Ben Affleck,

THE BATMAN | Ben Affleck não será mais o Batman!


Ben Affleck não será mais o cruzado embuçado!

De acordo com o site Deadline, a Warner Bros. já tem data de lançamento do novo filme do Batman, 25 de junho de 2021. O longa-metragem será escrito e dirigido por Matt Reeves e irá mostrar um jovem Bruce Wayne, o que descarta a participação de Ben Affleck na nova aventura do cavaleiro das trevas. Lembrando que Affleck vestiu o capuz negro do herói em Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça, Esquadrão Suicida e Liga da Justiça.

Na rede social Twitter, Affleck comentou que está "ansioso pra ver The Batman no verão de 2021, e conferir a visão de Matt Reeves ganhar vida".

A dedline informa ainda que The Batman, título provisório do filme, não será baseado na HQ Batman: Ano Um, de Frank Miller, uma das graphic novels mais famosas do morcegão.

Ainda não temos informações sobre quem irá herdar o manto do Batman nesta nova super-produção.

Fonte: Deadline

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Cartazes,

MALIGNO | Terror com estrela de 'Orange Is The New Black' ganha cartaz e novo trailer!

Com direção de Nicholas McCarthy, "Maligno" traz a estreia de Taylor Schilling - atriz indicada ao Emmy e ao Globo de Ouro - no gênero de terror. O elenco do filme conta também com Jackson Robert Scott, Peter Mooney e Colm Feore. Com roteiro de Jeff Buhler, trilha sonora de Joseph Bishara e produção de Tripp Vinson, a Imagem Filmes é a distribuidora responsável pelo lançamento no Brasil em 14/03/2019.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!
Cartaz oficial (Divulgação)
Em "Maligno", acompanhamos a história de Sarah (Taylor Schilling) e John (Mooney), um casal feliz com o nascimento de seu primeiro filho, Miles (Scott), que, desde o início, apresenta um desenvolvimento bastante precoce para a sua idade. Inicialmente, Miles é considerado uma criança prodígio, mas, com o passar do tempo, seu comportamento deixa de ser motivo de orgulho para seus pais e se transforma em algo perturbador. É quando o lado violento de Miles vem à tona, que uma série de trágicos eventos passa a assombrar a vida da família. Com um crescente terror tomando conta de tudo ao seu redor, Sarah passa a acreditar que algo maligno e sobrenatural pode estar agindo sobre seu filho, controlando todas as suas ações. Ela agora precisa descobrir o que há de errado com Miles para tentar ajudá-lo a fugir de um trágico destino.

O elenco de "Maligno" conta ainda com nomes como Brittany Allen, David Kohlsmith, Byron Abalos, Paula Boudreau e Olunike Adeliyi.

O filme se desdobra através de uma série de reviravoltas que passam a confundir as linhas entre o real e o imaginário, o lógico e o sobrenatural. Enquanto Sarah lida contra a força que está agindo sobre Miles, ela enfrenta outro grande dilema: é possível silenciar seu instinto materno de amar e proteger seu filho, mesmo quando algo maligno parece ter tomado conta dele? Como saber onde um termina e começa o outro?

Em recente entrevista, a atriz Taylor Schilling afirma que, em um filme de terror, "você precisa gritar e enfrentar situações verdadeiramente tensas. Mas o mais desafiador [em 'Maligno'] foram os momentos de silêncio entre Sarah e o seu filho. Existe uma linha tênue entre o amor e o terror absoluto". A atriz afirma ainda que essa é "a história de uma mãe que precisou ir a lugares que ela nunca imaginou para proteger o seu filho, sendo forçada a descobrir uma parte muito mais resiliente de si mesma, a qual ela nunca havia tido acesso antes".

Fonte: Imagem Filmes (via press-release)

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Canal Space,

INTO THE DARK | Série de filmes de terror já tem data de estreia no Brasil

Em 25/01/2019, às 22h30, o canal pago Space exibe, com exclusividade na América Latina, o primeiro dos 12 longas de terror da série "Into the Dark" - de 90 minutos de duração cada -, produzidos pelo aclamado Jason Blum, da Blumhouse. Inspirada nas datas comemorativas de cada mês do ano, como Halloween, Natal, Réveillon, Dia dos Namorados, entre outras, a série de filmes explora o lado mais obscuro da humanidade e a relação do homem consigo mesmo.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!


Primeiro dos 12 longas, “Réveillon Macabro” (“New Year, New You”) conta a história um grupo de amigas millennials que organiza uma noite de garotas na véspera do Ano Novo para se reencontrarem. À medida que começam a vir à tona antigas recordações, brincando de 'Eu nunca', rancores e segredos que estiveram ocultos por muito tempo se manifestam das maneiras mais infames e surpreendentes.

Cada filme terá elenco e personagens distintos, dentre eles Tom Bateman ('O Médico e o Monstro'), Dermot Mulroney ('O Casamento do Meu Melhor Amigo') e Matt Lauria (da série 'Tudo Pela Vitória'). “Réveillon Macabro” tem reprise em 31/01/2019, às 22h30.

Fonte: Space (via press-release)

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Alake Shilling,

MINNIE MOUSE | Disney celebra data comemorativa para homenagear namorada do Mickey

Para comemorar a Minnie Mouse a cada ano, no dia 22 de janeiro, a Disney encoraja seus amigos a se vestirem com bolinhas e celebrar a incomparável influência de Minnie no "Dia Nacional do Poá" (ou 'National Polka Dot Day', no original).


Em 2019, Minnie, uma das personalidades mais reconhecidas no mundo e uma musa para designers de moda, artistas e fãs - que já tem sua estrela na Calçada da Fama - será homenageada em Nova York com a apresentação de um novo trabalho de arte inspirado por ela que será revelada no "Mickey: The True Original Exhibition" para continuar as comemorações do 90º aniversário de Mickey e Minnie Mouse. Confira abaixo um pedacinho da tela:


A artista Alake Shilling, pintora e ceramista baseada em Los Angeles, conhecida por suas obras altamente texturizadas que emprestam elementos da natureza e memórias para produzir mundos de fábulas psicodélicas, foi quem criou a peça inspirada em Minnie exclusivamente para a exposição, que irá fazer parte da sala "Burst into Color" ("Explosão de cores").

>>> Clique AQUI para assistir a artista Alake Shilling falando sobre sua obra!

Perguntada sobre a inspiração por trás da obra de arte, Alake disse; "Minha inspiração para interpretar a Minnie Mouse é o meu amor por 'Silly Symphony', da Disney. Eu queria criar um desenho com a Minnie Mouse como foco, e isso, por sua vez, tinha o mesmo ritmo de uma animação da Silly Symphony. "

Fonte: Mickey: The True Original Exhibition (via press-release)

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Canto I,

JARDS MACALÉ | Cultuado cantor e compositor apresenta nova canção

Após vinte anos sem apresentar músicas inéditas, Jards Macalé (foto) lança o single "Trevas", indicando com precisão os rumos que o artista seguiu para o novo álbum. O lançamento dele está previsto para o primeiro trimestre de 2019.

>>> Clique AQUI para assistir o clipe!


Canção construída a partir de um poema "Canto I" - de Ezra Pound, em tradução de Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos -, a música revela o Brasil que o músico e compositor vê diante de si. "Chegamos ao limite da água mais funda", canta Jards num de seus versos que se repete ao longo da construção sonora marcada pelos violões de Jards e Kiko Dinucci, além do baixo de Pedro Dantas, bateria de Thomas Harres e guitarra de Guilherme Held.

O texto duro e desesperançoso da canção, que caminha às vezes sobre, às vezes sob uma densa convenção rítmica aberta pela guitarra de Held, e entrecortada pela bateria de Thomas, chega, na segunda parte da música – essa de acento mais lírico e melódico – a uma certeira síntese, com o literal afogamento do canto de Macalé.

Processo criativo
Num estágio já avançado do processo do álbum, já quase no fim da gravação do disco, enquanto todos escutavam a gravação de "Trevas", Jards saiu da sala sem avisar para buscar na lanchonete do estúdio uma bacia com água. Retornou ao modo Macalé de ser, bradando ao técnico: "Microfone essa bacia, porque eu vou testar uma coisa!". E sem ter comunicado a ninguém sua ideia, enfiou a cara na bacia com água e cantou a letra da segunda parte, além de fazer um improviso vocal durante o solo de guitarra.

"A mim, pessoalmente, se tivesse me contado sua ideia, certamente teria tentado dissuadi-lo de realizá-la, por talvez achar redundante e ingênua a tentativa de emular o trecho da letra que diz 'Chegamos ao limite da água mais funda' debaixo d'água", comenta Rômulo Fróes, diretor artístico do trabalho. "Mas o fato é que esse procedimento não apenas injetou um veneno que Macalé tanto queria para essa parte, como criou novas metáforas nada ingênuas. Foi mais um dos muitos ensinamentos que Macalé nos presenteou de modo nada didático, durante todo o processo do disco. Coisas de um artista verdadeiro!", completa o diretor.

"'Trevas' é sobre o Brasil do futuro. Chegamos ao poço mais fundo, chegamos ao limite, chegamos ao Brasil de 2019", comenta Jards. O novo álbum é o primeiro a reunir composições inéditas desde 1998, quando o artista lançou "O Q Eu Faço É Música". Além de Capinam, parceiro de longa, o trabalho reúne novos nomes do cenário brasileiro como Ava Rocha, Tim Bernardes, Clima, Rodrigo Campos, Kiko Dinucci, Rômulo Fróes e Thomas Harres.

O projeto foi selecionado pelo selo Natura Musical por meio do edital 2017, com o apoio da Lei Rouanet. "O patrocínio do programa a este novo trabalho do Jards reverencia todo o legado que o artista ajudou a construir para música brasileira e aposta no que a ousadia dele é capaz de impulsionar. Jards tem o dom de instigar, provocar e inquietar. E essa injeção de vida é mais do que necessária para este momento e para o futuro da música", diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura.

Fonte: Natura Musical (via press-release)

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APAMPA,

APAMPA | Banda lança novo clipe

A banda APAMPA lança novo single do seu álbum "Capitulo 2". A canção escolhida foi "Dei de Cara", que também ganhou clipe com a co-direção de Filipe Godoi e Caco Grandino (NXZero/Art Intel Media), estreando na função atrás das câmeras.

>>> Clique AQUI para assistir!   


O clipe foi idealizado durante um momento de descontração da banda, enquanto os integrantes começaram a pensar como seria se o APAMPA invadisse a TV. E foi desse ponto que o roteiro se desenrolou. No vídeo, enquanto os integrantes Hec, Renan Sabaddini e Matheus Padoca (todos na foto) sentam lado a lado no sofá e começam a passar pelos canais da TV se dão conta que estão inseridos em todos os programas, nas mais diversas situações, desde sátiras em versões dos filmes “A Bruxa de Blair”, “Psicose” e até como apresentadores de telejornal.   

Em 2017, eles lançaram o álbum “Capítulo 2”, que conta com sete faixas - todas produzidas e gravadas pelos próprios integrantes. O álbum deu continuidade na história da banda e a deixou ainda mais consistente. Cada música tem sua personalidade e transmitem esse momento mais do que especial, o primeiro álbum da banda. Para 2019 preparam um novo disco com músicas inéditas.

A canção "Dei de Cara" está disponível em todas as plataformas digitais de streaming - ouça AQUI!

Fonte: Assessoria Banda APAMPA (via press-release)

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Ana Reber,

MAL ME QUER | Série cômica com Julia Rabello já tem data de estreia

Protagonizada por Julia Rabello (foto) e Felipe Abib (foto), "Mal Me Quer" estreia em 07/02/2019, às 19h30 no canal pago Warner.
Crédito de foto: Stella de Carvalho / Divulgação
(Todos os direitos reservados)

Na trama, conhecemos Marcel (Felipe Abib), um ingênuo agente de viagens, e Olívia (Julia Rabello), uma dentista ~"sincerona", um casal que não tem motivos para se separar. Porém, após Marcel ser enganado por seu contador e ver sua família à beira da falência, o casal encara a mentira de entrar em um divórcio para resguardar o patrimônio. Ao buscarem motivos falsos para justificarem a separação litigiosa, Marcel e Olívia encontram inúmeras razões reais que os fazem repensar a relação.

A situação se agrava quando os três filhos respondem de maneiras diferentes à notícia. O do meio, JP (Lipe Volpato), se aproveita do divórcio para tirar vantagem de tudo; a mais velha, Manuela (Klara Castanho, foto) só pensa em fazer intercâmbio e se livrar dos irmãos; e Bruna (Chiara Scalett), mesmo sendo a mais nova, se torna uma espécie de ~"juíza" particular da família.

Composta de seis episódios de 30 minutos, "Mal Me Quer" é uma coprodução com a Boutique Filmes, sob a direção geral de Ian SBF, criação e roteiro de Ana Reber e Rodrigo Castilho e produção executiva de Tiago Mello.

Fonte: Warner Channel (via press-release)

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Alfonso Cuarón,

ROMA | Filme de Alfonso Cuarón terá exibições especiais nos cinemas brasileiros

Lançado na plataforma de streaming Netflix desde 14/12/2018, o filme "Roma" ganha sessões especiais em algumas salas de cinema do Brasil. A Vitrine Filmes levará o longa para exibições únicas e exclusivas em Florianópolis (SC), Palmas (TO) e Niterói (RJ)

Os ingressos podem ser adquiridos no site oficial do evento, onde também pode ser consultada a programação completa com cinemas e horários das sessões. 

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!

Do diretor vencedor do Oscar® Alfonso Cuarón ("Gravidade" e "Filhos da Esperança"), "Roma" foi premiado no Globo de Ouro 2019 nas categorias Melhor Direção e Melhor Filme Estrangeiro. Além disso, o filme recebeu o Leão de Ouro, prêmio máximo do Festival de Veneza, em setembro de 2018. Este é o projeto mais pessoal deste diretor e roteirista. A história retrata a vida de Cleo (Yalitza Aparicio), empregada doméstica de uma família de um bairro de classe média da cidade do México chamado Roma. Em uma declaração de amor às mulheres que o criaram, Cuarón se inspira na própria infância para traçar um retrato vívido e comovente dos conflitos domésticos e da hierarquia social durante as turbulências políticas dos anos 1970.

Além do Brasil, "Roma" também terá sessões em cinemas selecionados em Los Angeles, Nova York e outras cidades nos Estados Unidos, México, Toronto e Londres. Desde a estreia em 21/12/2018, "Roma" amplia o circuito de exibição nos Estados Unidos e em mais de 700 cinemas globalmente,  incluindo em formato 70mm.

Fonte: Vitrine Filmes (via press-release)

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E! Entertainment Television,

MYSTERIES & SCANDALS | Seriado sobre assustadores crimes reais chega à TV brasileira

O canal pago E! Entertainment apresenta "Mysteries & Scandals" - que estreia em 18/01/2019, às 22h - seriado sobre crimes reais que investiga alguns dos mistérios mais famosos e escândalos mais notórios. Através de imagens de arquivo, histórias inéditas e recriações dramáticas, esta série de pesquisa mostra um retrato realista de crimes lendários e eventos marcantes que estamparam manchetes e até hoje impactam e chocam.

Apresentado e produzido pela renomada jornalista Soledad O'Brien - vencedora de múltiplos Emmys e do Peabody Award - , o show revisitará vários casos famosos, como o de O.J. Simpson, a triste história em Atlanta de Bobby Kristina Brown - que morreu em 2015 de forma similar à sua mãe famosa, Whitney Houston, três anos antes. A jornalista cobriu a história na época dos acontecimentos, mas agora conseguiu ter uma melhor ideia do estado de espírito de Bobby Kristina, após obter mais detalhes da família e dos investigadores.


Outros casos que o show apresenta, caíram na obscuridade, como o assassinato da atriz Christa Helm in 1977; os casos de Richard Ramirez, assassino e estuprador satanista no início dos anos 80 e o caso dos quatro corpos encontrados brutalmente assassinados em Hollywood Hills, em 1981. A história deste último e horrendo crime envolveu um prolífico ator pornô, um importante empresário da noite de Los Angeles e uma garota adolescente envolvida com ambos. E até mesmo o caso Michael Jackson é investigado.


"Foi a oportunidade de me aprofundar nas histórias que cobri como repórter. Quando você está nesta função todos os dias, não consegue realmente entender a extensão de tudo que aconteceu", explica O'Brien.

Fonte: E! Entertainment (via press-release)

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animação,

BEN 10 | Confirmada quarta temporada da série animada!

O mundo de Ben 10 está crescendo: está confirmada a estreia global da quarta temporada em 2020 no canal pago Cartoon Network
Cartaz oficial (Divulgação)
Ben, sua prima Gwen e o vovô Max viverão grandes aventuras viajando no novo Omni-Cóptero por alguns dos destinos mais populares do mundo, como Itália, Japão e México. O público continuará vivendo todas as transformações alienígenas e batalhas repletas de ações, e a novidade é que Ben também descobrirá uma chave especial. Com isso, seu amado Omnitrix ganhará a armadura "Omni-Kix", aumentando ainda mais o poder de seus alienígenas.

Ben 10 está atualmente em sua terceira temporada, com novos episódios retornando no final deste mês nos Estados Unidos, e a partir de fevereiro de 2019 no Brasil. Neste ano, a animação contará com novos aliens, veículos e um novo inimigo, Kevin 11, que desenvolveu o Anti-trix – uma versão personalizada do Omnitrix, que pode ser ativada para produzir versões alternativas dos heróis alienígenas de Ben.

No terceiro trimestre de 2018, o programa foi assistido por mais de 182 milhões de pessoas no mundo todo! Ben 10 é produzido pela Cartoon Network Studios e tem produção executiva da Man of Action Entertainment (de "Big Hero 6" e "Generator Rex"), com John Fang (de "Mixels" e "Generator Rex") como produtor executivo.

Fonte: Cartoon Network (via press-release)

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Anya Taylor-Joy,

CRÍTICA [CINEMA] | "Vidro", por Kal J. Moon

Escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, estrelado por Bruce Willis, James McAvoy, Samuel L. Jackson, Sarah Paulson, Anya Taylor-Joy e grande elenco, "Vidro" é o encerramento de uma trilogia que ninguém sabia que existia.


"Dizem que esse tem um final diferente...."
Nós últimos anos, Shyamalan passou de um cara odiado por muitos a um cineasta com o qual possamos nos importar com seus filmes. Após deslizes como "Fim dos Tempos" e "A Visita" (mesmo que esse último tenha feito muito dinheiro nas bilheterias e garantido um novo público aos filmes criados por Shyamalan), foi mesmo com "Fragmentado" que tanto novos como antigos fãs passaram a torcer por sua verve narrativa. Até porque sabe-se na última cena desse filme, que trata-se de uma continuação direta de "Corpo Fechado", seu filme mais cultuado (mesmo que crítica e público torceram o nariz quando de sua estreia há quase vinte anos).

Devo dizer que esse momento é muito importante para mim, uma vez que minha primeira crítica foi justamente de "Corpo Fechado", numa publicação independente sobre cultura POP chamada "Impressão Digital", no já distante ano de 2001. Vale salientar que o filme foi um dos que mais assisti na vida, estudando sua linguagem, narrativa, interpretações - chego a pronunciar algumas falas a cada reexibição - pois considero um verdadeiro libelo à arte das histórias em quadrinhos (hoje laureada mas o mundo era bem diferente no início dos anos 2000 - acredite, não era legal ser chamado de "nerd", bem, ainda não é...).

Dito isso, informo que sua expectativa é que vai ditar se esse filme vai funcionar para você.

Na trama, David Dunn (Willis) prossegue fazendo rondas noturnas e combatendo o crime como vigilante com a ajuda de seu filho Joseph (Spencer Treat Clark), agora um rapaz metido a hacker. Até que Dunn esbarra em Hedwig (McAvoy) e descobre, através de seus poderes ~"mediúnicos", onde um grupo de cheerleaders estão presas pelo homem com múltiplas personalidades. Enquanto se enfrentam, a polícia chega e, junto com a Dra. Ellie Staple (Paulson), leva-os a uma respeitada instituição de tratamento psiquiátrico, que tem como paciente... Elijah Price (Jackson), mais conhecido como "Senhor Vidro".

O roteiro de Shyamalan peca por não saber direito a quem agradar. Não importa se ele fez de "Vidro" nada mais que "Fragmentado 2" com fortes interferências de "Corpo Fechado 1 1/2". O que importa é que ele precisa, após o inesperado sucesso de "Fragmentado", não decepcionar a quem curtiu o filme estrelado por McAvoy tanto quanto os poucos mas fiéis seguidores da película estrelada por Willis e Jackson. O real problema aqui é que temos o tom de "Corpo Fechado" com a narrativa cinética porém psicológica de "Fragmentado" colidindo e se esmurrando. Se o espectador sentiu uma certa "estranheza" por conta da revelação no terceiro ato de "Fragmentado", bem, vai ficar bem desconfortável quando souber o que o espera em "Vidro". E, por conta disso, bem, alguém sairá decepcionado, de acordo com sua própria expectativa.

Infelizmente, o roteiro é um tanto extenso, cheio de cenas desnecessárias, criando "barrigas" onde não deveria, estendendo-se por puro luxo de querer trazer a ~"realidade" para perto da ~"fantasia" (tópico constante na grande maioria dos roteiros escritos por ele ) estabelecida nos dois primeiros filmes da trilogia. É como se "Tio Shy" tentasse espremer e ampliar todos os conceitos que necessitariam de muito mais espaço para se desenvolverem e ele estivesse preocupado apenas em terminar essa "saga" para, quem sabe, aplicá-la melhor em outra mídia, como a TV ou os portais de streaming, num seriado que se passaria antes ou depois desses filmes.

A trama trata esses "super-seres" como uma anomalia - algo bem ofensivo quando se percebe a real alfinetada cheia de preconceito em relação ao consumo desenfreado promovido por produtos direcionados ao público geek / nerd / POP (mas parte do que é dito pode ser encarado como a mais pura verdade). E não, não tem como entender "Vidro" plenamente sem ter assistido "Corpo Fechado" e "Fragmentado".

Existem boas cenas, é verdade, e um pouco mais de coerência em relação às personagens de James McAvoy - que, aliás, sem sombra de dúvida, é a estrela aqui, ainda que um pouco a contragosto. Mas tinha de ~"idiotizar" o restante das personagens (repare como a maioria das pessoas parecem meio bobas sem um motivo aparente) para dar destaque a ele? Bem injusto um filme que se chama "Vidro" onde Samuel L. Jackson aparece menos que os outros personagens...

O numeroso elenco está bem e até tem participação equilibrada - somente Anya Taylor-Johnson tem um papel menor (ainda que importante) em relação ao que vimos em "Fragmentado" mas nada que realmente atrapalhe o entretenimento.

Nós quesitos técnicos, a trilha sonora é okay, evocando tanto o heroísmo quanto a vilania como dois lados de uma moeda riscada. Já a direção de fotografia tem diversas tomadas com ângulos ousados e planos fora do básico, emulando perfeitamente painéis de história em quadrinhos.

Apesar dos problemas apresentados, "Vidro" encerra dignamente a trilogia desse ~"universo"  ultra-contido. Mas repito: vá assistir com expectativa baixa ou talvez acabará se iludindo e esperando um filme completamente diferente do que foi proposto por Shyamalan, que até "passa de ano" (raspando), mesmo que ainda precise se desvincular de alguns vícios como autor. Melhor sorte na próxima...




Kal J. Moon sempre foi chamado de "perturbado" quando criança mas nunca desenvolveu super-poderes. Isso foi o que todo mundo pensou... (risada maligna)

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Amigos para Sempre,

CRÍTICA [CINEMA] | "Amigos para Sempre", por Kal J. Moon

Dirigido por Neil Burger e estrelado por Bryan Cranston, Kevin Hart e Nicole Kidman, "Amigos para Sempre" é o mais novo remake de "Intocáveis", uma das maiores bilheterias do cinema francês. Mas... vale a pena? Que bom que perguntou...

Remake para quem precisa...
Dizem por aí que o público norteamericano não gosta de assistir a filmes legendados. E, se não for animação, filmes dublados também são evitados a todo custo. E essa seria uma das fortes razões para a profusão de remakes produzidos na terra de Tio Sam com material fonte além das fronteiras estadunidenses. A principal, claro, é a crise de criatividade que ronda Hollywood há uns bons 30 anos - talvez mais - e investir numa história que já se provou como sucesso em outros países é mais garantido do que investir em algo novo e com retorno financeiro um tanto incerto.

Independente da verdade, o fato é que "Amigos para Sempre" é mais um remake - esse já é o segundo! - do filme "Intocáveis", película originária da França, que alçou o ator Omar Sy ao imediato estrelato e dicou, durante anos, como a maior bilheteria daquele país, além de sucesso de crítica ao redor do mundo.

"Amigos para Sempre" narra a inesperada amizade entre Phillip Lacasse (Cranston), um bilionário da Park Avenue que ficou paralisado após um acidente de parapente, e o ex-presidiário Dell Scott (Hart), que precisa de ajuda para recomeçar sua vida. Recém saído da prisão e precisando de emprego, Dell está frustrado com as oportunidades disponíveis a um ex-presidiário. Depois de encontrar-se na entrevista de emprego errada, Dell usa seu irreverente carisma para encantar Phillip, que, apesar dos protestos de sua assistente pessoal Yvonne (Kidman), oferece a ele a posição de cuidador. Apesar de um começo difícil, os dois percebem rapidamente o quanto podem aprender com as experiências um do outro. Mesmo sendo de mundos diferentes, Phillip e Dell criam um vínculo improvável, superando suas diferenças e ganhando uma sabedoria inestimável no processo, que dá a cada um um senso renovado de paixão por todas as possibilidades da vida.

Antes de tudo, necessita-se perguntar o óbvio: este filme tem uma história IGUAL à original? Bem, em sua essência, sim - até porque se trata de uma história real. Mas, como em todo remake que se preze, existem algumas diferenças bem interessantes, tornando esta nova versão realmente... "nova". Enumerar cada uma delas seria oferecer diversos spoilers sobre a trama, o que estregaria a diversão de quem pretende assistir no cinema, ok?

A direção de Neil Burger é segura e até um pouco burocrática em diversos momentos - como quando não saber direito quando uma cena deveria terminar - mas é funcional e equilibra bem o tom misto de comédia e drama que o roteiro escrito por Jon Hartmere (baseado no original de Éric Toledano e Olivier Nakache) condensa.

Quanto ao elenco, Kevin Hart improvisa em muitas cenas - como de praxe - mas dá conta do recado quando se trata de cenas com profundidade dramática maior do que ele está acostumado. E sua personagem tem até mais background do que no filme original, vejam só... Já Bryan Cranston está irrepreensível - como de praxe - na pele da nova versão de Phillip (embora mexa mais o pescoço do que sua personagem possa ser capaz de fazer). E Nicole Kidman está um pouco apagada e quase desfuncional em sua personagem, o que é uma pena de se ver um grande talento desperdiçado dessa forma...

A direção de fotografia nada intrusiva de Stuart Dryburgh parece fazer o básico, embora ouse em alguns (poucos) momentos. E a trilha sonora conduzida por Rob Simonsen é formulaica porém funcional e não, as canções escolhidas para esta nova versão não chegam nem aos pés do que foi consagrado no filme original (com uma rara exceção de um clássico interpretado por ninguém menos que... Aretha Franklin!

Resumindo: se você já assistiu o filme original, continue com ele em seu coração mas acredite, dá pra gostar dessa ~"atualização" se não exigir ~"fidelidade" (até tem mas nem tanto assim - e pare pra pensar que a personagem de Omar Sy era um homem branco na vida real, então desencane). Se não viu o original, assista "Amigos Para Sempre" e dê uma olhada em "Intocáveis" só por curiosidade. Doer não vai...




Kal J. Moon está aguardando o remake brasileiro de "Intocáveis", dessa vez estrelado por Leandro Hassum e Marcius Melhem. Aí, sim!!!

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A Esposa,

CRÍTICA [CINEMA] | "A Esposa", por Kal J. Moon

Dirigido por Björn Runge e estrelado por Glenn Close, Jonathan Pryce e Christian Slater, "A Esposa" deu o prêmio de Melhor Atriz no Globo de Ouro 2019 para Close, apesar de ser um filme bem...


Muito barulho por nada (mesmo!) 
Glenn Close talvez seja a atriz mais subestimada de todos os tempos na História do Cinema. Há quem - maldosamente -  a chame de ~"uma Meryl Streep genérica" (o que seja a ser curioso, uma vez que Streep tem muito mais indicações - e vitórias! - a prêmios do que Close, que NUNCA chegou a ganhar o Oscar, apesar de seis vezes indicada).

Comentários tóxicos a parte, cada filme estrelado por Close gera interesse suficiente por conta de sua sólida carreira como atriz. E mesmo que o filme não seja lá essas coisas, nunca o será exclusivamente por culpa dela. O que nos leva a esse "A Esposa"...

Na trama, enquanto viaja para Estocolmo com o marido, que receberá o Prêmio Nobel de Literatura, Joan (Glenn Close) questiona suas escolhas de vida. Durante os 40 anos de casamento, ela sacrificou seu talento, sonhos e ambições, para apoiar o carismático Joe (Jonathan Pryce) e sua carreira literária.  Assediada por um jornalista (Christian Slater) ávido por escrever uma escandalosa biografia de Joe, agora Joan enfrentará o maior sacrifício de sua vida e alguns segredos há muito enterrados finalmente virão à tona.

Com uma narrativa irritantemente lenta e por demais arrastada, o roteiro de Jane Anderson - baseado no livro escrito por Meg Wolitzer - nos leva pacientemente a uma atmosfera de angústia contida por conta de uma grande dúvida, surgida pela indagação de um insistente jornalista: esse escritor, recém-ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, é mesmo merecedor de tamanha honra ou sua esposa fez muito mais do que apenas revisar seus escritos?

O que poderia render uma ótima história, aqui gerou um trabalho misto, em diversos momentos como uma peça teatral filmada e um filme repleto de diálogos pomposos, carregados de tons lamuriosos sobre o real trabalho de um escritor, o desgaste de uma relação afetada pela culpa e pela auto-indulgência, além, claro, de segredos que, talvez, não devessem ser revelados em hipótese alguma. Bom material para criar uma trama memorável há. Porém, o resultado é, infelizmente, de uma narrativa um tanto desconjuntada, resolvendo boa parte de seus problemas através de muitos flashbacks.

O que dizer sobre a atuação de Glenn Close que já não tenha sido mencionado em algum momento? Sua construção de personagem é precisa e nada afetada, conduzindo bem a trama, revelando, através de olhares, toda a insatisfação que sua personagem vem sofrendo ao longo dos anos - ainda que se recuse enxergar a si mesma como uma vítima sofredora. A interpretação de Close é o real destaque de "A Esposa" e o único motivo para continuar assistindo até a derradeira cena.

Sobre o restante do elenco, não há muito a destacar. Max Irons age como um adolescente mimado, mesmo que o ator aparente ter bem mais que 30 anos de idade -  e como é impressionantemente parecido com Matt LeBlanc no seriado "Friends", não dá pra não imaginar que é um papel que Joey Tribianni interpreta no filme (e não, isso não foi um elogio). Jonathan Pryce está qualquer nota como o escritor relapso mas laureado como se fosse o mais completo oposto disso. Sua personagem não oferece o mesmo enigma que a de Close e não causa empatia em momento algum. Já Christian Slater até é esforçado mas ele parece ser justamente um problema de escalação - a todo momento imagina-se que um ator veterano como Michael Keaton traria o brilho necessário à personagem...

Outro destaque é a direção de fotografia de Ulf Brantås oferece momentos interessantes, fora da normalidade de filmes do gênero, com diversas panorâmicas aéreas revelando uma belíssima Estocolmo - coberta de neve como açúcar no topo de um bolo caseiro - e closes inusitados para marcar as viradas da trama.

"A Esposa" é um filme que trata de um assunto caro às mulheres - ainda mais nos turbulentos dias atuais - mas de forma burocrática. Na melhor das hipóteses, é um filme feito para estudar relações humanas. Mas não vai muito longe, não...




Kal J. Moon escreve deveras bem e não se permite ser incomodado por sua governanta enquanto exerce seu ofício, bebendo chá de morangos silvestres adoçado por mel de abelhas africanas...

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Alan Ritchson,

CRÍTICA [STREAMING] | "Titãs", por Marlo George


Por X'hal! O que fizeram com os Titãs?

Foi com bastante irritação que recebi a notícia de que iriam produzir uma série live-action de TV baseada no supergrupo "Os Novos Titãs". O motivo de minha insatisfação é o fato de que é quase impossível criar algo à altura da obra na televisão. Tudo que envolve o universo titã tem uma escala enorme e todas as outras séries já criadas lançadas, baseadas em super-heróis (especialmente da DC Comics), falham ao reproduzir, de modo simplista, as aventuras que conhecemos — e amamos —  nos quadrinhos.

Foi assim com Arrow, The Flash, Supergirl e, principalmente, com DC Legends of Tomorrow. Basta um olhar atento para se constatar que todas as séries citadas reduzem as aventuras exageradas dos gibis em meras soap operas enfadonhas e que, muitas vezes, não conversam com as obras nas quais se originaram.


A bola da vez agora são os Titãs e sua famigerada série que inaugurou o serviço internacional de streaming da DC Comics, a DC Entertainment.

Se por um lado eu já estava chateado com a simples notícia de que a série estava em produção, por outro eu literalmente me emputeci ao ver os primeiros materiais de divulgação, cerca de seis meses atrás, durante a Comic-Con de San Diego. Tudo parecia errado: A escalação dos atores, o figurino, as ausências (cadê o Kid Flash e o Ciborgue?) e, especialmente, aquele "Fuck Batman!".

Assisti a série e ela correspondeu à minha expectativa: É uma porcaria mesmo!


Os Novos Titãs, supergrupo teen da DC que está sendo republicado, atualmente, no Brasil pela Panini Comics, na série Lendas do Universo DC: George Pérez, sempre se envolveram com supervilões espaciais, infernais, psíquicos e outras mega ameaças. Na série de TV, os heróis estão em apuros com uma sociedade secreta de minions do vilão principal, que só dá as caras no final da temporada sem muito alarde. Além do mais, tudo na trama se dá de modo apressado, sem maiores explicações ou contexto. A maneira como o supergrupo se forma e como as relações entre os membros são estabelecidas é, pra dizer o mínimo, inconsistente.

Isso sem contar de que eles simplesmente pegaram os gibis originais e jogaram fora, no intuito de criar uma história nova que é chata e em nada lembra uma HQ.

Muito se falou sobre o visual da Estelar, assim que as primeiras imagens da personagem foram divulgadas. Mas os problemas da personagem em Titãs vão além da roupa de prostituta amalucada. A atriz que interpreta a personagem, Anna Diop, é péssima e o desenvolvimento da personagem é, como de todos os outros, desleixado.


O Robin (Brenton Thwaites) na TV se parece bastante com aquele que li na revista Asa Noturna: O Alvo, de 2002, escrita por Chuck Dixon e desenhada por Scott McDaniel. A personagem funciona como um investigador de polícia (de Detroit e não de Blüdhaven, cidade vizinha de Gotham City, onde rolam as aventuras do Asa Noturna). No núcleo policial, temos ainda a personagem Amy Rohrbach, interpretada por Lindsey Gort, que também foi criada por Chuck Dixon pros quadrinhos.

A Ravena foi encarnada por Teagan Croft e causa estranheza ela ser uma personagem frágil e vulnerável, totalmente distorcida, em nada lembrando a entidade mística que nos foi apresentada nos quadrinhos de Marv Wolfman e George Pérez, nos anos 80. Nas HQ´s a Ravena é misteriosa, conhecedora de segredos importantes e o principal elo de ligação entre as personagens do supergrupo que ela ajudou a reorganizar. A adolescente birrenta e amedrontada da série destoa muito de sua versão original. O mesmo pode ser dito de Mutano (Ryan Potter), personagem mulherengo e descolado, criado por Arnold Drake, que na série se tornou um adolescente introspectivo e tímido. Nada a ver.

Vale ressaltar que o Mutano, na série de TV, só se transforma em tigre e não na infinidade de animais que é capaz de se transformar nos gibis. Pelo menos isso é uma referência à capa da primeira revista do supergrupo, publicada nos EUA em novembro de 1980. Afinal, faltam é referências à DC nesta série, apesar de sobrarem citações à Game of Thrones.


A Moça Maravilha, assim como nos gibis originais dos Teen Titans dos anos 60 (a versão de Wolfman e Pérez é uma reformulação), integra o grupo bem depois de sua formação. Conor Leslie é a responsável por dar vida à Donna Troy. Ficou bacana, convenceu.


Mas falando em convencimento, o que me convenceu mesmo e se tornou a maior surpresa de Titãs, foi a dupla Rapina e Columba, interpretados por Alan RitchsonMinka Kelly, respectivamente. O nono episódio da série, intitulado Hank and Dawn, é o melhor de toda a primeira temporada. Tocante e belamente escrito por Geoff Johns, mostra a origem das personagens com primazia. Outro episódio bem legal é o que apresenta a Patrulha do Destino, o quarto da primeira temporada.

Quando os dois melhores episódios de uma série são focados em dilemas paralelos de personagens coadjuvantes, isso indica que há algo de errado na saga principal.

Lembrando que Patrulha do Destino vem aí, com série própria, também pela DC Entertainment e possível veiculação no Brasil pela Netflix, que acaba de lançar esta primeira temporada de Titãs.

O engraçado é que, como já disse, Marv Wolfman e George Pérez lançaram mão de um supergrupo esquecido dos anos 60, o renovou e reformulou em uma nova equipe que sempre serviu como chamariz de novos leitores pra DC Comics. Nos anos 80, com Os Novos Titãs, lideraram as vendas de gibis, até mesmo no Brasil. Nos anos 2000, serviram para introduzir novos fãs através do desenho animado Teen Titans e até hoje, com a animação Os Jovens Titãs em Ação e o novo gibi, Jovens Titãs, da Panini Comics, continuam sua saga como ponto de partida para a formação de novos DCnautas. Triste vê-los se tornar atores de uma novela grotesca, com cenas de sexo e conflitos amorosos ridículos.

E assim é Titãs, que foi renovada e vai ganhar nova temporada em 2019: Chata, enfadonha e só serve pra nos lembrar que os quadrinhos são muito legais. Não assista. Vá ler.



Marlo George assistiu, escreveu e odiou ver seus personagens favoritos de infância se tornarem um fiasco televisivo

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Crítica Cinema,

CRÍTICA [CINEMA] | "Meu Querido Filho", por Kal J Moon

Dirigido por Mohamed Ben Attia, estrelado por Mohamed Dhrif, Mouna Mejri e Zakaria Ben Ayyed, "Meu Querido Filho" mostra como uma simples enxaqueca virou uma grande dor de cabeça para uma simples família do Oriente Médio...


Arroubos da juventude
Ainda que não seja popular no Brasil, o cinema feito na Tunísia tem - guardadas as devidas proporções - muitas semelhanças com a cinematografia brasileira. Ambas costumam esquematizar projetos com grande valor de produção, privilegiando o que é filmado in loco do que em estúdio, com fotografia geralmente funcional mas sem grandes ousadias e direção de elenco que tenta trazer a verdade da cena em vez de uma grande interpretação da mesma. O que importa é a história, em primeiro lugar e sempre. Com "Meu Querido Filho" não é diferente.

Na trama - que se passa na Tunísia dos dias de hoje -,  acompanhamos a família de Riadh, um homem que está prestes a se aposentar. Ele e a esposa, Nazli, têm as atenções voltadas para o único filho, Sami, que está se preparando para os exames do vestibular. Mas as rotineiras crises de enxaqueca do jovem deixam o casal sempre em alerta. Quando tudo parece estar melhor, Sami desaparece de repente.. Então, seu  pai faz de tudo para reencontrá-lo mas as coisas não saem como esperado.

A visão do diretor Mohamed Ben Attia é bem segura do que necessita mostrar. Ainda que o roteiro demore um pouco mais do que o necessário para ir do confortável cenário pré-estabelecido da família harmoniosa ao desespero da busca incessante de um pai que descobre que, talvez, não conhecesse seu próprio filho tão bem assim, temos uma tensão constante e um suspense premente na "investigação" de um senhor bronco e sem habilidades extraordinárias procurando quase desesperadamente por seu rebento.

É curiosa a construção da ~"verdade" de cada cena. Desde os momentos domésticos até a saga vivida por esse senhor, tudo parece crível, cada reação é justificada e nada exagerada.


Quando o espectador chega às conclusões desta história, fica-se a sensação de que não se sabe o suficiente sobre as decisões que levaram aquele filho a deixar o seio familiar - mesmo que ele próprio explique numa cena, que não dá para ter certeza de que aquilo aconteceu mesmo ou que foi apenas uma desculpa para seu pai ter o que explicar à esposa e não parecer um derrotado por completo. Essa dualidade torna a trama ainda mais interessante e reflexiva, revelando que, por mais que mães e pais se esforcem, filhos e filhas vão ter de aprender a viver errando e acertando.

Um filme que reflete grande parte da insatisfação com essa juventude mimada ao extremo - não importa em que país esteja, são irritantemente iguais neste aspecto... -, com acesso a muita informação mas sem saber direito o que fazer com ela... Vale a conferida e o debate após a exibição.



Kal J. Moon foi um bom filho e é um bom pai. Isso basta.

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Golden Globe Awards 2019,

GOLDEN GLOBE AWARDS 2019 | Confira os vencedores



Confira os vencedores do Globo de Ouro 2019 (Golden Globe Awards) , premiação oferecida pela Associação de Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA) e que teve sua cerimônia, realizada ontem (06), transmitida com exclusividade pelo canal pago TNT.

Os anfitriões da festa foram os atores Sandra Oh e Andy Samberg. Com piadas sem graças, os apresentadores não convenceram, o que deixou a cerimônia um tanto quanto enfadonha. O momento mais divertido foi o discurso do ator Christian Bale ao receber o prêmio de Melhor Ator de Filme de Comédia ou Musical. Bale, ironicamente, agradeceu seu prêmio, entre outros, à Satanás (numa referência ao ex-vice presidente americano Dick Cheney, quem interpreta no filme Vice).

O tradicional prêmio Cecil B. DeMille, pelo conjunto da obra foi concedido ao ator Jeff Bridges e a mais nova honraria dos Golden Globes, o prêmio Carol Burnett foi oferecido à própria Carol, num dos momentos mais emocionantes da premiação. Burnett é pouco conhecida no Brasil, mas é muito celebrada nos EUA, especialmente pelo seu programa The Carol Burnett Show, que durou 11 anos. Ela interpretou a inesquecível Senhorita Hannigan no clássico musical Annie, de 1982.

Confira abaixo os premiados, destacados em vermelho:


CATEGORIAS DE CINEMA


MELHOR DRAMA

  • Nasce uma Estrela
  • Se a Rua Beale Falasse
  • Pantera Negra
  • Infiltrado na Klan
  • Bohemian Rhapsody


MELHOR COMÉDIA OU MUSICAL

  • A Favorita
  • Green Book - O Guia
  • Vice
  • Podres de Ricos
  • O Retorno de Mary Poppins


MELHOR ANIMAÇÃO

  • Os Incríveis 2
  • Ilha dos Cachorros
  • Mirai
  • WiFi Ralph - Quebrando a Internet
  • Homem-Aranha no Aranhaverso


MELHOR FILME ESTRANGEIRO

  • Assunto de Família (Japão)
  • Cafarnaum (Líbano)
  • Girl (Bélgica)
  • Nunca Deixe de Lembrar (Alemanha)
  • Roma (México)


MELHOR ATOR - DRAMA

  • Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
  • Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
  • Lucas Hedges (Boy Erased)
  • Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
  • John David Washington (Infiltrado na Klan )


MELHOR ATOR - COMÉDIA OU MUSICAL

  • Christian Bale (Vice)
  • Viggo Mortensen (Green Book - O Guia)
  • Lin-Manuel Miranda (O Retorno de Mary Poppins)
  • Robert Redford (The Old Man & The Gun)
  • John C. Reilly (Stan & Ollie)


MELHOR ATOR COADJUVANTE

  • Mahershala Ali (Green Book - O Guia)
  • Timothee Chalamet (Querido Menino)
  • Sam Rockwell (Vice)
  • Adam Driver (Infiltrado na Klan)
  • Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)


MELHOR ATRIZ - DRAMA

  • Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
  • Glenn Close (A Esposa)
  • Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
  • Nicole Kidman (O Peso do Passado)
  • Rosamund Pike (A Private War)


MELHOR ATRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL

  • Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins) 
  • Olivia Colman (A Favorita)
  • Elsie Fisher (Eight Grade)
  • Charlize Theron (Tully)
  • Constance Wu (Podres de Ricos)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Amy Adams (Vice)
  • Claire Foy (O Primeiro Homem)
  • Emma Stone (A Favorita)
  • Rachel Weisz (A Favorita)
  • Regina King (Se a Rua Beale Falasse)


MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

  • “All the Stars,” Pantera Negra
  • Girl in the Movies,” Dumplin
  • “Requiem for A Private War,” A Private War
  • “Here Comes the Change,” Suprema
  • “Shallow,” Nasce uma Estrela


MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL

  • Um Lugar Silencioso
  • Ilha dos Cachorros
  • Pantera Negra
  • O Primeiro Homem
  • O Retorno de Mary Poppins


MELHOR ROTEIRO

  • Roma
  • A Favorita
  • Se a Rua Beale Falasse
  • Vice
  • Green Book - O Guia


MELHOR DIRETOR

  • Alfonso Cuarón (Roma)
  • Adam McKay (Vice)
  • Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
  • Spike Lee (Infiltrado na Klan)
  • Peter Farrelly (Green Book - O Guia)



CATEGORIAS DE TV


MELHOR SÉRIE - DRAMA

  • Killing Eve
  • Homecoming
  • Segurança em Jogo
  • Pose
  • The Americans


MELHOR SÉRIE - COMÉDIA

  • Barry
  • The Marvelous Mrs. Maisel
  • The Good Place
  • O Método Kominsky
  • Kidding


MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME

  • O Alienista
  • A Very English Scandal
  • The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story
  • Sharp Objects
  • Escape at Dannemora


MELHOR ATOR - SÉRIE DE DRAMA

  • Jason Bateman (Ozark)
  • Stephan James (Homecoming)
  • Matthew Rhys (The Americans)
  • Billy Porter (Pose)
  • Richard Madden (Segurança em Jogo)


MELHOR ATOR - MINISSÉRIE OU TELEFILME

  • Antonio Banderas (Genius)
  • Daniel Bruhl (The Alienist)
  • Darren Criss (Assassination of Gianni Versace)
  • Benedict Cumberbatch (Patrick Melrose)
  • Hugh Grant (A Very English Scandal)


MELHOR ATOR COADJUVANTE

  • Alan Arkin (O Método Kominsky)
  • Kieran Culkin (Succession)
  • Edgar Ramirez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
  • Ben Whishaw (A Very English Scandal)
  • Henry Winkler (Barry)


MELHOR ATOR - SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL

  • Bill Hader (Barry)
  • Sacha Baron-Cohen (Who Is America?)
  • Jim Carrey (Kidding)
  • Donald Glover (Atlanta)
  • Michael Douglas (The Kominsky Method)


MELHOR ATRIZ - SÉRIE DE DRAMA

  • Catriona Balfe (Outlander)
  • Elisabeth Moss (The Handmaid's Tale)
  • Julia Roberts (Homecoming)
  • Keri Russell (The Americans)
  • Sandra Oh (Killing Eve)


MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
  • Patricia Clarkson (Sharp Objects)
  • Penelope Cruz (Assassination of Gianni Versace)
  • Yvonne Strahovski (The Handmaid's Tale)
  • Thandie Newton (Westworld)


MELHOR ATRIZ - MINISSÉRIE OU TELEFILME

  • Amy Adams (Sharp Objects)
  • Connie Britton (Dirty John)
  • Laura Dern (O Conto)
  • Patricia Arquette (Escape at Dannemora)
  • Regina King (Seven Seconds)


MELHOR ATRIZ - SÉRIE DE COMÉDIA

  • Alison Brie (GLOW)
  • Candice Bergen (Murphy Brown)
  • Debra Messing (Will and Grace)
  • Kristen Bell (The Good Place)
  • Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)

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Crítica Cinema,

CRÍTICA [CINEMA] | "WiFi Ralph", por Marlo George


Walt Disney Pictures mantém a tradição de sequências bobocas de filmes irados com WiFi Ralph

Quinquagésimo sétimo filme animado da Disney, WiFi Ralph (cujo título em português supera, em muito, o gringo que traz um spoiler gigantesco), é uma sequência no melhor esquema da Disney: Trama menos interessante que a do original que nos faz questionar a necessidade de se fazer uma continuação de clássicos do gênero animado. Aconteceu recentemente em Os Incríveis 2 (em parceria com a PIXAR) e no passado com os diversos caça-níquéis que eram lançados diretamente para VHS/DVD.

Quem não se lembra dos infames Pocahontas II: Uma Jornada para o Novo Mundo (1998) e Mulan 2: A Lenda Continua (2004)?

Pois é! Novamente temos um filme sequência que entrega mais do mesmo e só se salva porque traz um novo universo que foi muito, mas muito bem desenvolvido. Trata-se da fronteira além do fliperama, no universo inexplorado (pelo menos para as personagens do longa) da internet. No filme, Ralph e Vanellope precisam fazer uma busca pela web para conseguir salvar o hardware do game Corrida Doce em um road movie animado cibernético cheio de referências a diversos sites, serviços e, principalmente, hábitos dos internautas. É quase impossível não se identificar com o universo criado.

Internautas veteranos como eu vão, certamente, amar as menções feitas à serviços antigos como GeoCities, por exemplo. Os mais novinhos e impressionáveis certamente se encantarão com a misteriosa e, na real inofensiva, deep web.


A direção de arte que ficou à cargo de Matthias Lechner, de Zootopia (2016), e do estreante Ami Thompson é incrível, algo que raramente foi visto em animações. Todo o cuidado da produção e reprodução de cada aspecto do universo WiFi que nos é apresentado no filme torna a experiência de assistir o longa, nos cinemas, em algo inesquecível. Esqueça o roteiro, que como já disse é fraco, e mergulhe no universo sub-criado pela dupla. Só isso já vale muito o ingresso.

Também de Zootopia temos o diretor de fotografia Nathan Warner, que novamente entrega um bom trabalho. A edição esperta de Jeremy Milton e Fabienne Rawley é outro aspecto que deve ser ressaltado pela primazia e técnica empregados. Ah! E advinhem... eles também estão em Zootopia.

Tudo muito bonito e bem elaborado, porém, a animação não traz nada de inovador e o 3D novamente não cria imersão suficiente para que se justifique o ingresso mais caro que possivelmente será cobrado nas bilheterias mundo afora.

A trilha sonora não impressiona. Henry Jackman retornou, porém com um trabalho inferior que o apresentado no filme original.


Apesar do roteiro bobinho e previsível, alguns dos diálogos são bem inteligentes e garantem alguns momentos hilários. A versão dublada traz adaptações desnecessárias de algumas piadas que só atrapalham a experiência de assistir a versão brasileira.

E, como não poderia deixar de ser, temos os famigerados "star talents" na dublagem. São aqueles atores, atrizes ou celebridades (e sub-celebridades) famosas brasileiras que servem, na maioria dos casos, apenas para divulgar e vender ingressos. As bolas da vez são Tiago Abravanel, MariMoon, Giovanna Lancellotti e Rafael Cortez.

Mas Marlo, você achou que a dublagem destas figuras de destaque na mídia tupiniquim fizeram um trabalho ruim? — poderia me perguntar um incauto leitor Poltrona POP.

A resposta seria um retumbante NÃO! E por que isso?

Ora, as dublagens tem diretores, que são dubladores experimentados e com anos de atuação no ramo. Estes, que são os verdadeiros responsáveis pelo sucesso da versão brasileira, supervisionam cada etapa da dublagem e, em alguns casos, dublam o filme antes, fazendo uma voz guia para que depois os "famosos" redublem por cima. Por isso que as dublagens com famosos sem experiência em dublagem passam despercebidas. Porque os nossos profissionais são tão capacitados que até essa proeza conseguem fazer. Sacou?

Não posso afirmar se houve a utilização de voz guia em WiFi Ralph, mas mesmo assim, a dublagem do filme ficou bem bacana. Mérito de toda a equipe.


No final das contas WiFi Ralph é um filme que eu achava que iria quebrar minha mente, mas que foi bem mais ou menos, viu. Bem dirigido por Rich Moore e Phil Johnston, diretor e roteirista de (é lógico que você já advinhou) Zootopia, respectivamente, o longa animado tinha tudo pra ser um grande filme do estúdio, mas a falta de ousadia do roteiro e da história, que ficou nas mão de uma comissão de escritores, atrapalhou tudo. Uma pena, pois tinha muito potencial.




Marlo George assistiu, escreveu e acessou a internet pela primeira vez em 1993, se é que aquelas BBS´s da vida podiam ser chamadas de internet...

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Andy Samberg,

GLOBO DE OURO 2019 | Cerimônia será exibida no canal TNT

Em 06/01/2019, a partir das 22h, o canal pago TNT transmite ao vivo e com exclusividade, a 76ª edição do Golden Globe Awards® - ou Globo de Ouro -, uma das premiações mais prestigiadas da indústria cinematográfica, diretamente de Beverly Hills, sob o comando dos atores Sandra Oh e Andy Samberg.

Entre os indicados, o longa “Vice” - estrelado por Christian Bale - lidera as indicações, concorrendo a seis prêmios. Em seguida, com cinco indicações cada, estão “Nasce uma Estrela” - com Lady Gaga e Bradley Cooper -, “A Favorita” - com Emma Stone - e “Green Book – O Guia”.  Campeões de bilheteria, “Pantera Negra” e “Bohemian Rhapsody” também concorrem a Melhor Filme na categoria Drama.



Em 2019, a cobertura do tapete vermelho estará sob o comando de Phelipe Cruz e Carol Ribeiro, e todos os detalhes da premiação serão apresentados e comentados por Michel Arouca e Bruna Thedy.

Todos os indicados foram anunciados pela Associação da Imprensa Estrangeira em Hollywood (HFPA, na sigla original) em 06/12/2018.

Fonte: TNT (via press-release)

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A Pé Ele Não Vai Longe,

CRÍTICA [CINEMA] | "A Pé Ele Não Vai Longe", por Kal J. Moon

Baseado no livro autobiográfico do cartunista John Callahan, dirigido por Gus Van Sant e estrelado por Joaquin Phoenix, Jonah Hill, Jack Black e Rooney Mara, "A Pé Ele Não Vai Longe" é a cinebiografia de um homem fora de seu tempo.


Tanto e tampouco
É com tristeza no coração que devemos admitir que este talvez seja o filme menos impactante escrito e dirigido - e parcialmente editado - por Gus Van Sant. Baseado na história real do cartunista John Callahan, o roteiro vai e volta no tempo para contar uma história de abuso alcoólico, degeneração, vidas desregradas e curiosamente, uma busca por redenção e perdão. Porém, sem alcançar a emoção necessária para criar o tal impacto que falamos acima.

A trama conta a história real de John Callahan (Phoenix), um alcoólatra que, mesmo depois de sofrer um acidente de carro e quase perder a vida, não pensa em deixar a bebida. Incentivado por sua namorada (Mara), aceita entrar num grupo de apoio para tratamento. Enquanto segue os passos para superar o alcoolismo, Callahan descobre a habilidade para desenhar cartuns, o que transforma sua vida. Junto ao reconhecimento de seu talento, surgem críticas ao seu humor irônico, com as quais ele precisa aprender a lidar, assim como com suas próprias fragilidades internas.

Mesmo que o roteiro mostre, em diversos momentos - em reuniões dos Alcolicos Anônimos, numa cerimônia em homenagem ao protagonista ou mesmo compartilhando detalhes de sua vida com estranhos - que sua tragédia pessoal obrigatoriamente tem que ser recontada toda vez que lhe é indagado qual o motivo de seu infortúnio, não é emocionante o suficiente para que grande parte do público se comprometa em acompanhar essa trama até o fim. Ainda há quem ache este filme ~"chato e arrastado"...

Porém, quando vemos sua personalidade se expressar através de seus cartuns, carregados de comentários ácidos - transformados em breves animações -, a narrativa ganha um tom lúdico que traz um muito bem vindo humor para aliviar um pouco a tragédia que se aplaca ao protagonista. E como seus comentários são engraçados, mesmo que considerados politicamente incorretos para os dias de hoje...

O elenco está correto e faz o que pode com o roteiro entregue sem personagens muito bem desenvolvidos - pelo menos, não à altura dos atores e atrizes envolvidos no projeto, com óbvia exceção do próprio Joaquin Phoenix e Jonah Hill, que têm mais tempo de tela numa surpreendente amizade entre personas tão distintas. Quem também se destaca positivamente é a atriz Beth Ditto, que interpreta Reba, servindo como parte do ponto de apoio para que o protagonista aceite que ele não é o único com problemas sérios numa reunião do AA.

Rooney Mara é praticamente uma figurante de luxo, sem muito a oferecer além de ser interesse amoroso do protagonista. Por outro lado, Jack Black tem duas participações curtas porém essenciais à trama. E, no terço final, divide com Phoenix uma tocante cena relativa ao tal perdão citado nos primeiros parágrafos dessa crítica.

A direção de fotografia de Christopher Blaveult, se utiliza bastante de closes, tentando imprimir uma intimidade que não se dá com o espectador, mesmo querendo que este último perceba cada emoção em cenas que, na maioria das vezes, parecem fora de propósito.

A trilha sonora composta por Danny Elfman surpreende negativamente, uma vez que o ex-vocalista do Oingo Boingo até começa bem, com pitadas de jazz aqui e ali, mas descambando à mesmice de trilha agridoce e melancólica, que é até funcional porém nada criativa ou marcante se levarmos em conta a carreira desse renomado compositor.

Não, não é um filme essencialmente ruim.No frigir dos ovos (ha!), é um filme "okay" sobre um personagem até interessante mas que não teve um desenvolvimento adequado, impedindo qualquer tipo de empatia por parte do público. Vale como curiosidade mas não espere muito.




Kal J. Moon riu de cada cartum. Principalmente por cada um deles ser politicamente incorretos...

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