fosse pelo fato dele conseguir imitar o sotaque e maneirismos dos caucasianos, talento que ele usou para conseguir seus primeiros contatos com os klansman ("homens da klan", como são chamados os membros da KKK) através do telefone. Conforme a "intimidade" com os klansman foi ficando maior,sua presença em uma das reuniões da KKK foi requisitada. Como ele mesmo não poderia ir, por motivos óbvios, entra em cena seu parceiro de investigação, Flip Zimmerman, que apesar de ser branco, também teria lá seus próprios motivos para abominar a seita.


BlacKkKlansman ou Infiltrado na Klan (título nacional auto-explicativo e desnecessário) é baseado nesta impressionante lenda urbana da vida real. Dirigido por Spike Lee, que andava sumido do burburinho de Hollywood desde que cometeu o péssimo remake de Oldboy: Dias de Vingança, em 2013, Infiltrados na Klan é mais um dos filmes manifestos que fizeram de Lee um nome de sucesso, como Faça a Coisa Certa, de 1989. Porém, Infiltrado na Klan está mais relacionado à outros filmes do diretor, como Malcolm X (1992) e, mais recentemente, Rodney King (2017) que também eram cinebiografias que tratavam da luta dos negros por igualdade de direitos e respeito.

Com um inicio matador, que traz em destaque Alec Baldwin ao som de Dixie (canção tradicional sulista americana), o filme se desenrola em uma trama que mostra a cena da polarização racial nos EUA em ambos os lados. Se por um lado temos os sacripantas da KKK, por outro vemos o sangue nos olhos dos líderes do movimento pró-direitos civis. Foi com muito tato que Lee tratou do tema, mostrando-nos uma visão que até posso classificar como neutra ou imparcial. Foi bom ver os dois lados da mesma moeda, pois seria muito fácil este filme cair na cilada de tomar partido do movimento negro e acabar sendo interpretado de forma errada, o que poderia acarretar em algum problema pós-sessão. Basta recordar-se do que uma simples eleição presidencial fez (e continua fazendo) com nosso próprio país algumas semanas atrás, quando irmãos e amigos se desentendiam por conta de manobras políticas que polarizaram a população brasileira em nome do bem da pátria.

Vejo como positiva a postura do diretor, que é negro e ativista da causa dos negros por igualdade. No filme temos negros e brancos, e entre eles aqueles que são justos e aqueles que são equivocados. Se a mensagem que Lee queria passar era a de que podemos buscar soluções em conjunto, o recado foi muito bem dado.

Além disso, muito bem-vinda também é a preocupação em mostrar que esta polarização, que aconteceu nos anos 70, era burra e culminava na intolerância. O mesmo está rolando agora, no mundo todo, especialmente nos EUA da Era Trump, quando o número de crimes de ódio vem aumentando a cada dia. Devemos sempre nos lembrar que a história é cíclica e que os erros do passado, se forem ignorados e esquecidos, tendem a se repetir.


Porém, enquanto o roteiro é excelente, mérito de Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e do próprio diretor Spike Lee, que basearam-no no best-seller de Ron Stallworth, o elenco deixa a desejar.

John David Washington, que interpreta o próprio Stallworth, não é versátil e isso mata muitas das possibilidades da personagem se desenvolver melhor. Washington começou sua carreira como figurante em outro filme de Lee, Malcolm X, porém ele abandonou a carreira por quase 25 anos, tendo retomado-a apenas recentemente, em 2017 no filme Love Beats Rhymes.

Adam Driver dá vida ao parceiro de Stallworth, Flip Zimmerman. Está bem no filme, interessado, bem colocado em cena, mas com uma performance aquém do esperado.

Os minions ou massas de manobra tanto da KKK, quanto dos Panteras Negras, beiram a caricatura. O único que se salva é Paul Walter Hauser, que interpreta um supremacista branco ébrio. Ele já tinha me impressionado em Eu, Tonya, e novamente demonstra talento, sobressaindo-se entre tantos outros atores e atrizes canastrões.

De todo o elenco, bom mesmo está Topher Grace, como o calhorda político David Duke. Impecável, roubando todas as cenas.


Este erro de elenco, injustificável, poderia ter matado um longa que se provará importante. Mas o que esperar de um diretor de elenco que aprova o teste de Nicholas Turturro para um papel de membro da KKK. Sim, ele mesmo. O cara da pipoca de Golpe Baixo (2005). Sério, na boa, Turturro tem a maior pinta de mafioso da cosa nostra, sendo que uma das minorias vitimadas pelo mimimi violento da KKK é a ítalo americana. Seria falta de opção ou de bom senso. Assim não dá pra deixar passar.

Mas vamos falar de coisa boa. A trilha sonora incidental é simplesmente animal e todo o repertório de canções populares que estão presentes durante o filme é muito bem escolhido. A fotografia do filme é bem simples, mas acho que foi uma escolha de estilo, pois o filme remete aos longas de baixo orçamento dos anos 70, especialmente os que exploravam a temática dos negros americanos, como Shaft (1971) e Foxy Brown (1974).

Assumidamente anti-trumpista, Infiltrado na Klan é um filme imperdível, apesar da canelada que foi a escalação de talentos dramáticos. Vale como referência histórica por contar uma história pitoresca, com humor, sarcarmo e seriedade. Tudo na dose certa. O final é de partir o coração. Prepare-se.



Marlo George assistiu, escreveu e é contra qualquer tipo de intolerância

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Cartazes,

MINHA VIDA EM MARTE | Mônica Martelli e Paulo Gustavo inseparáveis no primeiro trailer

A dupla Mônica Martelli (foto) e Paulo Gustavo (foto) se junta novamente nos cinemas para contar as divertidas aventuras de Fernanda e Aníbal no longa “Minha Vida em Marte”, com direção de Susana Garcia.

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Cartaz oficial (Divulgação)
Na continuação da franquia - adaptação do monólogo homônimo de Mônica Martelli -, Fernanda está casada com Tom (Marcos Palmeira) e tem com ele uma filha de 5 anos, Joana. O casal está em crise e vive os desgastes e as intolerâncias da rotina do casamento, mas Fernanda tem o apoio incondicional de Aníbal, seu sócio e companheiro inseparável que está ao seu lado durante toda a jornada para resgatar seu casamento, ou acabar de vez com ele. Aníbal é o ombro amigo para desabafos e um parceiro para todas as horas.

O filme tem roteiro de Mônica Martelli, Paulo Gustavo, Susana Garcia, Emanuel Aragão e Julia Lordello, que também assina a produção ao lado de Cecília Grosso e Luiz Noronha. No elenco estão ainda Ricardo Pereira, Heitor Martinez e Fiorella Mattheis.

Com distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes, produção de A Fábrica, Capri Produções e Supercombinado, e coprodução da Globo Filmes e Telecine, "Minha Vida em Marte" estreia em 27/12/2018.

Fonte: Paris Filmes (via press-release)

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Bianca Muller,

O SEGREDO DE DAVI | "Eu desmaiei gravando", conta Nicolas Prattes sobre personagem serial-killer

Em novo vídeo de bastidores, Nicolas Prattes (foto), protagonista de “O Segredo de Davi” - dirigido por Diego Freitas -, conta como foi gravar seu primeiro longa. O ator, que dá vida a esse anti-herói cheio de mistérios, chegou até a desmaiar nas gravações.

"Foi a primeira vez que eu passei por isso de ter que ensaiar as cenas antes de ter que fazer. Eu desmaiei gravando porque o personagem é denso, acaba tirando energias e te drena", explica o ator.

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Na trama, Davi (Prattes) é um tímido estudante de cinema que esconde um passado sombrio. Ao visitar sua vizinha Maria, um instinto esquecido vem à tona e Davi comete o seu primeiro assassinato. Na manhã seguinte, para surpresa de Davi, Maria reaparece em seu apartamento e passa a influenciar o garoto a seguir numa jornada de crimes que revelará a sua verdadeira natureza: a de um serial killer.

Com distribuição da Elo Company, o longa traz no elenco os atores João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Muller, Eucir de Souza, Giselle de Prattes, André Hendges e Neusa Maria FaroA estreia está prevista para 22/11/2018.

O roteiro original de “O Segredo de Davi” foi criado pelo diretor Diego Freitas, internacionalmente premiado como melhor diretor pelo curta "Sal” (2016). Elisa Tolomelli (de "Cidade de Deus" e "Central do Brasil") está coproduzindo o filme juntamente com Luciano Reck, Amadeu Alban e Marcio Yatsuda, que são os produtores executivos.

Fonte: Elo Company (via press-release)

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California Filmes,

GUERRA FRIA | Representante polonês do Oscar 2019 ganha trailer, cartaz e data de estreia

De Pawel Pawlikowski - mesmo diretor vencedor do Oscar 2015 de Melhor Filme Estrangeiro com “Ida” -, “Guerra Friachega aos cinemas em 07/02/2019. O longa escolhido pela Polônia para disputar uma vaga no Oscar 2019 de Melhor Filme Estrangeiro - e que recebeu a Palma de Ouro de Melhor Direção no Festival de Cannes 2018 -, conta uma história de amor arrebatador entra um homem e uma mulher que se conhecem no pós-guerra. O filme se passa no contexto da Guerra Fria, nos anos 1950, na Polônia, em Berlim, na antiga Iugoslávia e Paris. No elenco, Joanna Kulig, Tomasz Kot e Jeanne Balibar.

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Cartaz oficial (Divulgação)

Pawlikowski
dedicou o filme aos seus pais, cujos nomes são os mesmos dos protagonistas: Wiktor e Zula. Seus pais morreram em 1989, pouco antes da queda do Muro de Berlim. Ao longo de 40 anos de relacionamento, eles viveram entre idas e vindas, sempre um atrás do outro. "Ambos eram pessoas fortes e maravilhosas, mas como casal, um desastre sem fim", reflete Pawlikowski.

Embora o casal da ficção não se pareça tanto com o real, o diretor passou quase dez anos pensando em como contar a história dos pais. “A vida deles não tinha uma forma dramática óbvia e, embora meus pais e eu continuássemos muito próximos - eu era o único filho deles -, quanto mais eu pensava neles depois que eles iam embora, menos eu os entendia", revela.

Pawlikowski conta ainda que, apesar da dificuldade de compreensão que tinha sobre a relação dos pais, a história dos pais deixa qualquer outra em segundo plano. “Eles foram os personagens dramáticos mais interessantes que eu conheci”. Para conseguir terminar o roteiro, o diretor resolveu não contar a história deles, mas deixou nos personagens traços bem marcantes. “Incompatibilidade de temperamento, incapacidade ficar juntos e anseio de estar quando estão separados, a dificuldade da vida no exílio, de permanecer em uma cultura diferente, a dificuldade da vida sob um regime totalitário e de se agir decentemente apesar das tentações”, detalha o diretor.

Fonte: California Filmes (via press-release)

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Marvel Comics,

OBITUÁRIO | MORRE, AOS 95 ANOS, STAN LEE


Co-criador do universo Marvel, Stan Lee, faleceu nesta segunda-feira (12) aos 95 anos de idade após ser internado no Cedars Sinai Medical Center, em Los Angeles. Ele deixa uma filha, J.C. Lee, que falou sobre o pai, mais cedo no site do TMZ: "Ele era o maior e mais decente dos homens".

O motivo da morte ainda não foi revelado, mas o quadrinista sofria de pneumonia.

Stan Lee colou sua própria imagem à da Marvel Comics, criando sua própria lenda ao tratar os leitores mais como "amigos de um clube", como ele mesmo costumava dizer, do que como consumidores de seus produtos. Esse clube chegou a ter um nome na década de 60, a Merry Marvel Marching Society, algo como a Alegre Sociedade em Marcha da Marvel.

O editor é celebrado como criador de vários personagens da Marvel Comics, mas na verdade todos estes personagens, Homem-Aranha, Hulk, Thor e Surfista Prateado, eram co-criações suas com outros artistas, como Jack Kirby, Steve Ditko, entre outros. Portanto, concluir que Stan Lee foi o "Criador do Universo Marvel" é um grande exagero.

Porém, vale ressaltar que no início, Lee escreveu grandes histórias, especialmente as de origem de personagens e imprimiu seu próprio estilo de narrativa, que revolucionou os quadrinhos até a década de 70, quando por uma iniciativa equivocada criou o famigerado "Método Marvel", no qual os desenhistas tinham liberdade de desenhar o que bem entenderem, desde que seguissem algumas recomendações de Lee. Lógico que isso resultou em histórias com mais liberdade criativa, como a Saga de Galáctus, surgindo então várias controvérsias sobre a criação de várias personagens Marvel, que geralmente eram atribuídas à Lee, indevidamente.

Lee, que se auto-apelidou como The Man (O Cara), ficou muito popular nos últimos 20 anos por suas aparições em filmes baseados em super-heróis da Marvel. Ativo, participava de convenções de quadrinhos até recentemente, quando decidiu se retirar do circuito de eventos, logo após o falecimento de sua esposa, em 2017.

Agora, com sua morte, fica o legado de uma das mais importantes figuras das HQ´s mundiais.

Descanse em paz.

MG

Fonte: Quem.

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Ana Katz,

SUEÑO FLORIANÓPOLIS | Divulgada cena que enaltece mar de Santa Catarina

Sueño Florianópolis”, escrito e dirigido por Ana Katz, traz a história de uma família que viaja da Argentina para o Brasil em busca de reconexão entre si. Em cena inédita, o foco é o mar de Florianópolis, que evidencia a paisagem da cidade. Coprodução entre Brasil, Argentina e França, o longa estreia no circuito em 15/11/2018, distribuído pelo Projeto Sessão Vitrine Petrobras.

>>> Clique AQUI para assistir a cena!

Na trama, durante o verão de 1990, Pedro (Gustavo Garzón) e Lucrécia (Mercedes Morán), separados após vinte e dois anos de casamento, decidem viajar de férias com seus dois filhos adolescentes rumo ao litoral Sul do Brasil. Motivados pelo câmbio favorável, caem na estrada em um Renault 12, sem ar-condicionado, e viajam 1.750 km até Florianópolis (Santa Catarina). Juntos, porém separados, conhecem Marco (Marco Ricca) e Larissa (Andrea Beltrão). Pouco a pouco vão descobrindo qual é o sonho de cada um.

>>> Clique AQUI para ler nossa crítica de “Sueño Florianópolis”!

No elenco, estão os nomes brasileiros Andrea Beltrão, Caio Horowicz, Marco Ricca, e os argentinos Mercedes Morán, Gustavo Garzón, Manuela Martinez e Joaquin Garzon.

O filme conquistou três prêmios no Karlovy Vary International Film Festival: Melhor Atriz (Mercedes Morán), Prêmio Especial do Júri e Prêmio da Crítica Internacional, e foi exibido nos festivais de Toronto, San Sebastián, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e Festival do Rio. As filmagens aconteceram entre abril e maio de 2017, em Florianópolis, com equipe majoritariamente brasileira.

O longa tem distribuição do projeto Sessão Vitrine Petrobras e produção da Campo Cine (ARG), Prodigo Films e Groch Filmes (BRA).

Fonte: Vitrine Filmes (via press-release)

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Benj Pasek,

KELLY CLARKSON | Cultuada cantora cria nova versão para música de 'O Rei do Show'

Um dos musicais de maior sucesso nos últimos tempos, "The Greatest Showman" ("O Rei do Show", como foi divulgado no Brasil), ganhará uma edição especial da trilha sonora reinterpretada por grandes nomes da música mundial. "The Greatest Showman – Reimagined" chega às plataformas digitais em 16/11/2018 e para esquentar este lançamento, a faixa "Never Enough", com a voz da cantora Kelly Clarkson, já está disponível em todas as plataformas de streaming.

>>> Clique AQUI para ouvir a canção!

"The Greatest Showman – Reimagined" traz um time de artistas de peso reinterpretando as músicas originais do filme, escritas por Benj Pasek e Justin Paul, premiada dupla ganhadora do Grammy, Tony e Academy Awards. Além da versão de Clarkson e da faixa com a cantora P!nk, o projeto ainda inclui a banda Panic! At The Disco, Missy Elliott, Ke$ha, James Arthur, Anne-Marie, Pentatonix, Zac Brown Band, dentre outros.

A trilha sonora original do filme, que foi sucesso de bilheteria em todo o mundo, já ganhou quatro selos de platina e ultrapassou a marca de 3 milhões de streamings globais.

Fonte: Warner Music (via press-release)

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Ah-in Yoo,

EM CHAMAS | Representante sul-coreano do Oscar 2019 ganha cartaz, trailer e data de estreia

Filme sul-coreano escolhido para representar o país no Oscar 2019, o filme “Em Chamasestreia no circuito comercial em 15/11/2018. Dirigido por Lee Chang-Dong, o longa é baseado no conto “Queimar Celeiros” - do livro “O Elefante Desaparece”, escrito por Haruki Murakami.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!
Cartaz oficial (Divulgação)
O longa traz a história de Jongsu (Ah-in Yoo, foto), um entregador que, durante um trabalho, encontra Haemi (Jong-seo Yun), uma antiga vizinha. Na trama, Jongsu se depara com um pedido inusitado da ex-vizinha: cuidar do gato dela enquanto faz uma viagem para África. Quando volta de viagem, Haemi apresenta ao entregador um enigmático jovem, Ben (Steven Yeun), que conheceu durante a temporada africana. Um dia, Ben conta a Jongsu sobre um hobby pouco usual que ele pratica.

"Parece-me que hoje, pessoas de todo o mundo, independente da nacionalidade, religião ou classe social, estão com raiva por diferentes motivos. Os jovens da Coreia, por exemplo, estão passando por tempos difíceis. Eles sofrem com o desemprego, eles não têm esperança no presente e veem que as coisas não vão melhorar no futuro. Incapazes de escolher um alvo para direcionar essa raiva, eles se sentem impotentes, desesperançosos. Para muitos jovens, o mundo está se tornando um gigante quebra-cabeça. É um pouco como se sente o protagonista de Murakami, Jongsu", opina o diretor.

Para falar sobre a adaptação da obra, a Pandora Filmes - em parceria com a Cia das Letras e o jornal O Estado de São Paulo - fará uma sessão especial do filme, gratuita e aberta ao público, no dia 13/11/2018 as 19h00 no Caixa Belas Artes. Os ingressos serão entregues uma hora antes da sessão, e o debate terá a presença dos jornalistas Ubiratan Brasil e Luiz Carlos Merten e de Luara França, editora brasileira dos livros do autor.

Haruki Murakami é um dos mais importantes nomes da literatura japonesa no mundo, o escritor tem trinta livros publicados, muitos deles lançados no Brasil, um sucesso de vendas no Japão e mundo, com tradução para mais de 50 idiomas. “Em Chamas” é a adaptação mais bem sucedida do autor, com lançamento mundial no Festival de Cannes 2018, onde saiu aclamado pela crítica que deu ao filme o FIPRESCI Prize (premio da crítica internacional).

Fonte: Pandora Filmes (via press-release)

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Azougue Nazaré,

FESTIVAL DO RIO 2018 | Conheça os vencedores da festa do cinema

A edição 2018 do Festival do Rio divulgou os ganhadores da Première Brasil, outros prêmios e público. O evento de premiação foi realizado no no CCSLR - Cine Odeon NET Claro (Cinelândia, RJ) na noite de 11/11/2018. Confira a lista dos premiados:



>>> VENCEDORES DA PREMIÈRE BRASIL,  PRÊMIO FÉLIX e Mostra GERAÇÃO
Première Brasil
JÚRI presidido por Lúcia Murat (diretora e roteirista) e composto por Joel Zito Araújo (diretor), Hebe Tabachnik (curadora e programadora de festivais), Koby Gal-Raday (produtor), Thomas Ordonneau(produtor):


  • MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO e Prêmio Petrobras no valor de R$ 200 mil - Tinta Bruta, de  Marcio Reolon e Filipe Matzembacher
  • MELHOR LONGA-METRAGEM DE DOCUMENTÁRIO -  Prêmio de Mídia Canal Curta no valor de R$ 100 mil: Torre das Donzelas, de Susanna Lira
  • MELHOR CURTA-METRAGEM - O Órfão, de Carolina Markowicz 
  • Menção Honrosa curta-metragem - Universo Preto Paralelo, de Rubens Passaro
  • MELHOR DIREÇÃO DE FICÇÃO - João Salaviza e Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Terra dos Mortos
  • MELHOR DIREÇÃO DE DOC – Susanna Lira, por Torre das Donzelas 
  • Menção Honrosa Direção de Documentário – Daniel Gonçalves, por Meu Nome é Daniel 
  • MELHOR ATRIZ – Itala Nandi, por Domingo
  • MELHOR ATOR – Shico Menegat, por Tinta Bruta, e Valmir do Côco, por Azougue Nazaré
  • MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – Eliane Giardini, por Deslembro
  • MELHOR ATOR COADJUVANTE – Bruno Fernandes, por Tinta Bruta
  • MELHOR FOTOGRAFIA – Renée Nader Messora, por Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos
  • MELHOR MONTAGEM -  André Sampaio, por Azougue Nazaré
  • MELHOR ROTEIRO -  Filipe Matzembacher, Marcio Reolon por Tinta Bruta
  • PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI – Azougue Nazaré, de Tiago Melo


>>> NOVOS RUMOS - Júri composto por Tatiana Leite, produtora, Babu Santana, ator e João Luiz Vieira, professor doutor:

  • MELHOR FILME e Prêmio Petrobras no valor de R$ 100 mil -  Ilha, de Ary Rosa e Glenda Nicácio
  • MELHOR CURTA -  Lembra, de Leonardo Martinelli


>>> PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI -  Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes

  • Menção Honrosa – Mormaço, de Marina Meliande
  • Menção Honrosa – Eduarda Fernandes pela atuação (Luna, de Cris Azzi)
  • Menção Honrosa – Alexandre Amador pela atuação (Vigia, de João Victor Borges)
  • Menção Honrosa – Verónica Valenttino pela atuação (Jéssika, de Galba Gogóia)


>>> VOTO POPULAR:

  • MELHOR LONGA FICÇÃO: Deslembro, de Flavia Castro
  • MELHOR LONGA DOCUMENTÁRIO:  Torre das Donzelas, de Susanna Lira
  • MELHOR CURTA:  Você não me conhece, de Rodrigo Séllos


>>> PRÊMIO DA CRÍTICA  FIPRESCI - Júri composto por  Eduardo Valente , Luciana Costa Almeida, Olivier Pelissone Tatiana Trindade

  • Deslembro, de Flavia Castro


>>> PRÊMIO FELIX - Juri composto por Adriana L. Dutra, documentarista, Claudia Saldanha, mestre em artes visuais e diretora do Paço Imperial, Felipe Sholl, diretor e roteirista e Vicente de Mello, fotógrafo e curador.

  • Melhor Longa Ficção:  Sócrates, de Alex Moratto
  • Melhor Longa Doc:  Obscuro Barroco, de Evangelia Kranioti
  • Prêmio Especial do Júri: Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diogenes 


>>> Prêmio Mostra Geração

  • Shade – Entre bruxas e heróis, de Rasko Miljkovic


Fonte: Festival do Rio (via press-release)

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A Excêntrica Família de Gaspard,

CRÍTICA [CINEMA] | "A Excêntrica Família de Gaspard", por Kal J. Moon

Destaque no Festival Varilux de Cinema Francês e no Festival do Rio 2018 (mas entra em cartaz em 15/11/2018 nos cinemas brasileiros"), "A Excêntrica Família de Gaspard" fala sobre muitas coisas importantes como... Como o que mesmo?

Mutatis mutandis
Por mais que a forma como o cinema feito na Europa seja completamente desapegada do senso internacional de ritmo e narrativa ou pontos de virada, além de que as conclusões não sejam nem um pouco convencionais - afinal, não existe apenas um jeito de se contar uma história -, tudo isso é "perdoado" se a trama for bem desenvolvida, os personagens sejam cativantes o suficiente para que o espectador sinta tamanho interesse a ponto de acompanhar o espetáculo até seu encerramento e o entretenimento seja satisfatório. Porém, quando apenas um desses parâmetros é plenamente alcançado - ou nenhum deles -, temos somente uma dispendiosa perda de tempo.

"A Excêntrica Família de Gaspard" é um filme que tenta a todo custo fugir da convenção e acaba se perdendo na virtuose de procurar uma narrativa diferenciada, que acaba se mostrando truncada, onde os objetivos da trama - além de deveras confusos - se esvaem rapidamente e o espectador termina perguntando-se por que está assistindo isso, afinal.

Na trama, Gaspard (Félix Moati) é um jovem de 25 anos que, depois de ficar afastado por anos, se reencontra com a família para a ocasião do novo casamento de seu pai. A caminho da casa, Gaspard conhece a jovem aventureira Laura (Laetitia Dosch) e a ~"contrata" para acompanhá-lo se apresentando na festa como sua namorada. Ao chegar no lugar em que viveu, o protagonista se depara não apenas com a sua excêntrica família, mas também com as lembranças da infância num zoológico, cheio de animais exóticos, construído pelo pai.

Apesar do plot interessante, nenhum personagem em cena é marcante para despertar o mínimo interesse pela obra em si. Nem mesmo a única digna de justificar o título de excentricidade - uma mulher adulta que veste a pele de uma ursa (e ACREDITA ser uma ursa, muito parecida com uma personagem do excelente "Capitão Fantástico") que fez parte do zoológico mantido pela família - que a versão brasileira do título do filme teima em ostentar (no original, temos o correto "Gaspard vai ao casamento", que não é original nem comercial porém 100% mais honesto com o publico).

Curiosamente, o filme possui alguns lampejos de lucidez, como abordar momentos de insuspeita naturalidade - permitindo que parte do elenco esteja sem roupas como se houvesse realmente intimidade para tal - ou mesmo as discussões sobre a tal sonhada ~"normalidade" (o que é ser ~"normal", afinal de contas?).

Pelos aspectos técnicos, não há muito a destacar. A direção de fotografia não é ousada nem nada mas competente e funcional, privilegiando panorâmicas - para enfatizar noções de amplitude do espaço externo - e closes - para denotar melhor as emoções evocadas pelo elenco. E ainda se utiliza bem da luz natural para captar belas cenas da natureza.

Este é um filme sobre crescer num local alienado, sobre amor à primeira vista, sobre a permissividade humana em relação ao outro, sobre escolhas que não são tomadas por si próprios e sobre crise de identidade - e também sobre nada disso. No fim das contas, "A Excêntrica Família de Gaspard" mostra que quanto mais mudamos, mais continuamos os mesmos. Não, não é um filme ruim mas também não pode ser considerado 'bom'. Talvez 'diferente' seja mais adequado para descrevê-lo.  Indicado para assistir em dias chuvosos (quando estranhamente somos mais tolerantes), sem nenhuma expectativa e para quem totalmente abertos a novas propostas...




Se assistir Big Brother não é nada recomendado, Kal J. Moon definitivamente não teria paciência para viver num zoo...

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Benedict Cumberbatch,

CRÍTICA [CINEMA] | "O Grinch", por Marlo George


Nono filme da Illumination Entertainment chega, finalmente, aos cinemas

Após um atraso de um ano, já que estava previsto para entrar em cartaz na temporada natalina de 2017, O Grinch estreia em salas de todo o mundo, porém chega cedo demais para "roubar o natal". Não posso afirmar, mas creio que a decisão de lançar o longa animado na janela de lançamentos de novembro se dê pelo fato de que o mesmo não teria condições de bater de frente com os futuros blockbusters do natal, como Aquaman, Bumblebee e O Retorno de Mary Poppins. Isso porque trata-se de um filme legalzinho, divertidinho, mas que não tem potencial de disputar as famigeradas bilheterias do período natalino.

Sem concorrentes do gênero atualmente nos cinemas, pode ser que O Grinch dê algum retorno.

Baseado na obra de Dr. Seuss, cujo trabalho não me agrada, assisti o filme policiando-me para não deixar que minha implicância com o material original afetasse minha experiência com a adaptação. O mesmo que fiz em 2004 quando adorei o excelente O Gato, com Mike Myers, outra produção Seussiana. De fato, minha expectativa baixa não atrapalhou minha impressão do filme, pois eu curti a animação, especialmente pelo fato de ser da Illumination, que já presenteou-me com clássicos modernos como Meu Malvado Favorito 1 e Minions. Acho o character design das personagens, que segue o mesmo estilo das produções anteriores, muito bem feito, pois é charmoso e tem aplicabilidade, funcionando muito bem enquanto está sendo animado. Visto que foram criados personagens de diversas dimensões, esse é um ponto que conta a favor.

A dublagem também ficou excelente, mas isso nada mais é do que o esperado. Afinal, a dublagem brasileira é muito profissional, mesmo quando atores sem muita experiência no ofício são escalados no elenco. O star talent da vez é nosso considerado Lázaro Ramos, que mandou muito bem como o protagonista do longa.


Um aspecto interessante é o fato de que em sua versão original, o Grinch é interpretado por Benedict Cumberbatch e não só a voz, mas os trejeitos, assim como as caras e bocas que a personagem animada faz remetem demais ao ator, considerado por 9 entre 10 cinéfilos um dos melhores da nova geração. O ranzinza adorável parece ter caído como uma luva na mão de Cumberbatch. Resta-me conferir isso na versão original.

Vale ressaltar que o filme tem basicamente a mesma premissa do longa live-action estrelado por Jim Carrey em 2000, porém é bem diferente em tom. Mas isso é uma vantagem, afinal, o filme com o ex-careteiro Carrey (que agora aposta em produções mais artísticas e menos cômicas) é bem menos divertido, diga-se de passagem.

A trilha sonora é chata demais, assim como as canções exploradas no filme. Pra falar a verdade, a aposta no gênero musical é um erro. Esse formato, animação musical, já anda desgastado, não tendo funcionado nem mesmo em Frozen: Uma Aventura Congelante (2013), filme que é chatérrimo, apesar de todo o sucesso que o longa, as personagens e, pasmem, as canções fazem até hoje.

De tudo, por tratar-se de um filme bom, O Grinch é um alívio para a Illumination e a Universal, cuja parceria vinha nos brindando, nos últimos anos, com filmes que variam do ruim ao péssimo, como é o caso de  Pets: A Vida Secreta dos Bichos (2016) e Meu Malvado Favorito 3 (2017), respectivamente.

Vale a pena dar uma conferida.



Marlo George assistiu, escreveu e gostaria de ver um filme de natal do Calvin & Haroldo. Mas o Watterson não deixa....

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Alpha Filmes,

CRÍTICA [CINEMA] | "Um Amor Inesperado", por Kal J. Moon

Destaque no Festival do Rio 2018, dirigido por Juan Vera, estrelado por Ricardo DarínMercedes Morán, "Um Amor Inesperado" reflete sobre o amor depois do "até que a morte os separe".

"Aquela tal liberdade"
Há quem diga que Ricardo Darín não faz filme ruim. Independente de ser verdade ou não, há de se convir que o cultuado ator argentino tem escolhido projetos cada vez mais acertados, com papéis que se encaixam como uma luva, entregando sempre personagens que tem mais a dizer do que está escrito no roteiro. E as fãs de Darín não terão do que reclamar sobre "Um Amor Inesperado", não apenas pela entrega de Darín, mas por ele dividir o protagonismo com Mercedes Morán - do recente "Sueño Florianópolis", também presente na programação do Festival do Rio - e fazer uma verdadeira parceria de atuação.

Na trama, vê-se a história de um casal que está prestes a mudar para sempre o rumo de suas vidas. Unidos há mais de vinte e cinco anos, Marcos (Ricardo Darín) e Ana (Mercedes Morán) se questionam profundamente sobre o amor, a natureza do desejo e a fidelidade. Assim, atravessam uma crise existencial que acaba levando-os à separação. No princípio, o novo cotidiano dos solteiros parece fascinante, mas aos poucos a coisa se torna monótona para Ana , ao mesmo tempo em que Marcos se vê no meio de um verdadeiro pesadelo.

O mais interessante sobre o roteiro - escrito por Daniel Cúparo e o próprio diretor Juan Vera -  é que ele explora sem delongas o que ocorre a um casal num relacionamento amoroso estável após a saída do único filho de casa (que, aparentemente, era quem unia o casal). O marasmo e o insuportável conforto de uma vida sem preocupações acaba se instalando como um desagradável perfume de odor agridoce. O real problema do casal se dá quando percebem que sua relação não tem mais mistério, aventura, sedução ou novidade para seguir em frente - proposta que conversa bem com "El Amor Menos Pensado", título original do filme.

A expertise da trama é se aprofundar no assunto sem soar piegas ou brega em momento algum. Os personagens têm diversas camadas e, mesmo que tenham mudado no percurso da trama por conta das novas experiências que cada um deles passam a viver longe após cerca de três anos de separação, ainda continuam essencialmente os mesmos, porém diferentes daquele momento de marasmo depois de 25 anos de casamento.


Ainda que seja um assunto sério e até mesmo delicado, existe espaço para um sensato bom humor, em cenas engraçadas como o pior encontro da História da Humanidade (protagonizada por Darín) ou a esquisitice de uma transa regada a perfumes exóticos e absinto (protagonizada por Morán).

A química entre Morán e Darín é perceptível, palpável e premente, fazendo-nos acreditar que ambos já tiveram uma história juntos que não assistimos. O casal de protagonistas está muito bem - assim como todo o elenco - entregando uma atuação impecável, onde Darín mostra que seu personagem é racional e sensível - até em momentos bem sutis, como quando está digitando num chat ou quando perguntado sobre um assunto do qual não tem certeza da resposta -, e Morán, mesmo em momentos de aflição, é a serenidade em pessoa.

Mas existe espaço também espaço para cenas de ternura e compaixão - uma delas inacreditavelmente emocionante ao som de uma canção do saudoso cantor brasileiro Wando.

Em diversos momentos, têm-se a impressão de estar assistindo uma peça de teatro, tamanha a profusão de diálogos e a postura do elenco em algumas cenas - lembrando o que foi feito em "Pequeno Dicionário Amoroso", filme brasileiro dirigido por Sandra Werneck - além da sagacidade e inteligência dos personagens (dom que os separou e também os atraem). É bem satisfatório notar que os personagens evoluem de acordo com as experiências que participam mas, no fim das contas, continuam os mesmos, porém irreversivelmente afetados pela carga emocional que passaram. Os protagonistas se redescobrem - ela na dança, ele se reavaliando -, sendo pessoas melhores do que quando começaram a contar essa história.

Um filme sóbrio acerca da permissividade das relações humanas, para se assistir sem atropelos e preparando-se par refletir como será depois do "e viveram felizes para sempre".




Kal J. Moon é divorciado, não usa Tinder e não tem inveja de quem acredita no amor eterno enquanto dure. O importante é ser feliz...

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Billy Ray,

CRÍTICA [CINEMA] | "Operação Overlord", por Kal J. Moon

Destaque no Festival do Rio 2018, dirigido por Julius Avery e estrelado por um elenco composto por bando de desconhecidos, "Operação Overlord" é um legítimo exemplar do cinema trash, cuja estética parece estar de volta à voga...

Trash deluxe

Misturar gêneros cinematográficos é o que Hollywood menos consegue com perfeição. Mas "Operação Overlord" chega bem perto. Imagine a sanguinolência de "O Resgate do Soldado Ryan" misturada com fortes doses de "A Ilha do Dr. Moreau" e uma pitada do clima dos quadrinhos do anti-heroi Hellboy... O resultado é o roteiro de "Operação Overlord", que se assume como formulaico e genérico desde sua primeira cena, sem a menor vergonha, como se fosse uma paródia dos quadrinhos da revista "Krypta".

Na trama, a história de um grupo de paraquedistas americanos que, durante uma missão na Segunda Guerra Mundial, descobre que o inimigo é muito pior do que pensava. Com um misto de terror, ação e suspense, a trama tem início apenas algumas horas antes do fatídico 'Dia D', quando uma equipe de paraquedistas americanos entra na França ocupada pelos nazistas para uma missão crucial para o sucesso da invasão. Com a tarefa de destruir um transmissor de rádio no topo de uma igreja fortificada, os soldados desesperados unem forças com um jovem do vilarejo francês para penetrar nas paredes e derrubar a torre. Mas, depois de descobrirem um laboratório nazista misterioso abaixo da igreja, os soldados em menor número ficam frente a frente com inimigos diferentes de tudo o que o mundo já viu...

Embora o roteiro de Billy Ray (ao lado de Mark L. Smith) seja óbvio do início ao fim, desde a apresentação de um herói relutante, um líder nato, um interesse romântico que se mostra bem mais que isso, um alívio cômico involuntário e um vilão caricato ao extremo, estranhamente existe um charme inerente a um elenco de atores nada conhecidos mas que seguram bem a rabuda de estrelar um filme sob a chancela de ninguém menos que J. J. Abrams - e que pode virar uma nova franquia, anotem o que digo. Infelizmente, existem algumas cenas que teimam em explicar o que o público já suspeita ou tem certeza do que acontecerá, criando uma história mais longa do que deveria.

O que mais impressiona nessa experiência é a edição de som - comandada por Christopher Bonis -, criando uma atmosfera imersiva a ponto de fazer a plateia PULAR DA POLTRONA a cada tiro e explosão. Outro achado é a inspirada trilha sonora de Jed Kurzel, emulando bem o que já foi feito em inúmeros filmes de guerra, mas ainda assim com bastante originalidade. Destaque também para o figurino criado por Anna B. Sheppard, criando uma "soberania" aos "vilões" e deixando os heróis com um aspecto de sujeira que faltou bem o clima da guerra e da dificuldade que passaram.

Já a direção de fotografia de Laurie Rose e Fabian Wagner tem alguns problemas, tentando criar uma atmosfera participativa por parte do espectador, acabou lembrando-o o tempo todo que é algo distanciado sendo filmado - só para se ter uma ideia, numa cena específica cai um tecido SOBRE A CÂMERA e é retirada rapidamente (mas dá para notar!). Entretanto, a direção geral de Julius Avery é competente o suficiente para gerar belas cenas de ação, tensão e suspense na medida certa que um filme do gênero merece.

"Operação Overlord" é um entretenimento honestíssimo, que não entrega nada além do que promete. Mesmo assim, é um filme assumidamente trash, porém feito com muito mais recursos. Ou seja: diversão garantida. Mignola e Del Toro ficariam orgulhosos...


O recurta Kal J. Moon passou vergonha no cinema de tanto que se assustou com as cenas de tiro...

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Cinema do Brasil,

O SEGREDO DE DAVI | Diretor e elenco comentam trama sobre serial killer

Diego Freitas (foto), diretor e roteirista de “O Segredo de Davi” - que estreia em 22/11/2018 - conta no inédito vídeo de bastidores que, num belo dia, teve uma ideia: o que aconteceria se um garoto deixasse de ser amado? A partir dessa pergunta e das possíveis respostas, ele escreveu o roteiro do filme protagonizado por Nicolas Prattes (foto), que faz sua estreia nas telonas. O ator dá vida a esse anti-herói cheio de mistérios, numa trama focada em um jovem universitário que se transforma num famoso serial killer.

>>> Clique AQUI para assistir o vídeo

"A história do filme é de um garoto que está cometendo crimes bárbaros justamente para ser amado de novo ou para ter um amor que nunca teve - revela o diretor.  “O longa fala sobre um estudante de cinema de 20 anos que mora sozinho no Centro de São Paulo e ama filmar coisas e pessoas. É um dos roteiros mais incríveis que eu já li na minha vida até hoje. Eu nunca tinha visto nada que eu pudesse dizer ‘nossa, já li em tal lugar ou já vi em tal filme’”, completa Nicolas. 

Na trama, Davi é um tímido estudante de cinema que esconde um passado sombrio. Ao visitar sua vizinha Maria, um instinto esquecido vem à tona e Davi comete o seu primeiro assassinato. Na manhã seguinte, para surpresa de Davi, Maria reaparece em seu apartamento e passa a influenciar o garoto a seguir numa jornada de crimes que revelará a sua verdadeira natureza: a de um serial killer.

Com distribuição da Elo Company, o longa ainda traz no elenco nomes como João Côrtes, Cris Vianna, Bianca Muller, Eucir de Souza, Giselle de Prattes, André Hendges e Neusa Maria Faro.

Fonte: Elo Company (via press-release)

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Cinema do Brasil,

42ª MOSTRA SP | Repescagem tem 25 filmes para assistir!

Perdeu a 42ª Mostra SP? Não precisa se preocupar pois a  repescagem oferece uma nova chance de o público assistir a filmes que estiveram na programação das duas semanas da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.


Integram a programação extra da Mostra - que acontece no Cinesesc até 07/11/2018 - parte dos finalistas do Troféu Bandeira Paulista, e filmes premiados pelo público e pela crítica, como 'Cafernaum' e '¡Las Sandinistas!', em pelo menos três sessões diárias. Confira as datas e horários das sessões:

SEGUNDA - 5/11
14h: La Hora de Los Hornos, de Fernando E. Solanas, Octavio Getino (260'). Argentina. Falado em espanhol, inglês, português. Legendas em francês, inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 14 anos.

18h45: De Pai para Filho (Father To Son), de Ya-Chuan Hsiao (115'). Taiwan. Falado em mandarim. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 16 anos.

21h: Infiltrado na Klan (Blackkklansman), de Spike Lee (135'). EUA. Falado em inglês. Legendas em português. Indicado para: 14 anos.


TERÇA - 6/11
14h: O Enterro de Kojo (The Burial Of Kojo), de Blitz Bazawule (80'). Gana. Falado em akan, inglês. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 16 anos.

15h50: O Segredo de Nápoles (Naples In Veils), de Ferzan Ozpetek (112'). Itália. Falado em italiano. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: Livre.

18h10: Sócrates, de Alex Moratto (71'). Brasil. Falado em português. Legendas em inglês. Indicado para: 14 anos.

19h50: Tornando-se Astrid (Becoming Astrid), de Pernille Fischer Christensen (123'). Suécia, Dinamarca. Falado em sueco, dinamarquês. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 12 anos.


QUARTA - 7/11
14h: Estranhos da Paciência (Strangers Of Patience), de Vladimir Alenikov (103'). Rússia. Falado em russo. Legendas em inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 14 anos.

16h10: Torre das Donzelas (Mainden's Tower), de Susanna Lira (97'). Brasil. Falado em português. Legendas em inglês. Indicado para: 14 anos.

18h10: La Quietud (The Quietude), de Pablo Trapero (111'). Argentina. Falado em espanhol. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 18 anos.

20h20: Nuestro Tiempo (Our Time), de Carlos Reygadas (173'). México, França, Alemanha, Dinamarca, Suécia. Falado em espanhol, inglês. Legendas eletrônicas em português. Indicado para: 18 anos.

A pedido da Mostra a indicação etária dos filmes foi sugerida por seus respectivos produtores. Programação sujeita a alterações.

Fonte: 42ª Mostra SP (via press-release) 

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