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    terça-feira, 20 de novembro de 2018

    CRÍTICA [CINEMA] | "Refém do Jogo", por Kal J. Moon

    Dirigido por Scott Mann, estrelado por Dave Bautista, Ray Stevenson, Amit Shah, Lara Peake e participação especial de Pierce Brosnan, "Refém do Jogo" diverte bastante sem precisar ser original.

    No cumprimento do dever (do entretenimento)
    Sem precisar pensar muito, esse filme é praticamente uma refilmagem / atualização de "Morte Súbita" (estrelado por Van Damme nos anos 1990), também se passando em "tempo real" - pouco mais de 90 minutos, duração oficial de uma partida de futebol.

    Na trama, Michael Knox (Bautista) é um ex-soldado americano que precisará utilizar todas as suas habilidades militares para salvar uma multidão de 35 mil pessoas em um estádio de futebol. Além disso, sua sobrinha (Peake) foi sequestrada e está sendo feita refém pelos terroristas. Michael terá apenas 90 minutos para salvar a vida de todos no estádio e impedir que uma tragédia aconteça.

    Dave Bautista segue à risca a cartilha dos "brucutus porradeiros" dos anos 1980 com maestria aqui: esbanja carisma, tem pleno domínio de cena durante as (muitas) lutas e até mesmo se esforça para entregar algo decente nos (poucos) momentos dramáticos da trama - nada feito para ganhar Oscar de Melhor Ator nem nada mas está um passo adiante de seus concorrentes diretos nesse sentido.

    O elenco coadjuvante está afiado e entrosado. Como o roteiro é redondinho, facilitou bastante a sinergia entre atores e atrizes. Destaque óbvio para Amit Shah - que interpreta Faisal Khan - o perfeito alívio cômico em cena. Sabe aquela pessoa medrosa e desastrada que fala um monte de asneiras quando está apavorada mas pode-se contar com ela em momentos difíceis? Então... Já Ray Stevenson está correto como o terrorista idealista em busca do irmão - este último interpretado por um afetado Pierce Brosnan, que não compromete o entretenimento mas que é no mínimo esquisito vê-lo interpretar um cidadão russo daquele jeito, ah, isso é...

    A direção de fotografia de Emil Topuzov - aliada à edição e montagem - emula bem o clima de tensão necessária a uma narrativa entrecortada bem própria do gênero - e funciona também nos diversos momentos de luta, vários deles reprisando movimentos utilizados na WWE, liga de wrestling de onde Bautista surgiu para o estrelato antes de ficar conhecido como o Drax de "Guardiões da Galáxia" (um deles é bem intenso e enervante, se passando numa cozinha, com uma fritadeira cheia de óleo fervente).

    Tem umas ~"mentiradas brabas", vai. Umas leves e outras bem difíceis de engolir - a principal é justamente a tal cena da fritadeira citada acima. Mas quer saber? Faz parte desse tipo de filme se utilizar desses artifícios para jogar a trama para frente a todo custo. "Regra do Jogo" não revolucionará o gênero nem ganhará prêmios. Mas é um filme "brucutu RAIZ" com o melhor que esse tipo de entretenimento tem a oferecer.




    Kal J. Moon assiste filmes em tempo real regularmente. São de uma série chamada "vida".
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