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    quarta-feira, 15 de junho de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras", Marlo George

    Lembro-me da primeira vez que ouvi falar das personagens que são protagonistas do novo lançamento da Paramount Pictures. Estava no litoral, em uma casa que minha família alugava na época da queda do Muro de Berlin e, certo dia pela manhã, ainda sonolento fui despertado pelo anuncio de um desenho animado que tinha um nome um tanto quanto inusitado. Não me lembro do título do episódio, mas o nome do desenho me fez cair na gargalhada: "As Tartarugas Ninja".

    Caramba! Eu já tinha minha tartaruga naquela época e a Chandika (é uma fêmea) poderia ser tudo: Muito rápida pra sua espécie, forte, casca grossa, até mesmo imortal. Mas NINJA? Isso já era um pouco demais.

    Assisti o desenho animado naquele dia, mas não quis acompanhá-lo. Sei lá? Não me conquistou. Os anos se passaram e vi de longe o crescimento da franquia. Descobri inclusive que a mesma se originava de quadrinhos independentes, violentíssimos e que nada tinham a ver com as tartaruguinhas simpáticas da TV e do cinema, e mesmo assim não me interessei por elas.

    Hoje, quase 30 anos depois, estou aqui, escrevendo a crítica da sequência da nova série cinematográfica de Donatello, Rafael, Michelangelo e Leonardo e já posso adiantá-los que o quarteto ainda não me ganhou.


    Dirigido por Dave Green (Terra para Echo), "As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras" começa no mesmo ponto onde terminou o filme original de 2014. Agora elas tem de lidar com a fuga do vilão Destruidor (Brian Tee) que, aliado ao gênio tecnológico Baxter Stockman (Tyler Perry), ameaça o futuro da Terra ao obterem um artefato alienígena que os permitirá criar super-soldados. Além disso, o quarteto ainda terá que lidar com a ameaça de Krang, um vilão do espaço que pretende invadir nosso planeta. Donnie, Rafa, Mick e Leo contam com a ajuda de seu antigo Mestre, Splinter (Tony Shalhoub), April (Megan Fox) e um novo aliado, Casey Jones (Stephen Amell).

    A trama do longa está longe de ser original. Super soldados e invasões alienígenas são temas recorrentes em filmes de ação desde sempre. Robocop, Soldado Universal e O Soldado do Futuro são os melhores exemplos de que me lembro no momento. Porém, o erro maior reside no fato de a Marvel Studios estar tratando destes mesmos temas, com êxito, em longas como os da Trilogia Capitão América, Os Vingadores e em filmes vindouros baseados no Universo Marvel. Vale ressaltar que as sequências finais de "Fora das Sombras" lembram muito as de Os Vingadores, de 2012.

    O desenvolvimento do filme é apressado e tudo parece acontecer rápido demais, apesar do filme ter 1 hora e 52 minutos de duração. Os diálogos e o próprio argumento do script são infantis, o que torna o filme fácil de assistir. Talvez fácil demais para um público exigente. Até mesmo as referências são de fácil assimilação, como uma das primeiras, feita por Michelangelo, que cita a mais célebre frase de "Scarface", de Brian De Palma.


    O elenco é fraco e apenas Stephen Farrelly (o Sheamus da WWE) e Gary Anthony Williams, que deram vida (e voz) aos vilões Rocksteady e Bebop, respectivamente, se destacam. Eles pareciam estar se divertindo interpretando os personagens e isso acabou me contagiando. Rock e Beeb são os únicos personagens carismáticos. Megan Fox retorna como a antipática April O´Neill e agora está acompanhada do fanfarrão Stephen Amell (Arrow), que protagoniza as cenas mais "vergonha alheia" do cinema este ano até o momento.

    Noel Fisher, Jeremy Howard, Pete Ploszek e Alan Ritchson dublam, novamente, as personagens título, sem grandes destaques. Brian Tee substituiu Tohoru Masamune como Destruidor. Se Tee estava muito desmotivado para interpretar o vilão ou se falhou ao dar um tom sombrio ao mesmo, eu ainda não sei. A única certeza é que seu Destruidor tinha mais cara de desânimo do que de malvado.

    Pra não dizer que tudo está arruinado, os efeitos visuais e especiais são bastante interessantes e as cenas de luta não decepcionam. A trilha sonora também tem trechos interessantes, apesar da falta de um tema emblemático, daqueles que nos fazem assobiá-lo na saída do cinema.

    Com poucos atrativos para os cinéfilos mais cascudos — não resisti ao trocadilho — pode agradar a parcela do público que invade os cinemas em busca do blockbuster da semana, mas não terá força para resistir ao tempo.



    Marlo George assistiu, escreveu e já procurou objetos alienígenas pelo Brasil. Só achou o Kal.
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