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    quarta-feira, 23 de março de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça", por Marlo George.


    Previsto para entrar em cartaz, nos EUA, em 17 de julho de 2015, estreará, finalmente nos cinemas do Brasil, Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça.

    Lá se vão 3 anos desde o anuncio oficial do filme, feito pelo diretor Zack Snyder na San Diego Comic-Con 2013, quando ficamos sabendo que a sequência de O Homem de Aço seria na verdade o primeiro filme a reunir no cinema alguns dos maiores heróis dos quadrinhos. Desde então fomos surpreendido com anúncios polêmicos de elenco e de personagens, além das mudanças de data de lançamento, que só nos deixavam mais curiosos sobre o que viria a ser o novo filme da DC, o segundo de um universo cinematográfico promissor, que contará no futuro com filme do Esquadrão Suicida, Mulher Maravilha, Aquaman e Liga da Justiça. Tudo isso tornou os últimos três anos quase intermináveis.

    Valeu a pena a espera, pois o novo longa de Snyder é imperdível.

    No primeiros cinco minutos de filme já é possível notar a tinta forte da caneta com a qual o diretor assinou a direção. Trata-se de um filme de Zack Snyder. Não há dúvidas quanto à sua legitimidade. Constam no longa a maior parte das técnicas e truques que o diretor utilizou em seus últimos trabalhos, e que deram certo, como as paletas de cores diferenciadas e granulação características do cânone Snyderiano.

    O que não funciona mais ficou de fora, como por exemplo, aquelas cenas de ação em slow motion, usadas à exaustão em 300. Elas não estão lá por se tratar de recurso datado e, francamente, seria péssimo ver o Batman enfrentar o Superman daquele jeito.

    Ao conseguir imprimir uma marca, uma assinatura de direção, como ele demonstra de forma definitiva neste longa, que pode vir a ser considerada sua obra-prima, torna Snyder  em um dos maiores diretores de sua geração.

    Além disso o filme é muito bem dirigido nos aspectos tanto técnicos quanto artísticos.


    Os efeitos especiais, responsabilidade da Weta Workshop (O Senhor dos Anéis), são incríveis, especialmente por serem muito críveis. A direção de fotografia, de Larry Fong, também impressiona por não ter a rigidez daquelas dos filmes de ação curriqueiros. Todas as lutas e peripécias dos heróis são belamente apresentadas, o que resulta em um longa excitante, ágil e bonito de se ver.

    As locações externas foram cuidadosamente escolhidas, em especial as que se passam em Smallville.

    O roteiro, escrito por Chris Terrio e David S. Goyer, apesar de não se basear em arcos específicos, explora os gibis Batman: O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller e especialmente A Morte do Superman, escrito por Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway, e Karl Kesel. Trata-se de uma trama simples e até mesmo previsível, mas o modo como o argumento foi construído embeleza a narrativa. Infelizmente inexistem diálogos retirados diretamente dos quadrinhos. Seria muito bom ouvir o Batman advertir o Superman de que ele foi o único homem que o derrubou, como ocorre na HQ de Miller ou Luthor vociferar como o fez no gibi Lex Luthor: Homem de Aço de Brian Azzarello.


    O elenco conta com Henry Cavill (Agentes da U.N.C.L.E.), que continua inepto e nos entrega novamente um Superman sem carisma, que só funciona melhor neste filme do que no anterior, O Homem de Aço, por estar amparado no roteiro, que é pesado e coloca o maior super-herói de todos os tempos em maus lençóis.

    Ben Affleck (O Gênio Indomável), após todo o mimimi em torno de sua escalação para o elenco, demonstrou compromisso com o personagem e já é, para mim, o dono da melhor versão do Homem Morcego de todos os tempos. Bruto, agressivo, inteligente e obstinado, o Bruce Wayne de Affleck é arrojado e convence com e sem o manto negro do  justiceiro de Gotham.


    O vilão da vez é Lex Luthor e este foi personificado neste novo Universo Cinematográfico DC por Jesse Eisenberg (Zumbilândia). Por se tratar de um personagem difícil, muito bem construído, Eisenberg poderia errar a mão e estragar tudo. Ocorre que o ator, ao interpretar uma personagem com delírios filosóficos mesclados com uma insanidade advinda se sua genialidade, o fez de modo teatral, tanto é que a impressão que tive foi de que o Luthor destoou de todo o restante do universo apresentado. Não de modo negativo e sim positivo, por ele ser único em um mundo de pessoas curriqueiras e alguns meta-humanos. Desenvolver e trabalhar uma personagem deste calibre e com a maestria que Eisenberg utilizou, é coisa que só vemos em grandes atores. Se continuar assim, ele vai acabar se tornando um deles.

    A atriz de Velozes e Furiosos 7, Gal Gadot encarnou Diana Prince, a Mulher Maravilha, que não está no filme como mero  bibelô sem função nessa estante gigantesca que é Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça. A personagem mostra a que veio e tem serventia vital para o desenvolvimento da franquia. Além disso, Miss Gadot convenceu e supriu todas as expectativas que um fã da criação máxima de William Moulton Marston, como eu, poderia ter.

    Confiante de que você irá curtir o filme, caso seja fã do gênero, recomendo o novo longa de Snyder, e da DC, enfatizando que ficará muito difícil pro lado da Marvel daqui pra frente, uma vez que a DC, após empurrar diversas vezes essa franquia com a barriga, conseguiu, finalmente, fazê-la pegar no tranco.



    Marlo George assistiu, escreveu e já faz um cruzeiro no Português Branco.
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    3 comentários:

    1. Caraca Marlo!!! eu Jurava que tu ia dar somente Três poltronas... Cara Eu simplesmente estou delirando...

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    Item Reviewed: CRÍTICA [CINEMA] | "Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça", por Marlo George. Rating: 5 Reviewed By: Marlo George
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