A Cinco Passos de Você,

CRÍTICA [CINEMA] | "A Cinco Passos de Você", por Andreas Cesar.

"A Cinco Passos de Você" é uma das críticas mais difíceis que já tive que fazer. Eu adorei o filme como espectador, mas reconheço que há problemas nele como crítico. Enfim, vamos começar...

Desde criança sou fã de "Zack e Cody", o que quer dizer que quando eu soube que Cole Sprouse estava voltando a ser comentado por sua atuação em um novo filme, logo fiquei interessado em vê-lo. Por falta de conhecimento na época, por volta de outubro de 2018, eu pensei que o filme já tivesse saído de cartaz, não tendo a mínima noção de que ainda faltavam meses para ele ser lançado. Quando descobri isso, fiquei feliz, poderia assistir um ator da minha infância nos cinemas, não tendo que assisti-lo em casa, como pensei que seria.

Chegado o dia, fiquei muito empolgado. Ao sentar na sala de cinema, senti uma sensação estranha, talvez uma nostalgia, não sei bem. Ao longo do filme passei por muitos sentimentos, alegria, tristeza e outros. No final, devo admitir que estava muito emocionado com a história.

"A Cinco Passos de Você" conta uma história clichê e muito parecida com "A Culpa é das Estrelas", o que é um enorme problema. A todo momento você prevê o que irá acontecer e, de certo modo, o spoiler inicial quebra um pouco o clima do clímax ao fim do longa, em que você já sabe o que irá acontecer pois a personagem principal, Stella, te conta logo que o filme começa (que, repito, é muito parecido com a obra de John Green, já citada acima).


Mesmo com os problemas de roteiro e edição, os atores funcionam muito bem em seus papéis. Hayley Lu Richardson traz uma Stella carismática que me conquistou desde o início. Cole Sprouse mostrou que não é apenas um ator mirim, conseguindo manter uma boa performance o filme inteiro. Além disso, a química do casal principal do filme é enorme. Outro ator já conhecido, proveniente da Disney, Moises Arias, foi o único que decepcionou, sua atuação é forçada, o que é ruim, já que o personagem é um dos mais importantes da trama. Merece um destaque a atriz Kimberly Hebert Gregory, que trouxe peso a uma personagem carismática e de extrema relevância, se ela tivesse atuado mal, é provável demais que o filme ficasse fora de foco nos momentos mais sérios de sua trama.

Agora devo falar de um problema da trama. É óbvio que o diretor sabia dos clichês que sua trama apresenta, ainda mais quando um filme de muito hype ("A Culpa é das Estrelas") foi lançado a pouco tempo atrás. Assim sendo, ele decidiu focar demais no emocional do filme. Há muitas morte e muitos momentos tristes ao longo do trama. Ainda que isso mostre a triste realidade de uma doença como a fibrose cística, em certos momentos parece que ele não sabia inovar o roteiro e simplesmente atuou com o emocional dos espectadores, o que, na minha opinião, é um grande demérito para o filme.

Enfim, ainda que eu tenha gostado demais do filme por questões pessoais, sou obrigado a dar uma nota baixa, por ser extremamente parecido com "A Culpa é das Estrelas", pelo roteiro forçado e outros motivos já citados. Infelizmente...


Andreas Cesar espera por mais de Cole Sprouse, e torce para que seu irmão, Dylan, também consiga grande papéis em Hollywood!!!

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Crítica Gibi,

CRÍTICA [GIBI] | "Senhor Milagre - Vol. 1", por Kal J. Moon

Escrito pelo polêmico Tom King e desenhado por Mitch Gerads, "Senhor Milagre - Volume 1" mostra as consequências reais de um super-herói enfrentando o pior dos inimigos: a depressão.


O agonizante silêncio do talvez
Confesso que foi um tanto difícil ler essa curiosa história em quadrinhos. Não por alguma falta de qualidade nos quesitos técnicos. Afinal, o roteiro de Tom King é bem escrito e adequadamente amarrado a um final ao mesmo tempo esperado mas, ainda assim, surpreendente - e ainda mostra a vida de uma sub-celebridade vivendo entre nós, tolos mortais..

A elegante arte de Mitch Gerads remete aos experimentos de mestres como Eisner, Gibbons e Chaikin numa surpreendente paráfrase e ineditismo.  As ambivalentes cores do projeto - também elaboradas por Gerads - tornam a leitura agradável em alguns momentos e angustiante em outros. O "problema" é justamente o que se espera de uma boa história: a identificação.


Na trama, Scott Free é o maior artista de fugas de diversos mundos. Mas, gozando de fama e boa vida na Terra, o herói também conhecido como Senhor Milagre pode finalmente ter encontrado uma armadilha tão complexa que nem mesmo ele pode escapar: a morte.

Dito isto, é bem complicado não se identificar com o protagonista caso o leitor já tenha passado por diagnóstico de depressão. Ou com o desespero contido de - sua esposa e companheira de aventuras - Grande Barda, se já teve algum ente querido, amigo ou colega de trabalho que tenha sofrido com o mal do século 21.

Mesmo que parte da trama envolva uma disputa por poder, uma intriga palaciana ao estilo "Game of Thrones", uma guerra iminente e o fim do universo como o conhecemos, isso tudo é pano de fundo para mostrar com sensibilidade e precisão como se sente alguém com sintomas de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e afins.

Talvez esse seja o alerta mais minucioso a respeito de algo tão sério, revelando que ora a pessoa está bem, desempenhando sua função perfeitamente - até porque a vida não pára só pelo "simples" motivo de se estar "doente" (com tanta gente chamando de "frescura", é até passível não chamar depressão de doença "séria" - risos de sarcasmo) - de alerta e lamento, que tenhamos de passar por tudo isso sem nem mesmo ter uma explicação plausível sobre o assunto.

O único real "problema" da história é justamente ter de continuar numa segunda edição. A cena final da edição original parece bem satisfatória se olharmos a obra em retrospecto. King amarra bem as pontas soltas, mesmo sem quaisquer contextualizações  - pois quem está doente não liga muito para o real sentido por trás de seus problemas: ou quer se livrar deles ou quer acabar logo com tudo, às vezes à força.

"Senhor Milagre" é um gibi necessário onde vemos situações mirabolantes de quadrinhos de super-heróis perfeitamente mesclados aos problemas do dia a dia com maestria e real adequação ao tema. Não à toa, ganhou diversos prêmios importantes e o prestígio tanto da crítica quanto do público. Obras de arte não surgem todos os dias. Corra e leia antes que acabe... Vale cada centavo.



Kal J. Moon recomenda que, se você leu essa crítica e está sentindo algum sintoma de depressão, pânico, ansiedade ou algo parecido, procure tratamento médico adequado - ou entre em contato com o CVV. No começo não será fácil - como nada na vida -, mas é o melhor a ser feito.

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Batman,

BATMAN 80 ANOS | Canal pago exibe três filmes do Homem-Morcego

Em comemoração à primeira aparição do herói Batman nos quadrinhos, o canal pago Warner Channel exibe em 30/03/2019 (sábado), às 17h20, uma maratona especial com produções que relembram todo o talento, rigor e mente tática do Homem-Morcego ao longo de diferentes épocas. O especial "Batman - 80º aniversário" celebra o herói mais humano de toda a história, alguém em quem a cidade de Gotham confia todos os días para combater a corrupção e a onda de crimes.



Produzido e dirigido por Tim Burton, "Batman: O Retorno" (1992) inaugura a celebração às 17h20, com Bruce Wayne enfrentando dois novos e peculiares criminosos de Gotham City: o diabólico e sinistro Pinguim, uma criatura solitária e estranhamente deformada, que busca ser aceito socialmente e se tornar dono da cidade; e a sedutora, intrigante e mortalmente perigosa Mulher Gato. Com atuações de Michael Keaton, Michelle Pfeiffer, Danny DeVito, Christopher Walken, Michael Gough e música marcante de Danny Elfman, o filme foi indicado aos Oscars de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Maquiagem.

Em seguida, às 19h40, "Batman - O Cavaleiro das Trevas" (2008) invade as telas. Com a ajuda do Tenente Gordon e do novo promotor público Harvey Dent, Batman deve destruir o crime organizado de Gotham City de uma vez por todas. Os três começam bem nessa missão, mas logo se veem perseguindo uma nova mente criminosa conhecida como Coringa, que tenta instalar a anarquia na cidade, forçando Batman a cruzar a linha entre ser um herói e um vigilante. Dirigido por Christopher Nolan, o filme conta com Christian Bale, Heath Ledger (que venceu postumamente o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel), Morgan Freeman, Gary Oldman, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal e Aaron Eckhart no elenco.

O histórico crossover da família DC encerra a festa com chave de ouro a partir da 22h30. Em "Batman vs Superman: A Origem da Justiça" (2016), o confronto entre Superman e Zod em Metrópolis faz com que a população mundial se divida acerca da existência de extraterrestres em nosso planeta. Enquanto muitos consideram o Superman como um novo deus, há aqueles que consideram extremamente perigoso que haja um ser tão poderoso sem qualquer tipo de controle. Bruce Wayne é um dos que acreditam nesta segunda hipótese. Com isso, sob o manto de um Batman violento e obcecado, eles se enfrentam enquanto o mundo se pergunta que tipo de herói precisa. Com Ben Affleck como Batman e Henry Cavill como Superman. No elenco, Amy Adams, Jesse Eisenberg, Diane Lane, Laurence Fishburne, Jeremy Irons, Holly Hunter, Lauren Cohan e Gal Gadot.

Fonte: Warner Channel (via press-release)

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Bill Prady,

THE BIG BANG THEORY | Divulgada data do último episódio da temporada final

No próximo dia 02/06/2019, às 22h, Sheldon (Jim Parsons), Leonard (Johnny Galecki), Penny (Kaley Cuoco), Raj (Kunal Nayyar), Howard (Simon Helberg), Amy (Mayim Bialik) e Bernadette (Melissa Rauch) dirão adeus ao público após o 279º episódio de "The Big Bang Theory".

Depois de levar seu público por viagens à Estação Espacial (de nada, Howard), aos laboratórios da CalTech, à loja de gibis de Stuart e aos apartamentos com as melhores discussões sobre cultura pop de toda a Califórnia... Após 10 prêmios Emmy®, 1 Globo de Ouro® e 6 People Choice Awards®, a Warner Channel anuncia que o último episódio da série irá ao ar no Brasil às 22h, em um especial com uma hora de duração. O "season finale" será precedido por uma maratona com toda a 12ª temporada.


A comédia sobre cientistas, criada por Chuck Lorre e Bill Prady, conta a história de um grupo de físicos brilhantes em suas profissões, mas com algumas dificuldades em suas relações pessoais, sobretudo com as meninas. Após 12 temporadas, a popularidade da série é tanta, que o antigo "Stage 25", no qual o show é gravado, teve seu nome mudado para "The Big Bang Theory Stage".

Antes dos fãs sentirem saudades deste grupo de amigos, os produtores se asseguraram de manter a história de Sheldon Cooper viva com o spin-off "Young Sheldon" - cujo último episódio da segunda temporada será exibido logo após a despedida de "The Big Bang Theory". A produção, que teve duas novas temporadas confirmadas, é ambientada em 1989 e mostra a infância de Sheldon Lee Cooper: sua entrada na faculdade com 9 anos de idade e as relações com os membros de sua família.

Fonte: Warner Channel (via press-release)

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Daniel De Filipo,

DISNEY BIA | Divulgado primeiro trailer do seriado sobre influenciadores digitais

A expectativa por sua estreia é grande e agora o público da América Latina já pode mergulhar na história e conhecer os personagens de "Disney Bia", nova produção original do Disney Channel América Latina, que estreará nos próximos meses. Pela primeira vez no mundo, tanto os personagens como as locações da série possuem contas no Instagram. Além disso, foi lançado o primeiro trailer com imagens inéditas, uma prévia musical e novos detalhes sobre a trama e os personagens.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer

"Disney Bia" é um projeto digital que expande a série na televisão por meio de uma estratégia de narração transmídia da história, estendendo, enriquecendo e conectando a série com o público onde quer que esteja. É a primeira vez que personagens de uma série da Disney possuem perfis no Instagram para que o público possa conhecer, ver o que fazem, sentem e pensam, e ainda interagir com eles através dos comentários. A hashtag #DisneyBia já foi utilizada mais de 50.000 vezes por usuários no Instagram, gerando conteúdos sobre a nova produção. Por outro lado, no Twitter, mais de 20.000 internautas geraram 37.000 menções da hashtag, alcançando aproximadamente 30 milhões de contas. Quando "Disney Bia" estrear, as tramas e subtramas da série terão continuidade nas publicações e atividades nos perfis do Instagram, sendo assim, os conteúdos que os personagens compartilharem na rede estará alinhado ao que acontece nos episódios.

Fora da série, o universo digital de "Disney Bia" será composto por suas fanpages oficiais no Facebook e Instagram – lançadas hoje – e no canal oficial do Disney Channel Brasil no YouTube, onde os fãs podem conhecer mais sobre a produção e assistir a vídeos musicais, bastidores e outros conteúdos.

Realizada em colaboração com Disney Channel Europa, Oriente Médio e África, "Disney Bia" conta a história de um grupo de jovens influenciadores digitais que vivem a tecnologia como uma forma de ser: contemporânea, expressiva, autêntica e conectada. Para criar seus conteúdos, desenvolvem e compartilham seus talentos no “Fundom”, um espaço de encontro e inspiração onde formarão novas amizades, enfrentarão alguns rivais e viverão grandes romances. "Disney Bia" é uma história de segredos e encontros familiares, de busca interior e caminhos sem destinos predeterminados.

O elenco de "Disney Bia" é liderado pela atriz brasileira Isabela Souza (foto), o ator espanhol Julio Peña, a atriz mexicana Andrea de Alba e o ator Argentino Guido Messina. Completam o elenco os argentinos Fernando Dente, Agustina Palma, Micaela Díaz, Alan Madanes, Valentina Gonzalez e Rodrigo Rumi, a mexicana Julia Argüelles, os brasileiros Gabriella Di Grecco e Rhener Freitas, os colombianos Luis Giraldo e Daniela Trujillo, o venezuelano Esteban Velásquez, o equatoriano Jandino, e a italiana Giulia Guerrini.

Dirigida por Jorge Bechara e Daniel De Filipo, e produzida por Pegsa e Non Stop, "Disney Bia" chegará em breve às telas do Disney Channel da América Latina e Europa.

Fonte: Disney Channel (via press-release)

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Cartazes,

ELEGIA DE UM CRIME | Documentário terá sessão com presença do diretor em Niterói

Elegia de um Crime” - dirigido por Cristiano Burlan - terá sessão especial em Niterói (RJ), seguida de debate com o diretor e com a professora de psicologia Bianca Novaes, em 29/03/2019, às 19h30, no Centro de Artes UFF - Universidade Federal Fluminense. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema.  

Distribuído pela Vitrine Filmes, o longa foi vencedor dos prêmios ABD-SP (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-Metragistas) e EDT (Associação dos Profissionais de Edição Audiovisual), do 23º Festival É Tudo Verdade, em 2018.  

Após relembrar a morte do pai em “Construção” (2006) e o assassinato do irmão em “Mataram Meu Irmão” (2013), Burlan investiga o trágico assassinato de sua mãe neste documentário. O último filme da “trilogia do luto” procura reconstruir a imagem de Isabel Burlan da Silva (foto) mostrando o retrato de um crime cometido pelo próprio namorado, Jurandir Muniz de Alcântara. Impune, o responsável está solto, e a busca pela justiça é o que move a família Burlan.

>>> Clique AQUI para assistir o trailer!
Cartaz oficial (Divulgação)

O cineasta mostra, por meio dos depoimentos colhidos de familiares e amigos, um crime que milhares de mulheres sofrem todos os dias: “Minha mãe foi vítima de feminicídio, é preciso falar cada vez mais sobre isso”, diz Burlan. O criminoso, que agiu por ciúme, enforca a namorada sem dar a ela qualquer chance de defesa. Jurandir Muniz de Alcântara é foragido da polícia e já havia cometido esse ato anteriormente. 
 
Para o diretor, filmar “Elegia de um Crime” foi uma maneira de superar e se vingar do crime contra sua mãe. “Fazer filmes é olhar nos olhos do abismo. No ‘Elegia de um crime’ expus partes da minha tragédia familiar, ouvi parentes e amigos, cujos depoimentos trouxeram à tona destinos de diversos personagens, mapeando o histórico de dolorosas feridas emocionais destas pessoas e as minhas próprias”, completa. 

Fonte: Vitrine Filmes (via press-release)

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CCBB,

MOSTRA DO FILME LIVRE 2019 | Divulgada lista de filmes selecionados

A Mostra do Filme Livre 2019 divulga a lista dos longas, médias e curtas-metragens selecionados para a sua 18ª edição, que acontece de 27/03 a 22/04/2019, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, seguindo para Brasília (de 16/04 a 12/05/2019) e RJ (de 08/05 a 03/06/2019). Em Niterói, a mostra será realizada de 24 a 29/05/2019, no Cine Arte UFF. Nem todos os filmes serão exibidos nas 4 cidades e toda programação com entrada gratuita.

No total, a MFL teve 773 filmes inscritos! Destes, 134 tiveram algum apoio estatal e 254 foram realizados em escolas de cinema e 550, são inéditos no RJ. São Paulo foi o estado que mais enviou filmes,185, seguido do RJ, com 180 e MG com 73. Foram selecionados 126 filmes, outros 27 foram convidados. Até o início do evento outros filmes poderão ser convidados.

Nesta edição, a MFL vai promover, além de centenas de sessões, diversas atividades, como debates, cursos e oficinas de cinema Super8. Todo o evento é gratuito. O cineasta Sylvio Lanna será o destaque desta edição, com sessões e debates nas três cidades, e o jornalista Geneton Moraes Neto também terá sua filmografia autoral em Super8 lembrada e debatida nas três capitais.

>>> Clique AQUI para assistir a vinheta oficial do evento!


"Nem tudo é questão de grandeza numérica, nem na vida, nem em uma seleção como a que se mostra abaixo. De 1 a 5, de 0 a 10, os filmes não estão presentes ou ausentes nesta lista por uma questão de nota individual, seja ela grande ou pequena. Nenhum filme estaria aqui garantido apenas por si mesmo. Um filme é possível em si mesmo? Existir, sem fazer laço, é desejável? Esta lista, o coletivo, existe porque os filmes, de alguma forma se enredaram, entre si, em nós - curadoria coletiva -, nas sessões e espaços que muitas vezes vemos que vão se esgarçando em seus limites, a depender dos filmes que nos chegam. Vamos nos construindo, de preferência juntos, a multidão-filme-livre. São enlaces, diversos embates, muitas vozes. Um filme aqui está porque se conjugou na primeira pessoa. Do plural. Mais do que nunca, os nós devem ser mais fortes que os verbos centrados no eu. Estamos, claro, abertos ao gesto daquilo que pode irromper. Aos laços com o real também nos lançamos. Um grito, ainda que longínquo e de timbre único, também vem de muitos enlaces. Para além da força (escala, número) é o eco que deve nos trazer aqui."
(Curadoria MFL2019)


Confira no site oficial a lista completa com os filmes selecionados para a 18ª edição da Mostra do Filme Livre 2019.

A MFL é uma criação da WSET Multimídia. Esta mostra é beneficiada pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com o patrocínio do Banco do Brasil e apoio institucional da Cinemateca Pernambucana.

Serviço
18ª Mostra do Filme Livre - Entrada Gratuita
  • de 27/03 a 22/04, no CCBB São Paulo
  • de 16/04 a 12/05, no CCBB Brasília
  • de 08/05 a 03/06, no CCBB Rio de Janeiro
  • de 24 a 29/05, no Cine Arte UFF, em Niterói
Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro | São Paulo – SP
Capacidade Cinema: 70 lugares
Ingressos: serão distribuídos a partir de uma hora antes de cada sessão, na bilheteria do local
Funcionamento da bilheteria: todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças.
Informações: (11) 3113-3651 | (11) 3113-3652

Fonte: CCBB-SP (via press-release)

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Brian Hayes Currie,

CRÍTICA [CINEMA] | "Green Book - O Guia", por Kal J. Moon

Dirigido por Peter Farrelly, estrelado por Mahershala Ali e Viggo Mortensen, "Green Book - O Guia" - ganhador de 03 Oscars - ensina que rir de si mesmo ainda é a melhor forma de vencer adversidades. Além de se impor, claro...


O sorriso amarelo do racismo
Uma história de triunfo e amadurecimento começa e termina quando as personagens realmente atingem um estado de espírito diferente do que quando iniciaram suas jornadas. Embora seja meio óbvia essa afirmação, muitos filmes parecem não se certificar de que este detalhe esteja implícito em suas histórias. Ainda bem que este não é o caso de "Green Book - O Guia", que trata um tema delicado como racismo - e preconceito! - com delicadeza e equilíbrio.

Na trama, quando Tony Lip (Mortensen), um segurança ítalo-americano, é contratado como motorista do Dr. Don Shirley (Ali), um pianista negro de classe alta, durante uma turnê pelo sul dos Estados Unidos, eles devem seguir "O Guia" para levá-los aos poucos estabelecimentos que eram seguros para os afro-americanos. Confrontados com o racismo, em meio a momentos de humanidade e humor inesperados, eles são forçados a deixar de lado as diferenças e passar por profundas transformações, para avançar nessa jornada.

O roteiro - ganhador do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, escrito por Nick Vallelonga, Brian Hayes Currie e o próprio Peter Farrelly - é baseado numa curiosa história real, que mostra uma inusitada amizade entre duas pessoas de etnias e classes sociais distintas, nada parecidas em suas ideias, mas que acabam se complementando numa improvável dupla de sucesso. A principal qualidade desta trama é mostrar tanto o lado de quem sofre o racismo como o de quem defende está prática hedionda. E ainda abre espaço para o debate sobre a vida naqueles tempos turbulentos. Argumentos como "é a prática da região", "é o costume daqui", dentre outros, mostram o quão enraizado ainda estava este tipo de pensamento em determinados locais dos Estados Unidos.


Curiosamente, Tony Lip (personagem defendido com unhas e dentes por Viggo Mortensen, merecidamente indicado ao Oscar de Melhor ator pelo papel, mas, mais uma vez completamente ignorado pela Academia) É um racista no início da trama. Mas a genialidade de Dr. Don Shirley (também defendido com maestria por Mahershala Ali, ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante), tanto em seu ofício quanto em muitas de suas atitudes, fazem com que o bronco motorista de origem ítala-americana possa ver além da cor da pele, extraindo um conceito pré-estabelecido para uma admiração genuína, de um fã de boa música e de bom caráter. O que se vê na telona é algo de mágico que só o cinema pode criar...

(Curiosamente, o verdadeiro Tony Lip foi ator durante algum tempo, atuando na série "Os Sopranos" como o personagem Carmine Lupertazzi, além de diversos filmes dirigidos por Martin Scorsese)


Mas o maior mérito de "Green Book" não está somente em sua história ou na sinergia de sua dupla de protagonistas. É um conjunto de acertos que segue desde o acertado figurino - projetado por Betsy Heimann - passando pela trilha sonora incidental - criada por Kris Bowers, que foi dublê de Ali nas cenas com piano - e resultando na bela direção de fotografia de Sean Porter, compondo um conjunto coeso, nada ostentador, além de uma perfeita recriação de uma época de belas imagens e péssimas posturas de conduta.

"Green Book" é um filme refinado, porém ao alcance de todos, que leva a plateia do riso às lágrimas em muitos momentos, onde protagonistas díspares parecem-se com alguém que conhecemos, velhos amigos que não vemos há tempos.

Peter Farrelly, que iniciou a carreira em comédias de gosto duvidoso - porém de indiscutível sucesso -, tornou-se o sonho de todo cineasta: um irrepreensível contador de histórias. Sinta-se bem e vá ao cinema assistir "Green Book - O Guia". De nada.



Kal J. Moon sempre corrige as cartas de amor dos amigos com um prático conselho: "amor romântico não existe".

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Ana Ortiz,

CRÍTICA [TV] | "Whiskey Cavalier" - S01E01, por Kal J. Moon

Estrelado por Scott Foley, Lauren Cohan e Tyler James Williams, "Whiskey Cavalier" é o novo seriado de ação da Warner Channel, que estreou em março de 2019 e é exibido às segundas-feiras.


Tira mau, tira péssimo
Este é o mais novo seriado sobre espionagem onde operativos do FBI e da CIA são forçados a colaborar por conta de um objetivo comum - pelo menos, no primeiro episódio.

Sim, este é um tema batido e a também manjada inversão de papéis entre o que é convenção sobre masculino e feminino, viril e sensível, além do trinômio ação-compreensão-estratégia que, infelizmente não acrescenta nada ao que já foi feito em "Jogo Duro" ou "Dama de Ouro", por exemplo.

Na trama, conhecemos o agente do FBI, Will Chase (Foley), ex-piloto da Marinha, estudante universitário de poesia e que usa o codinome Whiskey Cavalier. Apesar de ter um lado bruto e formação militar, Will possuí também um lado sensível. O agente será designado para uma missão que o ligará a uma agente da CIA, Francesca “Frankie” Trowbridge (Cohan), logo após o rompimento de um relacionamento. A única informação de Frankie após sua saída de Langley é seu codinome, Fiery Tribune, e que sustenta o mais alto recorde de capturas como um espião do CIA, além de possuir problemas para estabelecer laços pessoais, um passado oculto e um domínio letal de artes marciais.

Forçados a trabalhar juntos, os protagonistas compartilham a custódia de uma equipe de superespiões internacionais formada por: Susan Sampson (Ana Ortiz), melhor amiga e companheira de quarto de Will e a mais prestigiada especialista em perfis do FBI; Jai Datta (Vir Data), confidente de Frankie, que esconde um talento meticuloso por trás de sua elegância informal; e finalmente, Edgar Standish (Williams), um falso analista da National Security Agency, sequestrado pelos russos por roubar dados confidenciais.

Mesmo que a ideia nem seja necessariamente ruim - porém muito mal executada - , o clichê até funcionaria bem se as personagens ao menos fossem cativante (o que claramente não é o caso aqui), para que o espectador possa criar interesse em acompanhar as desventuras desses agentes.


Misto de comédia, e ação, com cenas de peripécias muito mal dirigidas e repletas de piadas que não funcionam em momento algum, é um seriado que talvez não tenha uma longevidade extensa caso não acrescente algo digno de atenção.

(Isso sem contar o uso aleatório de algumas canções pop - num repertório confuso entre Bonnie Tyler e AC/DC - sem o menor propósito narrativo, apenas porque, supostamente, a cena "pede"...)

Ainda complica o fato do roteiro abusar de situações absurdas como alguém arrancar um dente sem anestesia e não revirar-se em dor ou ter uma hemorragia lancinante. Ou, num dos  inúmeros diálogos expositivos da trama, alguém dizer que a bala atravessou o corpo de uma das personagens para, logo em seguida, dizer que precisa retirá-la (ué?)...

Nem mesmo a participação de Tyler James Williams - mais conhecido como o Chris do seriado "Todo Mundo Odeia o Chris" (e que está a cara de Eddie Murphy no primeiro "Um Tira da Pesada") -  tem algum momento interessante, servindo apenas como um inoperante alívio cômico , sem um roteiro à altura de seu talento...

"Whiskey Cavalier" propõe-se como diversão escapista, mas não possui personagens relevantes, a trama é óbvia desde a primeira cena, possui tomadas de ação mal elaboradas - a ponto de chegarmos a nos perguntar em que momento alguns personagens recuperaram a posse de arma - e elenco que perdido que a canhestra direção deste episódio piloto. Assista por sua conta e risco.



Kal J. Moon não ouviria Bonnie Tyler se estivesse triste. É golpe baixo...

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Cartazes,

O MUNDO SOMBRIO DE SABRINA | Cartaz da segunda temporada

Em 5 de abril volta O Mundo Sombrio de Sabrina, para sua segunda temporada. A série, que é disponibilizada no Brasil pela Netflix, foi criada por Roberto Aguirre-Sacasa e é estrelada por Kiernan Shipka, Ross Lynch, Lucy Davis e grande elenco.

Confira:


Fonte: IMDB.

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Aubrey Joseph,

MARVEL´S CLOAK & DAGGER | Confira o cartaz da segunda temporada

Cloak & Dagger, série da Marvel que conta as aventuras dos heróis Manto e Adaga, criados pelos quadrinistas Bill Mantlo e Ed Hannigan, no início dos anos 80, vai ganhar segunda temporada em abril e o novo cartaz acaba de ser lançado. É exibida no Brasil pelo canal Sony, mas ainda não temos confirmação da estreia da segunda temporada.

Criada por Joe Pokaski, traz no elenco Olivia Holt, Aubrey Joseph, Gloria Reuben, entre outros.

Confira:


Fonte: IMDB.

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Dave Bautista,

POPINIÃO | Por que James Gunn volta à Marvel / Disney depois do que fez?


James Gunn está de volta à Disney e volta (possivelmente) cheio de moral. Entenda o porque

Pois é, Poltronautas. Como já foi revelado mais cedo pelo site Deadline, James Gunn, o diretor que você conhece como o homem por trás do sucesso de Guardiões da Galáxia, da Marvel Studios, assim como o Homem-Aranha, está "de volta ao lar".


Você conhece a história. Em meados do ano passado, 2018 para os íntimos, a Walt Disney Pictures, atual detentora dos diretos da Marvel no cinema, descobriu algumas declarações indecorosas do diretor em redes sociais e o estúdio logo se apressou em demitir Gunn, em 20 de julho de 2018, e gritar aos quatro ventos que “As atitudes e declarações que descobrimos no feed de James são indefensáveis e inconsistentes com os valores de nosso estúdio”.

Muita gente importante, primeiramente Dave "Drax" Bautista, abriram o verbo nas redes sociais em defesa do diretor. Bautista chegou a impor a condição de Gunn ser o diretor de Guardiões da Galáxia 3 para reviver sua personagem no longa. Segundo o The Hollywood Reporter, em matéria de agosto de 2018, o martelo ainda não havia sido batido e as negociações prosseguiam com os agentes de James Gunn. Chris Pratt, e outros do elenco se juntaram à Bautista e pediram a reintegração de Gunn. Porém, apesar do esforço do elenco, a decisão já havia sido tomada e Gunn foi realmente demitido.


Logo surgiram novas oportunidades para Gunn, pois ele, além de ser um diretor com assinatura e estilo próprio, o que é raro por aí, é um camarada muito gente boa, segundo aqueles que já trabalharam com ele e tem experiência. Em 2006, ele estreia no cinema com o clássico Seres Rastejantes, com Michael Rooker, nosso querido Yondu de Guardiões e Elizabeth Banks, a Beth Brant da trilogia sagrada do Homem-Aranha de Sam Raimi. E assim sendo, Gunn acabou aceitando a tarefa de dar sequência à Esquadrão Suicida no cinema, filme da DC Comics (a eterna rival da Marvel) que herda de David Ayer.

Agora, a Disney, ou melhor dizendo, a Marvel Studios volta atrás e decide recontratar o diretor. Os valores ainda não me foram passados, mas certamente Gunn retorna cheio de moral (e consequentemente com mais alguns dindins no bolso) para o colo da Marvel, e a grande novidade: Sem deixar a DC Comics, pois esta foi uma das condições para a concretização de seu retorno, segundo o The Hollywood Reporter.

É lógico que o fato de os filmes dos Guardiões, sob a batuta de Gunn, terem rendido cerca de 700 e 850 milhões de dólares, respectivamente, teve influência na decisão da Marvel Studios, mas existem outros aspectos por trás disso.


Recentemente, Dave Bautista, um dos mais engajados em trazer Gunn de volta para a Marvel Studios, fez uma aparição em um evento especial da WWE, a minha estimada World Wrestling Entertainment, onde desafiou Triple H (Dave Levesque) para uma luta na Wrestlemania, evento anual mais importante dessa companhia. Pra quem não sabe o que é a WWE (que é exibida no Brasil pelos canais Fox Sports toda segunda e terça-feira), é uma empresa de pro-wrestling, esporte de entretenimento mais conhecido no Brasil pela infame alcunha de telecatch (pergunte pro seu avô, ele deve saber do que se trata). Bautista é uma das grandes estrelas da WWE, ao lado de Dwayne "The Rock" Johnson (Jumanji: Bem-Vindo à Selva), John Cena (Bumblebee) e Hulk Hogan (Rocky III). Este retorno pode não estar relacionado à volta de Gunn para a Marvel, mas indica que Dave Bautista já estava buscando novas oportunidades fora da Marvel Studios. Vale ressaltar que o astro poucas vezes foi visto no circo da WWE desde que assinou pra viver Drax, e quando o fez, não lutou. Vale ressaltar que uma lesão boba no pro-wrestling resulta em, pelo menos, seis meses de fisioterapia e repouso. Bautista (que vive a personagem "Batista" no roster da WWE) não poderia se lesionar e estar à disposição da Marvel, seu contrato certamente impede isso.

Você assistiu o Oscar? Nós também!

Reparou quem estava lá com todos os holofotes virados pra ele?

Bradley Cooper. Sim, nosso querido Rocket Racoon. Não foi indicado à Melhor Diretor (o que foi injusto), mas concorreu à Melhor Ator e até deu um tostão de sua voz ao lado de Lady Gaga. Se Gunn, que levou Cooper para o elenco de Guardiões, não sentasse na cadeira de diretor, haveria o risco da Marvel perder Bradley Cooper. O cara vem se firmando como um diretor viável de cinema e ainda é um baita ator. Você acha mesmo que eles iriam correr o risco de perder o galã, que apenas empresta sua voz, mas dá vida ao Rocket como ninguém mais seria capaz de dar?

Eu acho que não. Eu não daria esse mole.


Isso sem contar Chris Pratt, o Senhor das Estrelas, que foi outro que apoiou Gunn nos momentos difíceis, e Zoe Saldaña, estrela estabelecida no universo nerd, tendo participado de produções importantes fora da Marvel, como Avatar e a linha do tempo da Kelvin, de Star Trek, do aclamado J.J. Abrams. Olha o risco....

Ia ficar ruim pra Marvel, não acha?

Pois é. Agora dá pra entender um pouco mais o "porquê" da Marvel Studios voltar atrás e recontratar Gunn. Com uma quarta fase de seu Universo Cinematográfico em vias de ser anunciado, como evento coeso (possivelmente na D23, evento especial da Disney, que faz frente à San Diego Comic-Con), a Disney não podia correr o risco de perder vários talentos ao mesmo tempo.

Marlo George escreveu e viu a luz no fim do túnel


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Bradley Cooper,

VINGADORES: ULTIMATO | Novo cartaz traz a Capitã Marvel ao lado dos Maiores Heróis da Terra

Vingadores: Ultimato, novo filme da Marvel Studios, ganhou novo cartaz.

Dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo, traz no elenco Brie Larson, Bradley Cooper, Scarlett Johansson, entre outros que você já conhece.

Confira:

Fonte: IMDB.

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Cauã Martins,

CRÍTICA [CINEMA] | "Sobre Rodas", por Kal J. Moon

Escrito e dirigido por Mauro D`Addio, estrelado por Lara Boldorini e Cauã Martins, "Sobre Rodas" toca positivamente em alguns tabus da sociedade brasileira.


Sobre inocência, amizade e preconceito
A primeira sequência de "Sobre Rodas" já impressiona pelo misto de deslumbramento e imediata quebra de expectativa pois, por um breve momento, o espectador "esquece" que assiste um filme onde um dos protagonistas possa por uma condução locomotora considerada complicada - é o jeito delicado de dizer que a personagem, um dia, já foi "normal" (e o que, de fato, quer dizer "ser normal" nos dias de hoje?).

A trama é uma comportada jornada onde "nossos heróis" partem em busca de uma resposta que talvez não exista ou não seja aquela que procuram...

O filme conta a história de Lucas (Cauã Martins), de 13 anos, que volta a escola depois de um acidente que o colocou em uma cadeira de rodas. Lá, ele conhece Laís (Lara Boldorini), também com 13 anos, e juntos partem por estradas de terra interioranas, em busca do pai que a menina não conheceu.

Mesmo tratando de temas melindrosos como paraplegia infanto-juvenil e abandono parental, o roteiro - também escrito pelo diretor Mauro D`Addio, com consultoria de Marcelo Starobinas - se presta a deixar tudo mais leve e delicado, até mesmo por conta da forma como o casal de protagonistas pré-adolescentes encaram a vida que levam. Ainda assim, o roteiro não se furta de cutucar feridas ainda abertas na hipócrita sociedade em que vivemos, onde parece consenso que alguém numa cadeira de rodas pedindo ajuda esteja, necessariamente, querendo algum trocado - e na grande maioria das vezes não é nada disso e nem custaria um centavo...


Sobre o elenco, até por conta da tenta idade dos protagonistas, boa parte do texto saí um tanto "blocado" - como se o texto tivesse sido ensaiado à exaustão mas estivesse sendo declamado e não dito com naturalidade - , o que denota um problema que não foi resolvido durante o período da preparação do elenco. Incomoda um pouco mas não atrapalha o entretenimento...

Curiosamente, o que desperta a atenção é a cuidadosa direção de fotografia - comandada por Otavio Pupo -, que mescla tomadas ordinárias com cenas construídas em ângulos inusitados - algumas, possivelmente, com utilização de fones, revelando a bela paisagem da locação.

"Sobre Rodas" é um filme interessante, honesto consigo mesmo e seu público, comedido e que conta sua trama sem rodeios mas com uma leveza raramente vista na cinematografia brasileira. É uma bela estreia, sob todos os aspectos. Gosto assim.


Kal J. Moon já ficou um tempo sem andar quando e entende perfeitamente a insatisfação do protagonista...

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Programa Poltrona Pop,

VINGADORES: ULTIMATO (TRAILER 2 REACT) | Poltrona Pop S07E01



Marlo George reage ao segundo trailer de Vingadores: Ultimato da Marvel Studios. ASSINE O CANAL: http://youtube.com/poltronapop Twitter: http://www.twitter.com/poltronapop Facebook: http://www.facebook.com/poltronapop http://www.poltronapop.com.br #TrailerReact #Avengers #Endgame #Vingadores #Ultimato #Marvel

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Editora JBC,

ROSA DE VERSALHES | Mangá chegará finalmente às bancas brasileiras


A Editora JBC anunciou o lançamento do mangá Rosa de Versalhes, da autora Riyoko Ikeda, um clássico da década de 70. Este mangá tem adaptação em anime e que foi lançado no Brasil em fitas de VHS.

Eu tive a oportunidade de apreciar o anime e é uma pena que não foi lançado integralmente aqui por estas bandas, pois é uma animação japonesa indispensável no currículo de qualquer fã deste gênero.

Baseado na vida da Rainha Maria Antonieta, o grande sucesso Rosa de Versalhes revolucionou a história dos mangás femininos com questões sobre gênero, senso de justiça, direitos humanos apresentando a heroína empoderada Lady Oscar.

Confira abaixo as capas das primeiras duas edições da JBC:



Produzido entre 1972 e 1973, na mesma época em que as reivindicações pelos direitos das mulheres começavam a ganhar evidência no mundo todo, Rosa de Versalhes já trazia questões sobre gênero, senso de justiça e direitos humanos, tendo como pano de fundo a Revolução Francesa. Á frente de sua época, Ikeda quebrou paradigmas e revolucionou a forma de se fazer mangá para o público feminino abrindo caminho e influenciando uma nova geração de mangakás dos mais diversos gêneros.

A trama é centrada em duas mulheres fortes: a primeira é Oscar François de Jarjayes, uma menina que foi criada como homem, e que se transformou em uma grande líder e responsável pela realização de grandes feitos. Lady Oscar, como é conhecida internacionalmente, mostra-se independente e respeitada por todos, sendo referência para as mulheres por sua força e destreza. A outra é a controversa Maria Antonieta, que acabara de ser prometida em casamento ao futuro rei da França por meio de um arranjo político entre seus países.

“A História nunca foi tratada com tanta clareza e deslumbre. E nenhum mangá foi contado de forma tão sociológica e com tanta seriedade. Os mangás shoujo, que até então, eram zombados por terem ‘olhos com estrelas’, ganharam reconhecimento social pela primeira vez com esta obra monumental.”, disse Mariko Hayashi, escritora japonesa.

A história:
Em meados do século XVIII, na França, o renomado General Jarjayes recebe a notícia que
será pai de sua sexta filha. Aflito por não conseguir ter um filho para manter o nome e o
prestígio da família, decide criá-la como menino, visto que nesse período somente homens
podiam suceder o cargo de seu pai. Lady Oscar frequenta o colégio militar onde destaca-se,
alcançando o título de capitã da Guarda Real. Como seu cargo é de confiança, fica sob sua
responsabilidade zelar pela proteção da Rainha Maria Antonieta.
Após o tratado de paz entre a Áustria e a França, assinado quando Maria Antonieta se casa
com o príncipe Luís XVI, Oscar passa a maior parte do tempo no Palácio de Versalhes, a
morada real. Ela acompanha de perto com André, seu amigo desde a infância, o cinismo, as
festas luxuosas, os escândalos e o estilo de vida da Corte Real.

A autora:

Riyoko Ikeda: Natural de Osaka, é uma autora de mangás shoujo (gênero voltado para o público feminino) que se tornaram referência no Japão e no mundo. Em suas obras, Ikeda sempre apresenta cenários com entornos históricos como a Revolução Francesa e a Russa, tendo o título Rosa de Versalhes como grande sucesso de sua carreira. 

Seu gosto particular por essa linha literária se deu a partir de leituras do romancista Stefan Zweig, autor de ‘’Maria Antonieta – Retrato de uma Personagem Central” (1932), despertando o interesse pela personagem e que serviu de inspiração para Rosa de Versalhes. Sua influência foi tamanha que, em 2008, a autora recebeu a Ordre National de la Légion d'honneur, na França, uma honraria por sua contribuição de conhecimento da história francesa no Japão. Para a mangaká, a história relatada mudou a percepção do gênero shoujo. Rosa de Versalhes ganhou grande prestígio não só no Japão, como no mundo todo, e acabou abrindo espaço no mercado para outras obras do gênero.

Ficha técnica:
Rosa de Versalhes (Versailles no Bara)
Autora: Riyoko Ikeda
Volumes: Completo em 5 volumes (formato big)
Preço de capa: R$ 43,90
Gênero: Drama/Romance
Classificação Etária: 14 anos
Distribuição: livrarias e lojas especializadas
Editora JBC

Fonte: JBC (via e-mail)

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Mark-Paul Gosselaar,

THE PASSAGE | Nova série da Fox estreia em abril


No thriller, cientistas fazem testes em um centro médico secreto com um vírus que poderia curar todas as doenças ou eliminar a raça humana; produção estreia na segunda, dia 1º de abril, ás 22h30

Baseado na trilogia best-seller de mesmo nome, do autor Justin Cronin, estreia no FOX Channel na segunda-feira, dia 1º de abril às 22h30, a nova série “THE PASSAGE”. Um novo episódio por semana será exibido na TV e também no App da FOX, para assinantes. Além disso, o primeiro episódio ficará gratuitamente disponível por 15 dias na plataforma streaming.

Um thriller épico escrito por Liz Heldens (Friday Night Lights), é produzida pelo vencedor do Emmy® e nomeado ao Oscar® e Globo de Ouro® Ridley Scott (Gladiator) e pelo escritor e diretor Matt Reeves (Cloverfield). 

O enredo de “THE PASSAGE” tem como tema central o Projeto NOAH, uma instalação médica secreta onde cientistas fazem experiências com um vírus perigoso que poderia gerar cura para todas as doenças, mas que também tem potencial de eliminar a raça humana.

Porém, quando a jovem Amy Bellafonte (Saniyya Sidney, Fences, Hidden Figures) é escolhida contra sua vontade como uma das participantes dos testes e o agente federal Brad Wolgast (Mark-Paul Gosselaar, Pitch) é escolhido como o homem que tem a tarefa de levá-la ao projeto NOAH, tudo muda. Wolgast acaba se tornando seu pai substituto e guardião, e tenta protegê-la a todo custo.

A viagem de Brad e Amy os forçará a enfrentar os principais cientistas do projeto, o comandante Nichole Sykes (Caroline Chikezie, The Shannara Chronicles) e o Dr. Jonas Lear (Henry Ian Cusick, Lost), assim como o ex-agente da Marinha Clark Richards (Vincent Piazza, Rescue Me), a quem Brad treinou.

Da mesma forma, ficarão cara a cara com uma nova raça perigosa de seres confinados dentro das paredes do projeto, incluindo o ex-cientista Tim Fanning (Jamie McShane, Bloodline) e os internos do corredor da morte Shauna Babcock (Brianne Howey, The Exorcist) e Anthony Carter (McKinley Belcher III, Ozark). Na busca por aliados, Brad também deve procurar sua ex-mulher, a Dra. Lila Kyle (Emmanuelle Chriqui, Entourage), para obter ajuda.

À medida que os cientistas do Projeto NOAH buscam uma cura que possa salvar a humanidade, esses novos seres começarão a testar seus próprios poderes, movendo-se um passo mais perto de uma fuga que poderia levar a um apocalipse inimaginável.

“THE PASSAGE” é produzido pela 20th Century Fox Television. A série é escrita por Liz Heldens. Helden, Matt Reeves, Scott Ridley, David W. Zucker, Adam Kassan e Jason Ensler são produtores executivos. Marcos Siega foi produtor executivo do piloto, e ele e Ensler dirigiram o primeiro episódio da série.

A partir de 1º de abril, toda segunda-feira às 22h30 (BRA), o FOX Channel apresenta "THE PASSAGE ".

Fonte: FOX (via e-mail)

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Cartazes,

TOLKIEN | Confira o cartaz da cinebiografia do criador de "O Senhor dos Anéis"

Tolkien, filme que contará a vida do criador de O Senhor dos Anéis e O Hobbit, J.R.R. Tolkien, acaba de ganhar poster, que você pode conferir abaixo.

Dirigido por Dome Karukoski e escrito por David Gleeson e Stephen Beresford, é estrelado por Lily Collins, Nicholas Hoult, Genevieve O'Reilly e grande elenco.


Fonte: IMDB.

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Orquestra Sinfônica Brasileira,

STAR WARS IN CONCERT | Garanta 50% de desconto no ingresso


Pela primeira vez no país, Star Wars in Concert leva Orquestra Sinfônica Brasileira para o Rio de Janeiro

Se você é fã do clássico Star Wars ou curte um programa diferenciado, não pode perder a oportunidade de ir ao Jeunesse Arena, localizado na Barra da Tijuca, no dia 27 de abril. Pela primeira vez no país, o "Star Wars in Concert: Uma Nova Esperança" será realizado na Cidade Maravilhosa, com direito a apresentação do filme junto à trilha sonora executada exclusivamente pela Orquestra Sinfônica Brasileira. As boas notícias não param por aí! Pelo site do Peixe Urbano, você garante 50% de desconto no preço cheio do ingresso, desembolsando apenas R$ 119,90.

Um dos mais emblemáticos filmes da história do cinema, com uma bilheteria estimada em 770 milhões de dólares, "Star Wars: Uma Nova Esperança" atrai fãs do mundo inteiro, desde a estreia no fim dos anos 70. O clássico se tornou referência no cinema mundial, e o sucesso é tanto que o filme se tornou a obra que mais vendeu brinquedos na história: 250 milhões de bonecos entre os anos 1978 e 1986.

A exibição do longa contará com as partituras originais do filme, compostas por John Williams, vencedor do Oscar. A regência do concerto é do maestro Thiago Tibério, e a iniciativa é da Conexão Cultural, do produtor Sergio Murilo, que há mais de 25 anos atua na área do show business.

Aproveite essas e outras ofertas de shows do Peixe Urbano e acompanhe também as novidades do blog!

Press-release: Peixe Urbano

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animação,

IRMÃO DO JOREL | Série animada terá exibição especial nos cinemas brasileiros

O Cartoon Network - canal infantil mais assistido do Brasil na TV paga em 2018 e líder há seis anos no Brasil entre crianças de 4 a 11 anos - passa a oferecer conteúdo especial também nas telonas. Em parceria com a Rede Cinemark, a expansão do formato Cine Cartoon promete levar para todo o Brasil uma programação regular de conteúdo inédito das propriedades mais amadas do público.

>>> Clique AQUI para conferir os cinemas participantes!

A primeira experiência desse novo formato aconteceu em novembro do ano passado, como parte da estratégia do "Surra de Sansão", um especial multiplataforma que englobou ações no digital e offline em comemoração ao mês da Turma da Mônica no Cartoon Network. "O sucesso foi tanto, que para este ano teremos, no mínimo, quatro experiências no cinema semelhantes às que já tivemos. O Cine Cartoon é mais uma forma de conexão com os fãs da marca, em um novo ponto de contato", comenta Adriana Alcântara, diretora sênior de conteúdo e produção nacional dos canais infantis da Turner.

Os fãs podem esperar histórias contadas, pela primeira vez, de maneira integrada, com arcos dramáticos que mesclarão conteúdos existentes, inéditos e extras. O primeiro show escolhido para ganhar o cinema em 2019 será "Irmão do Jorel", com sessões exclusivas em 23 e 24/03/2019.

Irmão do Jorel é uma animação brasileira, coproduzida pelo Cartoon Network e o Copa Studios e criada por Juliano Enrico, que será apresentada nos cinemas de forma especial em um único enredo. "O cinema é uma oportunidade de experiência divertida tanto para as crianças quanto para os adultos. Este ano, vamos oferecer ainda mais iniciativas que reforcem a conexão do fã com a marca trazendo oportunidade de entretenimento para toda a família", salienta Adriana.

Mas, para quem quer curtir também um bom filme em casa, o Cine Cartoon continua na TV e vai ao ar às terças, sextas e domingos às 20h, e aos sábados ao meio dia, sempre com um filme superdivertido para toda a família.

Fonte: Cartoon Network (via press-release)

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Aladdin,

DISNEY | Conheça as personagens que estarão em filmes e seriados de 2019

Protagonistas femininas com características fortes, independentes e corajosas estão cada vez mais em evidência nos filmes e séries da Disney, a fim de inspirar uma nova geração de meninas e mulheres por todo o mundo.

O empoderamento das personagens se faz presente em suas histórias e personalidades marcantes, que demonstram garra e determinação, e ganham destaque no mundo do entretenimento. Selecionamos as principais personagens que vão dominar as telas em 2019 em aventuras inspiradoras e repletas de muitas lições e superações. Confira:

- CAPITÃ MARVEL: Não há significado melhor de empoderamento do que uma mulher salvando o mundo. Esse é o papel da nova heroína Capitã Marvel. Baseado nas HQs da Marvel, o filme se passa na década de 1990 e contará a história do processo da Carol Danvers (Brie Larson, foto)em se tornar a grande defensora do universo, enquanto ocorre uma guerra entre mundos alienígenas. Com superpoderes adquiridos por uma explosão alienígena, a Capitã Marvel é considerada como a heroína mais poderosa do mundo Marvel. O filme está em cartaz desde 07/03/2019 no Brasil.

- KIM POSSIBLE: ninguém imagina que a menina ruiva que aparenta ter uma vida normal é uma heroína que combate o crime na cidade de Middletown. O desenho animado foi exibido nos anos 2000 e devido ao enorme sucesso, a Disney lançará o live-action no dia 24/03/2019, no canal Disney Channel, trazendo vida para uma das heroínas mais queridas da atualidade.

- JASMINE: Gentil, carinhosa, amiga e teimosa, a princesa Jasmine é considerada como a "princesa rebelde" e de espírito livre da Disney. Jasmine tem opinião forte e independente, e prefere se casar por amor do que por riqueza, como é o desejo de seu pai. É nessa busca por aventura e independência que conhece Aladdin e o acompanha em suas viagens pelo mundo. Aladdin ganhou um live-action que será lançado no dia 23/05/2019 e Naomi Scott (foto) dará vida à princesa Jasmine nos cinemas.

- BIA: Criativa, proativa, inteligente e com um talento natural para o desenho, Bia aproveita qualquer oportunidade para se expressar por meio de seus traços e compartilhar suas criações nas redes sociais. Interpretada pela brasileira Isabela Souza, Bia é a nova telenovela do Disney Channel, que entrará no lugar de Sou Luna, com lançamento previsto para junho de 2019.

- MAL / EVIE: Filha da vilã Malévola em Descendentes, Mal é líder do grupo de filhos dos vilões. É a aluna mais popular e temida do seu colégio e tem o objetivo de ser tão má quanto sua mãe. Tem o poder de lançar feitiços e não há nada que odeie mais do que princesas e disciplina. Apesar de toda a sua personalidade má e do seu estilo, Mal mostra que se importa com o bem estar dos seus amigos.  Já Evie também faz parte do grupo de filhos de vilões de Descendentes, sendo filha da Rainha Má. Apesar de ser uma das vilãs, Evie tem uma personalidade meiga e doce. É uma menina amiga, leal e muito vaidosa que apesar de querer ser a mais bela de todas, ganha autoconfiança e descobre beleza não é tudo na vida. Mal é interpretada por Dove Cameron e Evie é interpretada por Sofia Carson, que estarão presentes no último filme da trilogia Descendentes com lançamento no canal Disney Channel para agosto de 2019.

- VANELLOPE: Vanellope Von Schweetz é uma das personagens principais de Detona Ralph e Wi-Fi Ralph. O primeiro filme conta a história da Vanellope sendo um "bug" em um jogo de corrida, precisando lidar com o bullying das outras corredoras durante a trama. Já em Wi-Fi Ralph, o mais novo lançamento da Disney, Vanellope e Ralph adentram o mundo da internet e conhecem presenças femininas importantes para a história da corredora/princesa mais querida do mundo dos jogos. O filme aborda de uma maneira leve e divertida questões importantes sobre a igualdade de gênero e poder de fala da figura feminina. Wi-Fi Ralph estreou no Brasil em janeiro de 2019 e foi sucesso de bilheterias durante seu primeiro mês em cartaz.

- REY: A protagonista da recente trilogia do universo Star Wars é uma personagem forte, persistente e corajosa que luta pelo bem da galáxia. Rey aparece nos filmes O Despertar da Força, quando descobre ser sensível à Força (energia que conecta todos os seres vivos da galáxia) e decide enfrentar o lado sombrio da Força. Já em Os Últimos Jedi, onde encontra Luke Skywalker e pede seus ensinamentos para entender o equilíbrio da Força e combater o mal. Rey é interpretada pela atriz Daisy Ridley (foto). O último filme da trilogia - ainda sem título oficial em português - será lançado em 19/12/2019.

Fonte: Disney (via press-release)

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Brie Larson,

CRÍTICA [CINEMA] | "Capitã Marvel", por Marlo George


Novo filme da Marvel Studios não arriscou, mas petiscará boa parte da bilheteria e do coração do grande público

NÃO É PRA VOCÊ!

O título acima não se refere à toda polêmica em torno da declaração (mal-interpretada) dada por Brie Larson de que Capitã Marvel "não era um filme para homens brancos". Não, não é disso que estou pretendendo escrever, mas sim do fato de que este novo longa da Marvel Studios não é para o fã de quadrinhos, nem para os cinéfilos e (realmente) muito menos para o "homem branco" genérico do qual a atriz se referia. Trata-se de um filme para o grande público como, aliás, o são todos os filmes da Marvel Studios, com excessão de Capitão América 2: O Soldado Invernal, Thor: O Mundo Sombrio e Vingadores: Guerra Infinita, que são acima da média e podem ganhar um status antecipado de clássicos.


O filme também não é ruim, como muitos estão dizendo por aí. Também não é o "pior filme da Marvel". Afinal, a franquia tem filmes péssimos, como Homem de Ferro 2 e Vingadores: Era de Ultron, que é o pior de todos.

Concluindo, o filme é bom. E ponto final.


A HEROÍNA MAIS PODEROSA DA MARVEL DA ÚLTIMA SEMANA

Capitã Marvel apresenta a heroína mais poderosa dentre os maiores heróis da Terra. Carol Danvers, interpretada pela mal interpretada Brie Larson, ganha uma origem para chamar de sua, juntamente com um background espacial, emprestado de Guardiões da Galáxia. A história contada tem uma estrutura narrativa inteligente, mesclando o passado e o presente da personagem, preparando o público para encontrá-la novamente no futuro (em abril próximo) quando ela retornará em Vingadores: Ultimato, longa que concluirá a terceira fase do Universo Cinematográfico Marvel.

Porém, apesar da linha do tempo esperta, o roteiro é pobre e o filme carece de diálogos legais, conflitos mais acalorados entre as personagens, monólogos e frases de efeito. O que é de se estranhar, afinal, havia espaço para isso tudo, especialmente por conta de toda a expectativa criada por alguns de que o filme traria um discurso feminista, ou de empoderamento feminino. Bem, o filme tem algumas cenas que mostram certo "empoderamento" da personagem, mas isso foi bem dosado e não parece ter sido algo que os diretores e roteiristas do filme, Anna Boden e Ryan Fleck, tinham como prioridade. O filme levanta a bandeira do empoderamento, mas não a agita muito.


A história do filme é inspirada nas HQs escritas por Kelly Sue DeConnick (que inclusive faz uma breve aparição no filme), trazendo alguns aspectos da personalidade da heroína retratada nestes gibis, assim como uma ou outra referência ao material original. No mais, trata-se de uma história montada com base nos demais filmes da franquia.

Aliás, não é surpresa para ninguém que a personagem veio sendo remodelada para se tornar a heroína mais poderosa da Marvel Comics, nos últimos anos, tendo em vista que DeConnick começou seu trabalho no título em 2012, coincidentemente quando Disney comprou os direitos da franquia, que passou a ser chamada de Universo Cinematográfico Marvel.

Se levarmos em conta que os personagens que pertencem aos universos dos X-Men, Quarteto Fantástico e Homem-Aranha estavam sob a tutela de outros estúdios na época, nada mais óbvio que "empoderar" uma heroína de casa para fazer frente à franquia rival, DC Comics, e sua Mulher Maravilha.


A HEROÍNA CERTA PARA A ATRIZ ERRADA

Com sua super poderosa heroína pronta para encabeçar uma produção cinematográfica, a Marvel Studios anuncia na Comic-Con de San Diego de 2016, Brie Larson como a atriz que iria empunhar as mãos energéticas da Capitã Marvel.


Porém, a atriz não correspondeu ao que se esperava dela. A impressão que ela passa é de desconforto ao interpretar a personagem. Não passa credibilidade e muito menos tem o carisma necessário para entregar um bom trabalho. Nem parece aquela atriz de O Quarto de Jack, filme que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz em 2016. Carol Danvers deveria ser sacaninha, meio sarcástica, mas o que Brie nos mostrou foi uma personagem má-educada, cabisbaixa e enfadonha. Aqueles sorrisinhos de lado (como o da foto acima) que ela exibe por toda a fita só complementam a antipatia que a personagem transmite.

Isso é ruim, pois prejudicou o filme, uma vez que Larson está presente em quase todos 124 minutos do mesmo.

Na minha opinião sua escalação para o papel foi um equivoco.


ELENCO HEROICAMENTE ENGAJADO EM FAZER O LONGA FUNCIONAR

Se por um lado Brie Larson não mostra muito comprometimento com a produção (pelo menos é o que parece), o restante do elenco segura as pontas.

Samuel L. Jackson está de volta como Nick Fury, desta vez mais jovem e inexperiente, faceta que Jackson personificou muito bem. Fury tem sua história aprofundada, tornando-o uma das personagens mais importantes de todo o elenco da franquia.


Outro rosto conhecido é o de Clark Gregg, nosso estimado agente Phil Coulson. Com uma participação breve, Gregg, que (assim como Jackson) teve seu visual rejuvenescido, manda muito bem e também ganhou mais background para sua personagem.

Com isso, quem também ganha é a S.H.I.E.L.D. que apesar de não ser uma personagem de carne e osso, é uma entidade com presença marcante em todos os longas do Universo Cinematográfico Marvel. A agência sai do filme engrandecida e com várias pontas soltas devidamente preenchidas, especialmente no que diz respeito à sua tecnologia.

Alguns coadjuvantes de Guardiões da Galáxia tiveram mais tempo de tela em Capitã Marvel e também ganham mais importância. Ronan, o Acusador, vivido por Lee Pace, já se mostra ameaçador em tempos passados, sendo belamente defendido por seu intérprete e Korath justifica, finalmente, o porquê cargas d´água Djimon Hounsou fez uma ponta em Guardiões da Galáxia.

Dentre os novatos temos Lashana Lynch, que nos apresenta à melhor amiga de Carol Danvers, Maria Rambeau. A atriz é boa e este foi o primeiro trabalho dela que assisti. Oriunda das séries de TV, tem futuro no cinema.

Falando na família Rambeau, tenho que citar Monica Rambeau. Ela foi interpretada pela atriz Akira Akbar. Aos onze anos (no filme) ainda é aquela garotinha chata que está lá apenas pra fazer conexão do público infantil com a heroína protagonista.


A britânica Gemma Chan, da série Humans e dos filmes Duas Rainhas e Podres de Ricos, ambos de 2018, vem ganhando espaço e vive a kree Minn-Erva. Chama pouca atenção e não passa de uma coadjuvante de luxo. Outra que não foi bem utilizada foi a quatro vezes indicada ao Oscar Annette Bening. Não dá pra falar dela sem entregar um spoiler imenso...

Ben Mendelsohn como Talos e Jude Law como Yon-Rogg são gratas surpresas do elenco. Este último parece que encontrou o caminho das grandes produções de ação e tem futuro nessa nova etapa da carreira, que vinha definhando nos últimos anos.

Ah! Sim!, o gato. Pois é, como não falar nele. Goose, interpretado pelos felinos Reggie, Archie, Rizzo e Gonzo (que não foram mal tratados durante as gravações) tem grandes chances de concorrer ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Brincadeirinha, mas ele literalmente rouba a cena, ainda mais a sua versão digital.


A TECNOLOGIA E A ARTE DA CAPITÃ

Nos aspectos técnicos o filme é impecável. A computação gráfica é incrível, especialmente nas cenas finais, a montagem e edição do filme dão o ritmo certo e o som só ajuda a deixar tudo ainda mais grandioso.


Já a trilha sonora incidental é enfadonha. A personagem não ganhou um tema tão poderoso quanto a querem vender e o resultado final passa despercebido. Composta pela turca Pinar Toprak, que também compôs pra série Krypton, da DC Comics, não convence.

A direção de arte, assinada por um coletivo, é bacana, mas deixa a impressão de que o orçamento para essa pasta foi curta. As cenas espaciais ficaram bem legais, especialmente em Hala, o planeta da raça Kree. Já as cenas que se passam na Terra, durante os anos 90, ficaram com visual pobre, deixando a impressão de que faltava algo, da mesma forma como aconteceu em Thor, o primeiro filme. A responsável pelos sets foi nossa velha conhecida Lauri Gaffin, de Thor e dos longas do Homem de Ferro, e isso explica muita coisa.

Do diretor de fotografia eu sou fã. Ben Davis doutrinou em Kick-Ass: Quebrando Tudo, de 2010, e já fez diversos trabalhos da Marvel, como Guardiões da Galáxia, Vingadores: Era de Ultron e Doutor Estranho. Davis não decepcionou e mostrou o mundo de Carol Danvers com fotografia primorosa, vertiginosa e bela de se ver. Novamente, Davis ensinou como se faz.


O figurino ficou à cargo de Sanja Milkovic Hays (Star Trek: Sem Fronteiras) e é bem decente, se ignorarmos o fato de que o uniforme da Capitã parece estar incomodando a atriz, deixando-a sem a postura apropriada para uma super-heroína, como pode ser observado em algumas fotos que ilustram esta crítica. O departamento de maquiagem impressionou, em especial no seu trabalho com os skrulls, como podemos ver acima.

A direção do filme, como já citado acima, é da dupla Anna Boden e Ryan Fleck, que co-escreveram o filme e, após alguns tombos no caminho, saíram ilesos. Porém, o trabalho não está à altura dos Irmãos Russo (Capitão América 2: O Soldado Inverna, Vingadores: Guerra Infinita) e pode ser que não estejam na direção da sequência de Capitã Marvel que em breve deve ser anunciada. Basta que o longa chegue perto do bilhão de dólares que isso se concretizará. Afinal, o saldo da primeira aventura da mais poderosa heroína da Marvel foi positivo.



Marlo George assistiu, escreveu e também tem um gato malhadinho e amarelado.

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