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    segunda-feira, 10 de outubro de 2016

    CRÍTICA [CINEMA] | "A Nona Vida de Louis Drax", por Kal J. Moon

    O que acontece, de fato, com pacientes em coma profundo? Eles dormem profundamente ou experimentam algum tipo de atividade extra sensorial? Existe vida após a morte?

    Com base nessas questões que se desenvolve o enredo de "A Nona Vida de Louis Drax", novo suspense - com toques de realismo fantástico - dirigido por Alexandre Aja e estrelado por Aiden LongworthJamie Dornan, Sarah Gadon e Aaron Paul.
    Dr. Allan Pascal (Jamie Dornan) e Louis Drax (Aiden Longworth)
    Um e outro ...
    Não é de hoje que a literatura e o cinema desenvolvem temas pseudocientíficos em diversas histórias, adicionando drama para mostrar cenas que, invariavelmente, são improváveis cientificamente falando. E com "A Nona Vida de Louis Drax" - baseado no livro de Liz Jensen - não é diferente.

    Na trama, Louis Drax (Aiden Longworthnão é um menino comum. Embora seja inteligente e precoce, os colegas o consideram estranho, porque vários acontecimentos sombrios se passam ao seu redor. Durante um piquenique para comemorar seu aniversário de nove anos de idade com sua mãe (Sarah Gadon) e seu pai (Aaron Paul), Louis cai de um penhasco e é dado como morto. Porém, volta milagrosamente à vida, mas entra em coma profundo. Sua única chance de recuperação é o Dr. Allan Pascal (Jamie Dornan), especialista em pacientes em coma, que investiga o mistério que se desenrola a partir de então e passa a testar os limites entre a fantasia e a realidade.
    Sarah Gadon, Aaron Paul e Aiden Longworth: roteiro não os ajudou
    O grande problema nesta segunda adaptação literária comandada por Alexandre Aja - que já havia cometido o péssimo "Amaldiçoado" com Daniel Radcliffe - é justamente a incapacidade de decidir que gênero seguir para contar sua história. É um pesado drama, com fortes doses de suspense, toques de terror e surrealismo até diversas pitadas de literatura noir a partir do terço final. Mas não tem uma linha mestra. É tudo isso ao mesmo tempo mas sem equilíbrio.

    À frente do elenco, o limitado Jamie Dornan (o Christian Grey do lamentável "Cinquenta Tons de Cinza") e o jovem Aiden Longworth (egresso da TV, em pequenas participações como no revival de "Arquivo X") que não têm carisma suficiente para protagonizarem algo tão peculiar. Sarah Gadon (de "Dracula - A História Nunca Contada") e Aaron Paul (do constrangedor "Um Espião e Meio") fazem o que podem mas o máximo que conseguem é a exposição ao ridículo - Paul principalmente.
    Oliver Platt (dir.): único destaque em cena 
    A direção de atores praticamente inexiste, o roteiro não ajuda, a fotografia não ousa em momentos que deveriam ser feéricos mas só entregam o básico. O roteiro segue a atual cartilha dos filmes norteamericanos: enrolar até chegar ao terceiro ato e tentar "solucionar o mistério" - cujas óbvias pistas dão margem ao desenlace em menos de dez minutos de exibição - pouco antes do término. E, estranhamente, o filme "se esquece" de terminar. Não basta soluções óbvias mas tem de esticá-las até se tornarem didáticas o suficiente para que todos compreendam a mensagem.

    De positivo, apenas a coerente atuação de Oliver Platt e a trilha sonora composta por Patrick WatsonInfelizmente, por se portar como uma história genérica estilo Stephen King, será esquecível como qualquer filme transmitido aos sábados na TV aberta... "A Nona Vida de Louis Drax" faz parte da programação do Festival do Rio mas estreia oficialmente em 20/10/2016.


    Kal J. Moon gastou sua nona vida assistindo esse filme e morreu... de tédio!
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