Subscribe Us

LISTAS PP | As mais gratas SURPRESAS audiovisuais de 2025!

O ano de 2025 chega ao fim e, dentre as produções audiovisuais apresentadas, tivemos gratas SURPRESAS em filmes e séries (algumas, infelizmente, canceladas) que podem ter lá seus problemas mas garantiram momentos genuínos de entretenimento para a Equipe Poltrona POP.


Nesse seleto rol, entram filmes e séries que estrearam (ou encerraram) em 2025 e que assistimos até o final. Confira nossa lista (sem ordem de preferência):

  • Guerreiras do K-Pop (dir. Chris Appelhans & Maggie Kang, Netflix) | Esse longa animado tem os mesmo produtores de "Homem-Aranha no Aranhaverso" e traz, de forma genuína, toda a paixão gerada pelos fãs de K-Pop para uma vibrante aventura com personagens interessantes, visual deslumbrante e um fortíssimo candidato em premiações - até mesmo por conta das canções originais. Um verdadeiro espetáculo imagético que, não à toa, conquistou meio mundo!

  • Um Dia Daqueles (dir. Lawrence Lamont, Sony Pictures) | Passou batido pelos cinemas, chegou às plataformas de streaming sem muito alarde mas essa "comédia de bairro" estrelada pela dupla Keke Palmer e SZA satisfaz à imensa legião de fãs órfã da série "Insecure" - e, não à toa, tem produção da própria Issa Rae (criadora da cultuada série). Uma boa pedida para aqueles dias em que só se quer assistir algo leve, divertido mas que toque em temas importantes para os confusos dias atuais...

  • Quarteto Fantástico - Primeiros Passos (dir. Matt Shakman, Marvel Studios) | Embora ainda não seja a encarnação perfeita da primeira família da Marvel Comics - esse posto, obviamente, é da animação "Os Incríveis" -, a nova versão cinematográfica dos personagens criados por Jack Kirby (1917-1994) e Stan Lee (1922-2018) aquece o combalido coração daquele fã de quadrinhos que já não tinha esperanças de ver seus ícones bem representados nas telonas. Se tivesse um roteiro melhor elaborado - e não tivesse passado por tantos problemas nos bastidores -, seria... fantástico. Como disse nossa crítica, "não é perfeito mas foi feito com carinho pensando em te agradar, fã de quadrinhos - aproveita que não é todo dia que isso acontece".

    Clique AQUI para conferir nossa lista de maiores DECEPÇÕES audiovisuais de 2025

  • Casa de Dinamite (dir. Kathryn Bigelow, Netflix) | Um filme que chegou a ter outro nomes no Brasil, tenso e emocionalmente cativante, foi um dos exemplos cinematográficos que deixou a desejar em sua resolução - a tal da "quebra de expectativa". Aqui na redação, todo mundo reagiu com um "pô, agora que tava ficando bom, acaba desse jeito?!" - e não de uma forma que gere alguma reflexão. Boas atuações de um elenco numeroso - destaque para Rebecca Ferguson Jared Harris -, trouxe de volta a angústia e paranoia de um iminente revide nuclear, fazendo com que poltronautas se agarrassem aos seus assentos... até largarem com aquele final.

  • Como Treinar O Seu Dragão (dir. Dean DeBlois, Universal Pictures) | Remake live-action da já clássica trilogia de filmes animados, o esforço em contar a mesma história com algumas diferenças para atingir novos públicos é louvável. Ainda que muitos dos efeitos especiais tenham tido alguns problemas transição com cenários reais em muitas cenas, a química entre o elenco e a dinâmica de ação e aventura do roteiro faz essa nova adaptação da obra de Cressida Cowell valer a assistida.

  • A Própria Carne (dir. Ian SBF, Neebla Filmes) | Primeiro filme brasileiro da lista, figura entre aqueles promissores produtos audiovisuais brasileiros que podem se tornar mais com o passar do tempo - já tem quadrinhos no forno. O fato de ter ganho prêmio fora do país mostra que há potencial para conquista de público estrangeiro. E por ser um filme que trabalha um gênero que não é abraçado pelas distribuidoras brasileiras - tanto que, mesmo sendo uma produção do grupo Jovem Nerd, foi gerado por uma pequena produtora, com gastos bem reduzidos, o que gera ainda mais admiração pelo que foi entregue nas telonas. E, se não fosse o final apressado - e, novamente, quebrando boa parte da expectativa do público -, estaria dentre as melhores produções do ano. O destaque óbvio fica para a atuação magistral e digna de prêmios do veterano Luiz Carlos Persy, assim como a trilha sonora composta por Bruno Gouveia (ou "Govis"). Como disse nossa crítica, "Vai muito na contramão do que o cinema independente brasileiro entrega em matéria de entretenimento e até busca questionar o status quo deste tipo de produção".

  • Jurassic World - Recomeço (dir. Gareth Edwards, Universal Pictures) | Um soft-reboot da cultuada franquia, consegue entregar um entretenimento bem decente em matéria de exemplar de ação e aventura, com tudo na medida certa - e até algum flerte com o terror, evocando outras franquias como "Alien", por exemplo. Um bom passatempo para assistir num domingo com a família...

  • Jay Kelly (dir. Noah Baumbach, Netflix) | Baumbach talvez tenha realizado sua obra-prima com "História de um Casamento" (2019) mas "Jay Kelly" chega perto. Embora um tanto longo, com alguma gordura a ser limada, é um filme que entrega uma honesta homenagem a George Clooney - que meio que vive uma versão ~"idealizada" de si mesmo, aquele tipo de ator que só sabe interpretar um personagem (ele próprio, mas o faz como ninguém). E também é uma ode à solidão dos bem-sucedidos na carreira - qualquer carreira, aliás. Destaque à belíssima fotografia de Linus Sandgren (ganhador do Oscar por "La La Land") e á igualmente bela trilha sonora composta por Nicholas Britell (indicado ao Oscar por "Moonlight"). Também vale destacar a contida porém expressiva performance de Adam Sandler, abstendo-se da comédia (física ou textual), principalmente numa comovente cena de discussão no terço final. Um belo trabalho no conjunto, que deve figurar em premiações, mas, quem sabe, nada memorável.

  • Skeleton Crew (criada por Christopher Ford & Jon Watts, Disney+) | A universo compartilhado da saga "Star Wars" criado por George Lucas passou por maus bocados nos cinemas com decisões terrivelmente equivocadas. O mesmo pode ser dito nas adaptações televisivas - "The Acolyte", alguém? - mas, pelo menos, duas se salvaram - mesmo tendo péssimos índices de audiência: "Andor" e a menos conhecida "Skeleton Crew". Claramente voltada a um público mais jovem, a produção se esmerou em mostrar novos quadrantes desse quase cinquentenário universo, gerando um produto audiovisual que merecia ser devidamente laureado. Como disse nossa crítica, "celebra o passado, mas também olha para o futuro com otimismo".

    Clique AQUI para conferir nossa lista dos PIORES roteiros audiovisuais de 2025

  • City The Animation (criada por Keiichi Arawi, Prime Video) | Uma rara série animada que não ganhou o hype necessário por boa parte do público - todo mundo de olho na segunda temporada de "Dandadan" e deu no que deu -, serviu com louvor aquele entretenimento "gostosinho" de fim de noite, com humor nonsense ao contar a história de uma cidade e os dilemas de seus habitantes bem incomuns. Embora muito parecida com a nossa realidade, tem animais estranhos e objetos que não se parecem nem um pouco com os nossos. Explicando desse jeito, parece algo ~"diferentão" mas é aquele tipo de programa com humor "besta" mas que traz um quentinho no peito de quem só quer assistir algo de forma bem descompromissada. Só dá play...

  • O Agente Secreto (dir. Kleber Mendonça Filho, Vitrine Filmes) | Um espetáculo de narrativa, uma estupenda reconstituição de época, um compêndio de interpretações e composições - Wagner Moura entrega uma atuação de cair o queixo, ao lado da hiper citada Tânia Maria -, um conjunto de trilha sonora arrebatador... O filme que está conquistando, a cada dia, mais e mais pessoas ao redor do mundo - além de ganhar TRÊS prêmios no concorrido Festival de Cannes - conseguiu o feito de dividir a opinião pública no Brasil. Há quem diga que é genial ou um dos melhores filmes desde a Retomada e há quem partilhe do pressuposto que o final - novamente, a tal "quebra de expectativa" - deixe a experiência com um gosto amargo. Mas, há de se considerar o que diz nossa crítica: "Talvez desagrade bastante a quem procura histórias palatáveis e soluções fáceis de digerir". Vale a assistida mas, como sempre aconselhamos, com baixa expectativa - que é o certo.

  • Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente (criada por Patricia Corso e Leonardo Moreira, HBO Max) | Outro produto audiovisual que se esmerou bastante na reconstituição de época, a minissérie que mostrava como a epidemia de AIDS se espalhou pelo Brasil, do ponto de vista de diversos núcleos - tudo com bastante sensibilidade, sem apontar dedos ou julgamentos -, o texto trouxe momentos tocantes e urgentes, mostrando que nosso país lida com problemas de saúde de forma questionável há muito mais tempo do que se imagina. Embora esse mesmo texto tenha alguns problemas - alguns personagens não dizem a que vieram, algumas situações de romance são ~"esticadas" em demasia e há um excesso de cenas mais "calientes" que, em sua maioria, não agregam à trama. Destaque óbvio para a atuação de Johnny Massaro, cujo personagem profere a melhor frase do roteiro ("filme de terror não tem herói, tem sobrevivente") - mas o elenco tem tantos baluarte que fica difícil enumerar numa só sentença. Como diz nossa crítica, "uma minissérie feita com bastante esmero por parte de todas as esferas da produção e que não trata seu público como incapaz".

Menções honrosas
  • Missão: Impossível - O Acerto Final (dir. Christopher McQuarrie, Paramount Pictures) | Foi bom ver o último (por ora) esforço criativo da longeva franquia capitaneada por Tom Cruise nos cinemas. Ainda é um filme que sofreu o infortúnio de estrear próximo de produções de destaque mas foi feita com tanto esmero que este escriba vibrou com aquele delicioso monte de mentiras sendo jogadas na cara... Como disse nossa crítica, "um banquete muito bem servido, com Cruise e companhia entregando entretenimento como há muito tempo não se vê - e, esperamos, que não seja pela última vez".

  • The Paper (criada por Greg Daniels e Michael Koman, HBO Max) | Muita gente torceu o nariz quando foi anunciada a sequência da seminal série "The Office" - se pensarmos no que foi aquele imbroglio do remake australiano, até faz algum sentido. Mesmo com um primeiro episódio bem claudicante em matéria de tom, timing de humor e narrativa, "The Paper" conquista a audiência aos poucos, trazendo algumas participações do elenco clássico, um pouco de nonsense do produto original e até situações que remetem ao que já foi estabelecido no passado. E, quer saber? Quando engrena, a gargalhada vem num rompante que não dá pra parar de assistir. Ainda bem que já tem uma segunda temporada a caminho...

  • Caçador de Demônios (criada por Grainger David e Erik Oleson, Prime Video) | Foi com muita tristeza que soubemos do cancelamento dessa série estrelada por Kevin Bacon e grande elenco. Okay, era um produto audiovisual que bebia de diversas fontes? Sim, bastante. Mas tinha uma trama tão promissora que poderia ser algo digno de muitas temporadas como "Supernatural", por exemplo. Mas o estranho mundo conservador em que vivemos não estava pronto para o que essa série tinha a entregar... Como disse nossa crítica, "aquele adequado tipo de entretenimento 'trasheira' de fim de noite - no bom sentido!".

  • Chespirito - Sem Querer Querendo (criada por Roberto Gómez e Paulina Gómez Fernández, HBO Max) | Outra produção audiovisual que se esmerou bastante na reconstituição de época, a minissérie dedicada a falar da ascensão e queda de Roberto Gómez Bolaños (1929-2014) falhou bastante em relatar fatos envolvendo o elenco das séries "Chaves", "Chapolin" e outras, transformando Bolaños numa espécie de gênio que tinha inspirações a cada segundo, menosprezando o trabalho duro de roteirista. Mas vale pela nostalgia de ver um novo elenco tão dedicado a emular performances clássicas do imaginário latino-americano que dá até pra sonhar com um remake dessas amadas produções. Como disse nossa crítica, "'se faz de tonto' em relação a fatos desconfortáveis das vidas das personalidades abordadas - na maior parte do tempo - 'mas agrada a quem olhar' - na maior parte do tempo".

  • Duster (criada por LaToya Morgan, HBO Max) | Outra série cancelada com apenas uma temporada... Mais uma produção que se esmerou em reproduzir o figurino e a "cancha" setentista - inclusive na forma de contar sua trama. Infelizmente, como muitas outras produções capitaneadas por J. J. Abrams, tentou emplacar um mistério que boa parte do público nem se interessou. Fica a saudade das personagens marcantes defendidas por Rachel Hilson, Asivak Koostachin - que possui a melhor fala da trama, uma perfeita defesa do mito de Superman - e o veterano Keith David, além da inesquecível abertura feita com uma maquete dos cenários mais importantes da obra.

A Equipe Poltrona POP espera que, em 2026, haja mais produtos audiovisuais que sejam gratas surpresas...

Em todo o site, deixamos sugestões de compra geek. Deste modo, poderemos continuar informando sobre o Universo Nerd com fontes confiáveis e mantendo nosso poder nerd maior que 8.000. Afinal, como você, nós do portal Poltrona POP já éramos nerds antes disso ser legal!