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    quinta-feira, 1 de setembro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "O Sono da Morte", por Marlo George


    No início do ano o mundo do cinema foi refém de mais uma estrelinha fofa que, como num voo rasante, disparou das telonas para pousar diretamente nos nossos corações: Jacob Tremblay, o astro mirim de O Quarto de Jack.

    Confesso que fui mais uma de suas "vítimas" e, além de ter curtido o filme, amei cada uma de suas entrevistas e aparições durante a temporada de premiações. Porém, o filme que rendeu o Oscar para a mais nova "Queridinha da América" Brie Larson não foi o primeiro longa-metragem estrelado pelo mais novo "Menino Prodígio" de Hollywood.

    Programado para ser lançado em 25 de setembro de 2015, meses antes do lançamento em grande circuito de O Quarto de Jack, O Sono da Morte, do diretor Mike Flanagan, quase não foi lançado uma vez que a distribuidora  americana do filme, Relativity Media, entrou em falência, tornando incerto o destino do filme. Possivelmente, o furor em torno de Tremblay e a ansiedade do público em ver mais filmes com o menino tenha motivado o lançamento deste filme no cinema. Essa não é a primeira vez que um filme do diretor tem lançamento conturbado, o mesmo aconteceu com O Espelho.

    Também não é a primeira vez que Flanagan apresenta um filme com elenco e orçamento modesto e enredo interessante. Pena que dessa vez o desenvolvimento foi comprometido.


    O Sono da Morte conta a história de Cody (Jacob Tremblay) um órfão que não consegue encontrar um lar adotivo por causa de um pequeno "inconveniente": Seus sonhos – e pesadelos – se tornam realidade. Com passagens feéricas e outras assustadoras, o filme tenta propor algumas reflexões:

    O que são os sonhos de Cody? 

    Qual a fronteira entre o sonho e a realidade? 

    Poderia eu ser tentado a incentivar o sono de Cody para curar minhas próprias frustrações e angústias?

    Pois é, me fiz estas perguntas enquanto assistia o filme e refleti algumas vezes sobre esses questionamentos, mas não revelarei a que conclusões cheguei aqui, incentivo-o a assistir o longa e tirar suas próprias conclusões. Flanagan  diz que  O Sono da Morte não é um filme de terror, gênero no qual o filme vem sendo atrelado, e sim um "drama sobrenatural". Verdade.

    Mas, apesar do tema interessante, O Sono da Morte é um filme muito longo, apesar de ter pouco mais que 90 minutos. É arrastado e até certo ponto, desculpe o trocadilho, "sonolento".


    O elenco traz ainda Kate Bosworth, a Lois Lane de Superman: O Retorno, e Thomas Jane, o Frank Castle de O Justiceiro, como pais de Cody. Nada digno de nota, o que não posso dizer do eterno coadjuvante Dash Mihok (O Dia Depois de Amanhã, O Lado Bom da Vida) que rouba a cena. Esse rapaz merece um papel de destaque em um filme melhor.

    Tremblay é muito convincente – novamente – e terá futuro se seu agente souber conduzir sua carreira e, ou, se seus tutores não puserem tudo à perder. Seu próximo filme Burn Your Maps, que será apresentado no Festival de Toronto, ainda não tem título brasileiro ou previsão de lançamento. Vamos aguardar.



    Marlo George assistiu, escreveu e não se lembra de seus pesadelos com frequência.
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